I…. é tão ruim que chega ser covardia falar mal desta espécie de “Dogville”, do Alto Paranaíba.
O clima que já foi agradável converteu-se na maior parte dos meses num semi-árido. Claro que há chuvas, mas não há árvores nesta pequena cidade. A Praça da Igreja Matriz é agradável e serve bem aos que por lá perambulam, uma exceção que deveria ser a regra.
Uma cidade tão pequena, mas não-pobre, como é I…, deveria ter um sistema de transporte público decente. Não que seja necessário andar muito, pois é tão pequena que de carro pode ser atravessada em menos de dez minutos – se não houvesse semáforos, por exemplo. Quem pode, usa táxi ou o carro próprio. Ao invés de meia dúzia de ônibus usados e barulhentos, poderiam também haver vans ou até bondes. Ou melhor: apenas ônibus agradáveis, pontuais e rápidos; e pontos de ônibus confortáveis: já seria um bom começo. Isto, claro, depois da prioridade máxima que seria um bom sistema de transporte que servissem aos idosos e crianças no campo e cidade.
Outro problema, na zona rural não há total cobertura de celular e de telefones fixos. Isto é um transtorno que gera muitos gastos e perdas de vidas.
Aliás, deveria haver um sistema de emergência para ajudar acidentados compostos por voluntários, servidos por rádio, celular ou internet. Nada complicado. Por exemplo, o sujeito sofre um acidente na zona rural e liga imediatamente a um número de uma “defesa civil” gratuita para acionar, de prontidão, vizinhos ou quem esteja por perto, numa espécie de rede, até que por fim lhe fosse enviado uma ambulância, ou, se fosse o caso, um mecânico, um guincho ou o trator a fim de resgatá-lo.
E há a necessidade de estradas vicinais que permaneçam transitáveis durante o ano todo. Fica-se sempre na dependência de estar no agrado de algum político, ou algum cacife metido a poderoso, do lugarejo, para que mande passar alguma máquina de terraplanagem para consertar a estrada esburacada.
Falar em política é como “pisar em ovos”. Há sempre apenas dois “times políticos” na cidade: os contra e os a favor do antigo prefeito (seja já quem for!). Há empregos e, portanto, sobrevivência em jogo, assim qualquer dito desagradável pode custar muitas coisas e gerar desafetos nos mais estranhos cérebros. Enfim, coisas de roça.
Aliás, a “fofoca” na cidade é o que há de melhor e o pior naquela cidadezinha em quase eterno veranico.
Imagens pessoais (e, quem sabe, até vidas) são desfeitas ou destruídas pelos fofoqueiros de plantão. E como há está raça por lá, em I….!
Por outro lado, se é amigo das pessoas mais informadas, fica-se sabendo de informações relevantes, indispensáveis nos eternos jogos de amor e de guerra que pulsão secretamente nesta cidade.
Algo que me intriga: Por que alguém moraria em I…? Mas noutro artigo, noutra hora, termino o raciocínio…







