Ahrg… há dias sem escrever e me bateu a saudade da blogagem …
Pois é, anos de Bush Júnior no poder americano levou o mundo a se apequenar, pois os religiosos retornaram ao poder no globo todo.
Todas, quase todas as pessoas que conheço se dizem religiosas. Isto demonstra que a religiosidade é inerente ao homem, ok. Mas demonstra também que ignorância – travestida agora de filosofia refinada – continua a ser manietada a fins espúrios de poder. Nenhuma novidade até aí também.
Ninguém está a salvo do medo que leva à falsa religiosidade. Tanto a cristandade fundamentalista – alçada à moda nos anos Bush junior, cujo modismo chegou há pouco, e com certo atraso, ao Brasil - quanto às religiões New Age – que acreditam na existência de ETs invisíveis, com cara de lagartões – todas estas falsas manifestações de religiosidade são sintomas da manipulação do medo a que as pessoas estão sendo expostas e de sua própria infantilidade.
Pior que nem adianta argumentar pela Razão, pois a mesma ao tornar-se uma divindade na cabeça de uns abobados – uns milhões deles -, tornou-se outra deusa. E que morram os deuses infantis!
Ah, como era bom quando tudo era tão simples, quando as pessoas gostavam de pensar por si – ou ao menos tentavam.
Agora é uma “rezação” só. Até a ladainha é chique agora. Quando vejo certas jovens de até 30 anos orando com um “terço” no meio das velhinhas, penso que algo decaiu na humanidade. Sei que estas jovens, por exemplo, que nunca dantes se interessavam pelo assunto, e que aprederam a rezar o tal “terço” há pouco tempo. Começo a acreditar no fim do mundo em 2012 …:) Ou ao menos a torcer para que ele acabe antes que nova idade das trevas recaia sobre nós.
Aliás, li três ou quatro livros do Papa Bento XVI. Só gostei dos livros que há entrevistas com ele, sendo que num livro há um debate dele, o papa, com um jornalista ateu. Bem interessante. Mas os demais livros, uma introdução ao cristianismo, outro, um livro sobre parte da vida de Cristo, confesso: intragáveis, bem chatos. Mas prometo nova tentativa de leitura. Porém, fiquei tão decepcionado com estes últimos livros que citei do Bento, que penso se o Leonardo Boff, antigo lider espiritual da teologia da libertação, não seria uma pessoa bem mais aberta e evoluída e até mais inteligente – apesar de religioso!- que o atual “papa autor de mais de cem livros e que toca piano e ex-juventude hitlerista (forçado, sejamos justos)” ?
Conclamo o conclave: Leonardo Boff para Papa!