Fui ao Rio novamente neste semestre.
Lá pelas tantas, início de noite no Leblon, no “Devassa” da Farme de Amoedo:
- É o fim da Democracia. É a prova definitiva de que ela não funciona.
Fulminara assim, com as frases acima, um dos direitistas mais inteligentes da nossa enorme mesa naquele boteco.
Falara, óbvio, do escândalo no DF, com o envolvimento do partido DEM na maracutaia.
E completara:
- Os “caras” chegaram à conclusão que só é possível governar na base da propina. E putz! o Governo do Arruda era (sic) muito bom. Era muito foda!
Discutimos muita política, além deste assunto do DEM.
Tentei até falar do Marighella, pois fui na exposição que há no Centro do Rio, na Caixa Cultural, e vi um pouco de sua vida. Fiquei impressionado com a coragem dele, mas decepcionado com, digamos, seu refinamento intelectual. De qualquer modo, introduzir assunto “Marighella” numa conversa com amigos de direita é meio complicado, mas foram receptivos, pois falei da minha decepção com a capacidade mental do sujeito, ainda que elogiase pella coragem…. Mesmo assim ouvi que “até um cachorro de madame é corajoso”. Fim do assunto “Marighella” na mesa.
Mas voltando à vaca-fria: que será desta próxima eleição presidencial?
No Rio, por exempo, quase todo mundo que falei é contra o Lula. Eu estou com discurso afiado contra governos em geral, e cansado do Lula. Mas não acho em hipotése alguma que ele seja uma presidente ruim. Só cansei do goveno dele. É preciso gente nova, cara nova.
O pessoal que converso (gente à direita) e que leio (gente à direita e à esquerda) está ficando paranóico. Por exemplo, o filme sobre o Lula seria o ponta-pé incial para o endeusamento da figura lulesca do presidente que estaria então caminhando para se tornar um Stálin (ou seria um Hitler, dado a popularidade dele?).
Sei não. Acho que esta gente (os alarmistas) doida de jogar pedra. Governos sempre preocupam, pois os que chegam lá não são grande coisa moralmente (exceto o Obama, meu ídolo, que acaba de injetar dinheiro nas pesquisas de células-tronco).
Sempre, portanto há perigo de surgir uma tirania, ou até um estado totalitário. Agora, não pode-se esquecer que em 1964 os golpistas de plantão sinceramente (ou não) diziam estar salvando a democracia e terminaram por sufocá-la. Hoje haveria uma guerra civil, o que seria terrível.
Preocupa-me porém, fazendo coro com a direita, que a falta de oposição com a debacle do DEM e de outros leve a uma eleição sem graça e fácil para os governistas. Aí a coisa poderá ficar feia para a democracia. Deve haver oposição articulada e forte. Sempre. Mas ela está indo ao ralo…