Leio inúmeros livros ao mesmo tempo, ao ponto de algun indivíduo a minha volta achar que gosto de aparecer comprando livros ao invés de lê-los.
De fato, compro mais livros do que sou capaz de ler. Mas não sou mal-intecionado. É amor ao livro. Se eu tivesse lido todos os incríveis livros que já passaram por minhas mãos, seria um Scholar em algo.
Mas eu me esforço, acho até que tenho certo tino para ser um editor ou algo assim, dado o meu bom-gosto. Escolher um livro, um dito clássico, é comigo mesmo.
Amo livros novos, de preferência no plástico. Parece um sanduiche! Olho a esses livros com implacável gulodice … mas ao tirar o plástico e folheá-los uns tempos, minha tara vai embora!
Aos poucos estou diminuindo minha volúpia livresca por uma estante de livros bons, clássicos de quilate, que irei lendo ao longo da vida …
Vida por um viés estranho.
Sempre disseram-me que vejo a vida de modo diferente.
Sempre concordei com tal observação, diria até que a via com bons olhos, pois a criatividade seria inerente a minha vida então.
Contudo, este hábito de ver as coisas normais como anormais (e vice-versa) é um dom às vezes mal empregado, um tiro-pela-culatra .
Vejamos: pego-me, hoje, no tardar deste domingo a preocupar-me com picuinhas. Minha vida, está exuberante de bons acontecimentos, MAS sem querer, concentro-me nas coisas mais mesquinhas que ocorreram nela nestes dias.
Sou salvo por minha amada. A capacidade de consolação feminina é imensa, inexaurível…
Com meia dúzia de palavras ao telefone, ela me livra das preocupações que se enfronhavam e assombravam minha mente atualmente arqui-lúcida.
Se por alguns instantes me sentia só. Eis que meia dúzia de palvras feminas depois, estou calmo, confiante e despreocupado.
Viva às mulheres. Viva à minha amada.
“Aos poucos estou diminuindo minha volúpia livresca por uma estante de livros bons, clássicos de quilate, que irei lendo ao longo da vida …”
Só falta dizer que você também fareja livros.