A State of the Union Preview
23 domingo jan 2011
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12 quarta-feira jan 2011
Posted in "Manifestos" de Blogs
Peço desculpas aos meus parcos leitores!!
Em especial: “Ademonista“, “He Will Be Bach“, Alberto (o leitor silencioso): perdoem-me pela falta de respostas ou de blogagem.
Refleti bastante e resolvi voltar a blogar por aqui.
Motivos:
- Criei outros blogs que não deram “ibope”, mas que também não fiz nada para isto;
- Desorganizei-me com os blogs e terminei não escrevendo direito em nenhum…;
- Senti falta do ato de blogar;
- Senti falta de meus leitores (e comentadores);
Vou postar os poucos posts que já fiz, aqui, e então continuar a blogar (ainda que sem compromisso com horários
)
Abraços e mil perdões, meu amigos virtuais!
12 quarta-feira jan 2011
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A fazenda, que pertenceu bem antes de nós aos meus bisávos, sempre cria esperanças nas pessoas mais sensíveis (espiritualmente) de que um dia se aviste por lá alguma alma perdida, penada. Jamais quis ver tal aparição, pois além de frouxo não gosto da idéia que o “vislumbre” de uma vida de outro mundo, “do além” no caso, leve-me a reformular minha visão de mundo, minha cosmovisão.
Ainda assim, com mais medo que curiosidade não pude deixar de notar que minha namoradinha ouviu uma conversa ontem à noite entre uma senhora de pele alva que nos teria feito uma visita:
- K., quem nos visitou naquela hora que eu estava no quarto?
- Quem o quê??!!
Nem preciso dizer que eu não vi nada, mas minha amada repetiu a pergunta, pois tivera certeza da presença da “ilustre” pessoa à sede da fazenda.
Uma tia, a quem gosto em demasia, mas que não abraço suas idéias “ocultistas” ou espiritualsitas, fez-me a pergunta de sempre ao me ver chegar em sua casa, retornando da fazenda, respondi:
- Tia … olha só … dessa vez … a minha namorada viu algo…
Ela arregalou os olhos e contei sobre a suposta senhora que teria sido ouvida a nos visitar e a tagarelar com alguém na casa.
Por mim, e pelos meu calafrios, minha namorada somente sonhou ou mesclou sonho e realidade: conversa dos familiares do caseiro, com seu sonho realista e influenciada por doses cavalares de filmes de terror, que ela tanto gosta.
Mas e se este for só o inicio? Início das atribulações na fazenda? Ai, meu Deus…
12 quarta-feira jan 2011
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Leio inúmeros livros ao mesmo tempo, ao ponto de algun indivíduo a minha volta achar que gosto de aparecer comprando livros ao invés de lê-los.
De fato, compro mais livros do que sou capaz de ler. Mas não sou mal-intecionado. É amor ao livro. Se eu tivesse lido todos os incríveis livros que já passaram por minhas mãos, seria um Scholar em algo.
Mas eu me esforço, acho até que tenho certo tino para ser um editor ou algo assim, dado o meu bom-gosto. Escolher um livro, um dito clássico, é comigo mesmo.
Amo livros novos, de preferência no plástico. Parece um sanduiche! Olho a esses livros com implacável gulodice … mas ao tirar o plástico e folheá-los uns tempos, minha tara vai embora!
Aos poucos estou diminuindo minha volúpia livresca por uma estante de livros bons, clássicos de quilate, que irei lendo ao longo da vida …
Vida por um viés estranho.
Sempre disseram-me que vejo a vida de modo diferente.
Sempre concordei com tal observação, diria até que a via com bons olhos, pois a criatividade seria inerente a minha vida então.
Contudo, este hábito de ver as coisas normais como anormais (e vice-versa) é um dom às vezes mal empregado, um tiro-pela-culatra .
Vejamos: pego-me, hoje, no tardar deste domingo a preocupar-me com picuinhas. Minha vida, está exuberante de bons acontecimentos, MAS sem querer, concentro-me nas coisas mais mesquinhas que ocorreram nela nestes dias.
Sou salvo por minha amada. A capacidade de consolação feminina é imensa, inexaurível…
Com meia dúzia de palavras ao telefone, ela me livra das preocupações que se enfronhavam e assombravam minha mente atualmente arqui-lúcida.
Se por alguns instantes me sentia só. Eis que meia dúzia de palvras feminas depois, estou calmo, confiante e despreocupado.
Viva às mulheres. Viva à minha amada.
11 terça-feira jan 2011
PERDOA-ME, leitor. Devo-te explicações rápidas ao título primeiro deste artigo. Não fazia a menor idéia de quem era o tal Justin Bieber, até pouco tempo atrás. Confesso-te que não mudou em nada minha vida ao tomar conhecimento que o semi-impúbere é cantor pop de apenas 16 anos e meio de idade. Que nasceu no Canadá em 1994. E canta, e também toca instrumentos musicais, desde uns doze anos de idade. Como se vê, não se trata de nenhum Mozart redivivo, que originalmente escreveu uma sinfonia aos quatro anos. Não. Minha curiosidade pelo pentelho e de ordem prática: todos falam nele! Sou meio avoado, distraído mesmo, chego a não fazer questão de retornar ao mundo dos mortais. Mas os jovens que me cercam insistem em fazer piadas e comentários sobre esta criatura e eu não conseguia entendê-los para participar das brincadeiras. Era um tal “biber” pra cá, um “justin” pra lá. Pronto: pensei tratar-se de mais uma nova estratégia de marketing do mês, talvez um lançamento “viral” de mais artista no palco de bizarrices de nossas mídias. Eu estava certo. Mas há algo diferente: o moleque aparentemente tem talento! Emplacou quatro “singles” numa famosa parada de sucesso americana, a Billboard. Entre outras façanhas. Claro que não tive a menor vontade de ouvir um som adolescente e feito para os mesmos. Mas os grandes artistas geralmente são precoces. Até (quem diria) o Paul McCartney já foi jovem nos tempos dos The Beatles. Quem sabe Justin Bieber seja o novo Elvis? A idéia me é assustadora, em todo caso, se ele estiver nas paradas por mais de uns, digamos, quatro anos: prometo então ouvir algo do rapaz antes que ele sucumba por uma overdose ou cometa algum suicídio para fazer gracinha ou resolva assaltar um trem a fim fugir do tédio.
AO FALAR em “assaltar um trem”, lembrei-me que o título deste artigo contempla a nossa Presidente eleita (de origem Búlgara), Dilma Rousseff. Bem, a ligação entre Justin Bieber e a Presidente Dilma é de ordem puramente subjetiva ao autor destas linhas, mera licença poética ou quase. Na verdade, o cantor pop adolescente é uma promessa nova que pretende vir a ser algo que preste. A nossa presidente eleita idem. Exceto que a presidente eleita já teve em sua juventude muitas emoções e que não faltou nem participar de grupos que assaltavam trens ou mais, precisamente, cofres em casa de político famoso-poderoso-e-corrupto, como Adhemar de Barros. Mas isso são coisas do passado, afinal a existência da Ditadura (ou Regime Militar, para os simpatizantes) justificava qualquer ação que lutasse contra ela. Ainda que muitos destes renegados (ou subversivos, ou guerrilheiros) quisessem é implantar outra tirania. Mas será que a Dilma não irá nos surpreender ou será que vai mandar goela abaixo algo equivalente à proposta inicial do Plano Nacional de Direitos Humanos -3 (ou PNDH-3)? Donde se previa o tal controle SOCIAL da mídia.
Nestas últimas semanas, o órgão federal CNE (Conselho Nacional de Educação) já deu provas que se inspirou no PNDH-3, pois a turma dele quer (ou quis) censurar a obra do saudoso Monteiro Lobato. Salvo engano, eles queriam classificar de racista e proibir o livro infantil “Caçadas de Pedrinho”, ou, sabe-se lá, poderiam ter outro livro em mira, como “Reinações de Narizinho”, este que em 1948 já havia vendido 100.000 (cem mil) exemplares, que encheu o bolso e fez a alegria do grande escritor, morto naquele mesmo ano.
MONTEIRO Lobato foi considerado pelos novos tempos como autor antiquado, preconceituoso devido às supostas manifestações racistas na sua obra. Digo “supostas manifestações”, pois há passagens nos seus livros que quase ninguém entende como alguns vêem racismo, mas são sim testemunho das idéias de seu tempo de escritor: início dos anos 10 até quase meados da década de 40 do século passado. Claro que aos nossos olhos atuais, de julgamento rasteiro, é tentador prejulgá-lo racista. Mas não se deve fazer isto com tamanho homem de talento. Lobato não foi apenas criador do inesquecível Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas autor um tanto desenvolto, que tem uma obra adulta deveras interessante. Formado em Direito, chegou a ser promotor de Taubaté-SP, mas terminou por se dedicar à literatura e aos negócios. Como jornalista publicou, por exemplo, uma coletânea de suas crônicas no livro “A Antevéspera” em que há uma bela demonstração de sua cultura, talento e visão de mundo. Não. Um homem como Lobato, dono de humor libertador e amante dos EUA, amava demais a democracia, a livre iniciativa e a liberdade para simplesmente merecer sofrer um achaque post-mortem deste fim de governo Lula, que se não fosse pelos tempos de bonança econômica poderia ter sucumbido a certo grau de autoritarismo. Espera-se que a Presidente eleita Dilma Rousseff, não permita que este ataque ao Lobato seja um ensaio para algo pior. Espero que ela nos surpreenda… tal como espera-se de Justin Bieber.
Madrugada de 08 de novembro de 2010.