A fazenda, que pertenceu bem antes de nós aos meus bisávos, sempre cria esperanças nas pessoas mais sensíveis (espiritualmente) de que um dia se aviste por lá alguma alma perdida, penada. Jamais quis ver tal aparição, pois além de frouxo não gosto da idéia que o “vislumbre” de uma vida de outro mundo, “do além” no caso, leve-me a reformular minha visão de mundo, minha cosmovisão.
Ainda assim, com mais medo que curiosidade não pude deixar de notar que minha namoradinha ouviu uma conversa ontem à noite entre uma senhora de pele alva que nos teria feito uma visita:
- K., quem nos visitou naquela hora que eu estava no quarto?
- Quem o quê??!!
Nem preciso dizer que eu não vi nada, mas minha amada repetiu a pergunta, pois tivera certeza da presença da “ilustre” pessoa à sede da fazenda.
Uma tia, a quem gosto em demasia, mas que não abraço suas idéias “ocultistas” ou espiritualsitas, fez-me a pergunta de sempre ao me ver chegar em sua casa, retornando da fazenda, respondi:
- Tia … olha só … dessa vez … a minha namorada viu algo…
Ela arregalou os olhos e contei sobre a suposta senhora que teria sido ouvida a nos visitar e a tagarelar com alguém na casa.
Por mim, e pelos meu calafrios, minha namorada somente sonhou ou mesclou sonho e realidade: conversa dos familiares do caseiro, com seu sonho realista e influenciada por doses cavalares de filmes de terror, que ela tanto gosta.
Mas e se este for só o inicio? Início das atribulações na fazenda? Ai, meu Deus…