Discurso do Steve Jobs, de 2007, em Stanford (legendado)

(Atualmente, não tenho qualquer portátil da apple ou mesmo qq computador, mas lembro-me perfeitamente quando meu pai trouxe para casa, em 1986, um Apple II. Ele queria que nós -eu, ele, minha mãe e irmã- apreciassemos e aprendêssemos a usar aquela geringonça! Fiquei bem interessado, cheguei a digitar um programinha que copiara de uma revista encadernada de informática, mas a tentativa foi frustrada .. Uns anos depois entendi que estava digitando numa linguagem diferente da usada no Machintosh. Bom, eu nem minha irmã nos revelamos exatos gênios da informática, apesar de ter apredendido facilmente, por exemplo, a linguagem “Basic” quando atingi a “maturidade” dos 12 anos …).

Bom, este momento nostálgico acima veio-me a mente agora para falar do vídeo do criador da Apple, o Steve Jobs.

É de 2007. O leitor provavelmente já o viu. Eu o vi hoje apenas ontem. Vale a pena conferir:

Ateu renascido: eu.

Estou indo às ordas lideradas pelo Christopher Hitchens.

A “gota d´água” foi assistir a um debate na internet a que tive que intervir. Alguns debilóides assistiam e comentavam a um vídeo do Olavo Vilósofo (né, Bach?!), quando percebi que estes marmanjos (e marmanjas) se jactavam de que,  recém-chegados da Europa, conseguiram perceber que os europeus culpavam os muçulmanos por todos o problemas deles, que haveria a tal invasão “bárbara” aos países de lá.

Bem, diziam entre si, aquelas “touperas”, que os muçulmanos vivem em guetos por lá na Europa e que gostam disso para poderem se isolar dos demais e preservar sua cultura e tal.  E diziam estas coisar com ar blasé e repudiavam os tais islâmicos.

Bom, sabendo que estes comentadores eram metidos a cristãos – e pelo que dizam dos muçulmanos – os indaguei se eles por acaso não estavam tratando muçulmanos tal como foram tratados os judeus na antevépera da segunda guerra mundial.

Eles odiaram minha comparação. Eu me retirei da conversa para não ficar mais puto.

Mas percebi que fanatismo religioso não tem que ter perdão: Voltaire que tava certo! Os fantáticos religiosos não merecem folga. Este fato me fez repensar meus valores e estou a beira do Ateísmo. Quiça, o ateísmo militante…!

Nem que seja só por pragmatismo, pois, claro, acredito em religiosidade verdeira.

Alías, nada a ver com o assunto, mas semana passada voltei a meditar – só que aprendi a meditação Zen Budista: o Zazen. Muito legal, depois comento.

De qualquer modo, acho que deve ser possível praticar a meditação e manter uma atitude “atéia” frente aos fanáticos cristãos ou quejandos.  :)

Religião não é o “ópio” do povo: é o “óxi” mesmo.

Ahrg… há dias sem escrever e me bateu a saudade da blogagem …

Pois é, anos de Bush Júnior no poder americano levou o mundo a se apequenar, pois os religiosos retornaram ao poder no globo todo.

Todas, quase todas as pessoas que conheço se dizem religiosas. Isto demonstra que a religiosidade é inerente ao homem, ok. Mas demonstra também que ignorância – travestida agora de filosofia refinada – continua a ser manietada a fins espúrios de poder. Nenhuma novidade até aí também.

Ninguém está a salvo do medo que leva à falsa religiosidade. Tanto a cristandade fundamentalista   – alçada à moda nos anos Bush junior, cujo modismo chegou há pouco, e com certo atraso, ao Brasil -  quanto às religiões New Age – que acreditam na existência de ETs invisíveis, com cara de lagartões – todas estas falsas manifestações de religiosidade são  sintomas da manipulação do medo a que as pessoas estão sendo expostas e de sua própria  infantilidade.

Pior que nem adianta argumentar pela Razão, pois a mesma ao tornar-se uma divindade na cabeça de uns abobados – uns milhões  deles -, tornou-se outra deusa. E que morram os deuses infantis!

Ah, como era bom quando tudo era tão simples, quando as pessoas gostavam de pensar por si – ou ao menos tentavam.

Agora é uma “rezação” só. Até a ladainha é chique agora.  Quando vejo certas jovens de até 30 anos orando com um “terço” no meio das velhinhas, penso que algo decaiu na humanidade. Sei que estas jovens, por exemplo, que nunca dantes se interessavam pelo assunto, e que aprederam a rezar o tal “terço” há pouco tempo. Começo a acreditar no fim do mundo em 2012 …:) Ou ao menos a torcer para que ele acabe antes que nova idade das trevas recaia sobre nós.

Aliás, li três ou quatro livros do Papa Bento XVI. Só gostei dos livros que há entrevistas com ele, sendo que num livro há um debate dele, o papa, com um jornalista ateu. Bem interessante. Mas os demais livros, uma introdução ao cristianismo, outro, um livro sobre parte da vida de Cristo, confesso: intragáveis, bem chatos. Mas prometo nova tentativa de leitura. Porém, fiquei tão decepcionado com estes últimos livros que citei do Bento, que penso se o Leonardo Boff, antigo lider espiritual da teologia da libertação, não seria uma pessoa bem mais aberta e evoluída e até mais inteligente – apesar de religioso!- que o atual “papa autor de mais de cem livros e que toca piano e ex-juventude hitlerista (forçado, sejamos justos)” ?

Conclamo o conclave: Leonardo Boff para Papa!

Ken Wilber e a decadência espiritual do Ocidente

Um dos maiores filósofos vivos do mundo, o norte-americano Ken Wilber, já explicou, em termos simples e acessíveis, a causa da decadência espiritual do Ocidente.

Basicamente: o movimento do Iluminismo, na ânsia de aniquilar a Igreja, que amedrontava a todos e que matou e torturou milhões de pessoas através da Inquisição, suprimiu toda e qualquer consciência religiosa, confundindo a Espiritualidade humana com apenas aquela espiritualidade de nível infantil, mítica, então vigente aos cidadãos dos séculos XVIII e XIX.

Esta revolta contra Deus deveria ter sido apenas uma revolta contra o Deus mítico, infantil, da época, mas acabou atingindo todas as formas de manifestações religiosas, formas inferiores e, principalmente, as formas superiores de espiritualidade.

O ser humano (individualmente e coletivamente), segundo hoje os mais avançados estudos, precisa – para própria evolução – se permitir o desenvolvimento de seus níveis de consciências, que é conseguido pelo desenvolvimento de suas inteligências múltiplas, tais como: cognitiva, moral, sinestésica, estética, emocional e espiritual.

Se alguma das linhas de desenvolvimento (ou inteligências múltiplas) não se desenvolve, pode afetar o desenvolvimento da inteligência como um todo.

A inteligência espiritual, segundo Wilber, é aquela que responde à pergunta fundamental : “o que é a mais importante das coisas que tenho consciência?”.

Ao retirar do mundo intelectual a espiritualidade como um todo, o Ocidente, de certo modo, se emburreceu. Limitou seu crescimento intelectual, pois cada nível de consciência tem como reflexo certo nível de desenvolvimento cognitivo, moral, estético e espiritual.

Sem o aspecto espiritual, só se permitiu o desenvolvimento da Cognição (Ciência), da Moral, e da Arte.

Como a religião não era mais ouvida, a Ciência passou a ser o novo deus, que deveria responder às questões fundamentais do ser humano. Tal tarefa não era a tarefa da Ciência, de modo ela não a cumpriu com êxito, daí ocorreu a crise espiritual ocidental.

Enfim, se estas idéias de Ken Wilber, por mim acima porcamente transubstanciadas, não forem verdadeiras, ainda assim, são bem contadas!

Meu Apocalipse preferido…

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Nestes tempos tenebrosos,  não há como não pensar na chegada do famigerado ano 2012, ou mesmo, no Apocalipse bíblico. Enfim, para cada louco a sua loucura predileta.

Encontrei na net certo vídeo. O site de sua origem é o receptáculo da quintessência das teorias conspiratórias.  Não tenha medo… (ai, ai , :) )

Bom, na verdade, eu iria postar o vídeo-trailer, mas farei isto depois…

Maiores informações: www.oamanhahoje.com.

A capa, logo abaixo:

 

Retorno ao Blog!

Peço desculpas aos meus parcos leitores!!

Em especial: “Ademonista“, “He Will Be Bach“, Alberto (o leitor silencioso): perdoem-me pela falta de respostas ou de blogagem.

Refleti bastante e resolvi voltar a blogar por aqui.

Motivos:

- Criei outros blogs que não deram “ibope”, mas que também não fiz nada para isto;

- Desorganizei-me com os blogs e terminei não escrevendo direito em nenhum…;

- Senti falta do ato de blogar;

- Senti falta de meus leitores (e comentadores);

Vou postar os  poucos posts que já fiz, aqui, e então continuar a blogar (ainda que sem compromisso com horários :) )

Abraços e mil perdões, meu amigos virtuais!

Fantasma na fazenda.

A fazenda, que pertenceu bem antes de nós aos meus bisávos, sempre cria esperanças nas pessoas mais sensíveis (espiritualmente) de que um dia se aviste por lá alguma alma perdida, penada. Jamais quis ver tal aparição, pois além de frouxo não gosto da idéia que o “vislumbre” de uma vida de outro mundo, “do além” no caso,  leve-me a reformular minha visão de mundo, minha cosmovisão.

Ainda assim, com mais medo que curiosidade não pude deixar de notar que minha namoradinha ouviu uma conversa ontem à noite entre uma senhora de pele alva que  nos teria feito uma visita:

- K., quem nos visitou naquela hora que eu estava no quarto?

- Quem o quê??!!

Nem preciso dizer que eu não vi nada, mas minha amada repetiu a pergunta, pois tivera certeza da presença da “ilustre” pessoa à sede da fazenda.

Uma tia, a quem gosto em demasia, mas que não abraço suas idéias “ocultistas” ou espiritualsitas, fez-me a pergunta de sempre ao me ver chegar em sua casa, retornando da fazenda, respondi:

- Tia … olha só … dessa vez … a minha namorada viu algo…

Ela arregalou os olhos e contei sobre a suposta senhora que teria sido ouvida a nos visitar e a tagarelar com alguém na casa.

Por mim, e pelos meu calafrios, minha namorada somente sonhou ou mesclou sonho e realidade: conversa dos familiares do caseiro, com seu sonho realista e influenciada por doses cavalares de filmes de terror, que ela tanto gosta.

Mas e se este for só o inicio? Início das atribulações na fazenda? Ai, meu Deus…

Leitura.

Leio inúmeros livros ao mesmo tempo, ao ponto de algun indivíduo a minha volta achar que gosto de aparecer comprando livros ao invés de lê-los.

De fato, compro mais livros do que sou capaz de ler. Mas não sou mal-intecionado. É amor ao livro. Se eu tivesse lido todos os incríveis livros que já passaram por minhas mãos, seria um Scholar em algo.

Mas eu me esforço, acho até que tenho certo tino para ser um editor ou algo assim, dado o meu bom-gosto. Escolher um livro, um dito clássico, é comigo mesmo.

Amo livros novos, de preferência no plástico. Parece um sanduiche! Olho a esses livros com implacável gulodice … mas ao tirar o plástico e folheá-los uns tempos, minha tara vai embora!

Aos poucos estou diminuindo minha volúpia livresca por uma estante de livros bons, clássicos de quilate, que irei lendo ao longo da vida …

 

Vida por um viés estranho.

 

Sempre disseram-me que vejo a vida de modo diferente.

Sempre concordei com tal observação, diria até que a via com bons olhos, pois a criatividade seria inerente a minha vida então.

Contudo, este hábito de ver as coisas normais como anormais (e vice-versa) é um dom às vezes mal empregado, um tiro-pela-culatra .

Vejamos: pego-me, hoje, no tardar deste domingo a preocupar-me com picuinhas. Minha vida,  está exuberante de bons acontecimentos, MAS sem querer, concentro-me nas coisas mais mesquinhas que ocorreram nela nestes dias.

Sou salvo por minha amada. A capacidade de consolação feminina é imensa, inexaurível…

Com meia dúzia de palavras ao telefone, ela me livra das preocupações que se enfronhavam e assombravam minha mente atualmente arqui-lúcida.

Se por alguns instantes me sentia só. Eis que meia dúzia de palvras feminas depois, estou calmo, confiante e despreocupado.

Viva às mulheres. Viva à minha amada.

 

 

A Presidente Dilma e o tal Justin Bieber (e Reabilitando Monteiro Lobato)

PERDOA-ME, leitor. Devo-te explicações rápidas ao título primeiro deste artigo. Não fazia a menor idéia de quem era o tal Justin Bieber, até pouco tempo atrás. Confesso-te que não mudou em nada minha vida ao tomar conhecimento que o semi-impúbere é cantor pop de apenas 16 anos e meio de idade. Que nasceu no Canadá em 1994. E canta, e também toca instrumentos musicais, desde uns doze anos de idade. Como se vê, não se trata de nenhum Mozart redivivo, que originalmente escreveu uma sinfonia aos quatro anos. Não. Minha curiosidade pelo pentelho e de ordem prática: todos falam nele!  Sou meio avoado, distraído mesmo, chego a não fazer questão de retornar ao mundo dos mortais. Mas os jovens que me cercam insistem em fazer piadas e comentários sobre esta criatura e eu não conseguia entendê-los para participar das brincadeiras. Era um tal “biber” pra cá, um “justin” pra lá. Pronto: pensei tratar-se de mais uma nova estratégia de marketing do mês, talvez um lançamento “viral” de mais artista no palco de bizarrices de nossas mídias. Eu estava certo. Mas há algo diferente: o moleque aparentemente tem talento! Emplacou quatro “singles” numa famosa parada de sucesso americana, a Billboard. Entre outras façanhas. Claro que não tive a menor vontade de ouvir um som adolescente e feito para os mesmos. Mas os grandes artistas geralmente são precoces. Até (quem diria) o Paul McCartney já foi jovem nos tempos dos The Beatles. Quem sabe Justin Bieber seja o novo Elvis? A idéia me é assustadora, em todo caso, se ele estiver nas paradas por mais de uns, digamos, quatro anos: prometo então ouvir algo do rapaz antes que ele sucumba por uma overdose ou cometa algum suicídio para fazer gracinha ou resolva assaltar um trem a fim fugir do tédio.

AO FALAR em “assaltar um trem”, lembrei-me que o título deste artigo contempla a nossa Presidente eleita (de origem Búlgara), Dilma Rousseff. Bem, a ligação entre Justin Bieber e a Presidente Dilma é de ordem puramente subjetiva ao autor destas linhas, mera licença poética ou quase. Na verdade, o cantor pop adolescente é uma promessa nova que pretende vir a ser algo que preste. A nossa presidente eleita idem. Exceto que a presidente eleita já teve em sua juventude muitas emoções e que não faltou nem participar de grupos que assaltavam trens ou mais, precisamente, cofres em casa de político famoso-poderoso-e-corrupto, como Adhemar de Barros. Mas isso são coisas do passado, afinal a existência da Ditadura (ou Regime Militar, para os simpatizantes) justificava qualquer ação que lutasse contra ela. Ainda que muitos destes renegados (ou subversivos, ou guerrilheiros) quisessem é implantar outra tirania. Mas será que a Dilma não irá nos surpreender ou será que vai mandar goela abaixo algo equivalente à proposta inicial do Plano Nacional de Direitos Humanos -3 (ou PNDH-3)?  Donde se previa o tal controle SOCIAL da mídia.

Nestas últimas semanas, o órgão federal CNE (Conselho Nacional de Educação) já deu provas que se inspirou no PNDH-3, pois a turma dele quer (ou quis) censurar a obra do saudoso Monteiro Lobato. Salvo engano, eles queriam classificar de racista e proibir o livro infantil  “Caçadas de Pedrinho”, ou, sabe-se lá, poderiam ter outro livro em mira, como “Reinações de Narizinho”, este que em 1948 já havia vendido 100.000 (cem mil) exemplares, que encheu o bolso e fez a alegria do grande escritor, morto naquele mesmo ano.

MONTEIRO Lobato foi considerado pelos novos tempos como autor antiquado, preconceituoso devido às supostas manifestações racistas na sua obra. Digo “supostas manifestações”, pois há passagens nos seus livros que quase ninguém entende como alguns vêem racismo, mas são sim testemunho das idéias de seu tempo de escritor: início dos anos 10 até quase meados da década de 40 do século passado. Claro que aos nossos olhos atuais, de julgamento rasteiro,  é  tentador prejulgá-lo racista. Mas não se deve fazer isto com tamanho homem de talento. Lobato não foi apenas criador do inesquecível Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas autor um tanto desenvolto, que tem uma obra adulta deveras interessante. Formado em Direito, chegou a ser promotor de Taubaté-SP, mas terminou por se dedicar à literatura e aos negócios. Como jornalista publicou, por exemplo, uma coletânea de suas crônicas no livro “A Antevéspera” em que há uma bela demonstração de sua cultura, talento e visão de mundo. Não. Um homem como Lobato, dono de humor libertador e amante dos EUA, amava demais a democracia, a livre iniciativa e a liberdade para simplesmente merecer sofrer um achaque post-mortem deste fim de governo Lula, que se não fosse pelos tempos de bonança econômica poderia ter sucumbido a certo grau de autoritarismo. Espera-se que a Presidente eleita Dilma Rousseff, não permita que este ataque ao Lobato seja um ensaio para algo pior. Espero que ela nos surpreenda… tal como espera-se de Justin Bieber.

Madrugada de 08 de novembro de 2010.

“Nosso Lar” ou Prefiro o “Umbral”

 

Eis mais um filme que não consigo assistir por inteiro: “Nosso Lar”.

Fiz duas tentativas. Na segunda vez, só saí na metade do filme, uma hora do início, portanto.

Veja só: aquela cidade espiritual nas alturas da estratosfera terrestre pode até ser bonitinha, mas me lembra demais a capital brasileira, Brasília. Não só na arquitetura dos prédios, quanto pela presença de inúmeros funcionários de uma burocracia dita superior.

No filme, há uma burocracia sufocante! Eficiente, mas sufocante! Bondosa demais, (e por isso) sufocante!

A explicação seria de que aquela cidade espiritual é apenas, digamos, uma cidade-hospital. Aí, a coisa toma outro viés, afinal um hospital tem lá suas regras próprias com seus respectivos problemas.

O protagonista, “André Luiz”, depois de morto e após levar uma vida aparentemente normal, ordinária,  se vê no tal “umbral”, o inferno dos espíritas.

Fica lá um tempo até ser salvo por uma turma da cidade astral, codinomeada “Nosso Lar”, que passava pelo lugar.

Sem saída, a não ser aceitar a ajuda que apareceu, o espírito de André Luiz livra-se do lamaçal e vai direto para a cidade-hospital-bonitinha.

Lá, onde todos se vestem de branco – tal qual numa cidade grega, numa Acrópolis, em Atenas-  não há carros, há só transporte coletivo, energia limpa e todos têm que acumular uma espécie de “Dotz” espiritual por meio do trabalho, a fim de gastá-los se comunicando com os parentes e amigos mortos que estão vivos.

Com bons efeitos especiais e uma arquitetura (ainda) futurista, mas bem aquém de qualquer cidade do futuro de qualquer ficção científica duma Hollywood, é um filme capaz de deixar orgulhoso o brasileiro telespectador, pois lhe fala de coisas cotidianas, num linguajar espírita – que afinal todos brasileiros sabem um pouco, dado nosso afamado sincretismo religioso.

Ainda assim, não engoli a tal “água fluidificada”… Vários amigos e conhecidos espíritas querem me convencer com todos os linguajares pseudocientíficos que sua cultura espírita lhes propiciou, que a tal “água” é remédio. Se fosse uma outra água  …. mais ardente … até acreditaria que era santo remédio!

Bom, não vi mais que isto do filme: somente a metade, uma hora.

Mas, ainda assim, fiquei com a impressão que se o “céu” é assim, burocrático, intrometido e cheio de boas intenções, é um verdadeiro inferno… ou seria um verdadeiro “umbral”?

 

Sinceridade em “posts”.

Não prometo ser verdadeiro nestes “post´s” que serão aqui publicados.

Não contarei mentiras. No máximo omitirei algumas coisas.

Explico: Não posso ser absolutamente sincero, pois pretendo mostrar este blogue a amigos, amigas e … amada.

Assim, terei sempre em mente que poderei mostrar este blogue a outros, até para colegas de escritório e “amigos de boteco”.

Mas será que isto dará certo?

Sei não: a vantagem de escrever um blogue é “colocar o bacalhau pra fora”. Que vantagem então em esconder sentimentos?

Bem, talvez eu deva mudar meu foco. Mas, por hora, irei me policiar: isto levará a autocensura que talvez tolha minha criatividade.

Por exemplo: não poderei falar sobre traição, como, por exemplo, o título: ” É traição sair com uma prostituta?”… Evidente que não desenvolverei um escrito deste pois pode ser mal interpretado por minha namorada.

À medida que o tempo passar, descobrirei o melhor modo de escrever e escolher os temas dos “post´s”.

É isso.

FIM DO BLOG? Acho que sim.

Agradeço aos meus poucos leitores!

Ao contrário  de certos grandes blogueiros – que retornaram às eleições, como já previsto aqui :) – , não utilizarei este blog durante as eleições…

Na verdade, faço voto de silêncio. Não que eu não torça por algum candidato. O certo é que torço contra  o partido do mal, mas não me esforçarei pois não vejo a quem recorrer…

De qualquer modo, este será o fim do blog? Acho que sim.

Farei outro blog, mas não avisarei por aqui!

ABs! :)

Witt, aquele FDP.

Sempre tentei evitar ler Wittgenstein pois jamais me satisfizeram as explicações de seus “seguidores”  sobre os  “jogos de linguagem“…

Sempre achei uma baboseira cósmica o tal “linguistic turn”. Muita falação em torno de uma mera licença filosófica para se MENTIR, equiparando verdades às mentiras, relativizando todo argumento.

Witt,  poderia ter aceitado sua herança paterna e se tornado mais um magnata ao invés de mero filósofo sem tostão no bolso.

Purificação e Êxtase (1ª parte)

SÚPLICA

O dia parou no instante mesmo em que O percebi.

Percepção em mim, do infinito -da vida sem fim.

Pulsa a cidade cosmopolita com seus prazeres infinitos

Dela, a cidade, extraí a seiva luxuriante que me atormenta.

.

Ao sentir minha carne desgastada, mas não saciada, clamei

Pelo fim do tédio na roda-viva da vida sem sentido, absurda.

Absurdo insustentável, fundante em liberdade, ainda distante

Daquela explicação máxima a que filosofia alguma há de encontrar.

.

Engano-me talvez, a Verdade ainda é meu fim.

Intuo-a, percebo tratar-se da distância das ilusões,

Cansado de sofísticas, quero beber e mergulhar no Manancial.

.

Senhor, que me ouves agora -deve ter me ouvido sempre

Perceba a minha perdição e conduza-me ao Mistério,

Mas em vida, nesta vida única, e ainda que por meios esotéricos.

.

INICIAÇÃO.

Ver-me num espelho

Foi a primeira lição

Contemplei cada defeito,

cada sinal de precoce decadência,

aceitei-a então para morrer um pouco.

.

Morrer aos poucos,

escapar da morte em vida.

Mentalizar a morte, a ceifadora

senti-la por perto, sem comiseração,

sem pena por mim ou pelos meu amigos

.

Amigos afortunados: toda a humanidade

Que hoje e algum dia respirou sobre a Terra.

O Instante primeiro conduziu-me ao Absurdo,

Ao sem-sentido do ateu.

.

Logo então, percebi mental malabarismo

a fim de descartar a simplicidade

A afiada navalha de Ockan à metafísica,

o simples prevalece, vinga.

.

Este simples é ti, o Senhor …

A vida que não se explica sem tua presença

Alhures, algures ou por aqui, que importa!

Tu és o princípio, meio e fim.

.

EGO TRANSCENDENTAL

Do fantasma tomista à essência husserliana, chega-se a Ti.

A essência,das essências das essências culminam para mim em Ti.

A inteligência humana, cansada de tantos reveses, tornou-se humilde.

Imagine eu! Que, mais por sentimento, intuição direta, Te entendo,

Colhi nos sábios as explicações que me protegem de outras sapiências, perdidas estas em espírito.

.

A minha humildade carece porém de persistência.

Estou humilde, mas não é o correto.

Devo erguer-me com renovado sopro de inspiração e coragem e atacar o mundo!

Mundo hoje de zumbis jovens, sem esperança, perdidos -como estivera eu a pouco.

Deverei juntar-me a outros que estão a despertar da letargia para tocarmos as trombetas.

.
Derrubarei então no meu mundo a indiferença, despertarei em alguns, a alegria que sinto.

Não se trata de em considerar-me um escolhido, mas do desespero de outrora ao Júbilo

Percorri estrada sinuosa e escorregadia em plena treva.

.

Devo então retornar aos confins, à caverna, e ajudar a liberar os cegos de espírito.

Não sendo o Senhor, não me atrevo a usurpar-Lhe funções, apenas alertar aos incautos

Ao fim egoísta e paradoxal de libertar-me pela caridade desprendida.

Putz: Comte-Sponville é … desesperador.

Li hoje o “Tratado do Desespero e da Beatitude“, de André Comte-Sponville.

Ou melhor, li metade do livro e as conclusões…

Poxa, o cara é brilhante mas se ele é um exemplar do  que há de melhor  num sujeito de Paris I, putz,… a esquerda está perdida.

Por que estes ateus não desistem logo?

Ele só faltou concluir o óbvio —> objetivo da vida é o êxtase místico. Ponto final.

Mas ele conseguiu o intento: me deixar -como leitor – desesperado. O livro provoca isto de propósito.

Mas odeio livros sem conclusões, ou com conclusões provisórias… faltou bolsa de pesquisa? Faltou verba? :)

Transcendi.

Depois de um abjeto acesso de fúria digirida ao meu pai, TRANSCENDI.

Transcendi à minhas fraquezas, às baixezas, meu lado oculto dark.

Transcedi a tudo.

Reencontrei a minha alma imortal -nas palavras de um sábio filósofoso.

Transcendi, portanto, estou a ir num encontro permanente com DEUS.

Em vida, claro.

Mas Transcendi, bem transcedidinho.

Nada mais me retira do centro, do meu núcleo em calma profunda. Nada, nada e nada …

Início de um ensaio sobre um tema baseado em Edmund Husserl

Edmund Husserl

Da possibilidade do animal agir não apenas de acordo com a percepção natural.

De acordo com a fenomenologia criada por Edmund Husserl, os animais deteriam apenas a opção de agir conforme a percepção natural que tenha obtido de um objeto, ou coisa. Ele, o animal, faria apenas percepção natural da coisa, por não extrair com esforço a essência ou imagem eidética da mesma. Tal faculdade seria apenas privilégio do agir humano, qual seja, seria o homem o único Ser que poderia apreender (com esforço) a essência do objeto, ou coisa. Contudo alguns autores, bem como mais recentes pesquisas, não descartam qualquer possibilidade da capacidade da consciência ser atributo não apenas do ser humano, estendo à diversas espécies de animais. Alguns até defendem a existência de um mínimo potencial de extrair não-naturalmente a essência da coisa para todo ser vivente, limitados, porém, às circunstâncias ambientais, genéticas e da própria forma do corpo.

Ressalta-se que inúmeros filósofos – desde Platão, Aristóteles, passando por São Tomás de Aquino, até chegar a Edmund Husserl – sempre partiram da idéia que há uma diferença fundamental entre o homem e outros animais. Sequer questionavam que atributos poderiam levar a consciência, alma ou inteligência ao animal.

A linguagem seria atualmente o grande diferenciador entre o animal e o homem. Sabe-se que tal tese só encontra respaldo no pré-conceito de que é ser humano.

Há, portanto, em Edmund Husserl uma lacuna a ser explorada: por que não há possibilidade de o animal não agir como o homem, mas -pela expressão hursserliana – apenas de acordo com a percepção natural?

Na filosofia, em especial na fenomenologia, a princípio não é possível admitir a possibilidade da percepção não-natural ser atributo de outras espécies além dos homens.

Haveria dois níveis de consciência: a dos atos perceptivos e do nível dos atos reflexivos. No primeiro caso tem-se a apreensão da experiência externa pelos sentidos e a consciência desta apreensão é o primeiro nível de consciência, constituindo as vivências. Consciência no sentido perceber que está apreendendo algo, no momento em que o apreende. O segundo tipo de consciência é a reflexão (atos reflexivos) é ato de refletir sobre as vivências.

Este segundo nível de consciência seria atributo apenas do Homem, segundo Husserl.

Aí que surge a discordância neste ensaio com a idéia do filósofo. Uma vez que se discorda que os animais – ou muitos deles – não sejam capazes de uma reflexão de sobre o ato em si, uma abstração.

Pode-se, portanto, levantar os seguintes caminhos:

  1. Os animais –ou muitos deles- têm a consciência reflexiva e não apenas a dos atos perceptíveis;
  2. Mas, ao se partir da idéia de que os animais refletem husserlianamente, deve-se, em seguida, desmontar estas idéias de dualidade entre tais percepções, entre dois tipos de consciência. Não haveria necessidade da existência desta dualidade, pois não seria o Homem o único ser que se distingue pela abstração.

Tanto o caminho 1 quanto a alternativa 2 levam à necessidade de comprovar tais premissas.

O sentindo oposto é mais fácil: a linguagem animal sempre se refere a coisas presentes, diria um husserliniano..

Este é o limite!

Se for provado que tal limite não existe ou é desnecessário cairemos numa das alternativas acima ponderadas.

A importância de tal questão- se há “pensamento” em outras espécies animais – é de grande magnitude.

Não se pretende aqui tecer as implicações filosóficas, morais e jurídicas no trato dado aos animais se tal tese for comprovada. São demasiadas óbvias, essas implicações.

Contudo, ressaltam-se algumas implicações advindas da imaginação humana.

Não há como negar que é uma questão de tempo até que três fatos importantes na história humana venham ocorrer a fim de tornar crucial a importância de expandir o conceito de humanidade, ou, mais especificamente, de consciência:

  • Simbiose entre a máquina e o homem. Que podemos incluir até recentes descobertas da engenharia genética: criação de uma bactéria através da fusão entre um DNA seqüenciado por computador e o citoplasma de uma bactéria comum;
  • Inteligência artificial que “superará” a do homem e poderá “controlá-lo”, como  já previsto no cinema, mas que foi comprovado matematicamente em artigo da NASA;
  • Por fim, sem dúvida o contato iminente com outras espécies inteligentes no cosmos. Não é um delírio tal previsão, mas uma questão de tempo (ou espaço-tempo, se preferirem). A comprovação de que o Universo é dinâmico e  eterno, conforme recentes entendimentos, permite a existência de “buracos de miocas”, verdadeiras máquinas do tempo (espaço-tempo, diga-se). Além da constatação simples de que há no Universo conhecido 100 (cem) bilhões de galáxias, cada uma com 100 (cem) bilhões de estrelas, tornando a possibilidade de vida noutros planetas, luas ou astros uma questão muito provável.

E, por mera intuição, a quem tenha convivido com animais, sejam eles de estimação ou apenas selvagens, não descartaria nunca a possibilidade de uma “inteligência” a maior que a admitida nos meios científicos fosse atribuída um dia aos bichos.

Basta um breve olhar na literatura ou mesmo no cinema a ver que não há qualquer dúvida ao senso comum disso. Basta pensar numa baleia-branca Moby Dick, ao atormentar o obsessivo capitão Ahad que vê nela a encarnação do mal, na sua sede de vingança por ter perdido a perna por ataque desta fera marina no livro de Herman Melville, de 1851. Temos ainda um grande peixe dotado de uma força e persistência descomunais em numa pequena obra-prima de Hemingway: O Velho e o Mar (1952). Inesquecível também o aterrorizante filme O Tubarão (1975), dirigido por Steven Spielberg.

Estes clássicos, por si, não provam a consciência animal: falam mais dos homens e suas vicissitudes, mas podemos objetivamente extrair deles a possibilidade de se atribuir uma consciência animal, ou, ao menos, servem como chancela à possibilidade de considerá-la como hipótese já consagrada no senso comum.

Sexo versus Blogagem

Sem dúvida, há uma correlação inversamente proporcional entre sexo e o ato de blogar.

Em miúdos: quanto mais sexo, menos vontade de blogar – e menos tempo.

É uma verdade insofismável. Treima-vos, blogueiros: sois uns punheteiros.

:)

NOBEL DA PAZ ao Lula.

A imprensa brasileira (Veja e etc) terá que engolir esta: acabou a crise do Irã  com o Ocidente.

E Lula que fez o meio-de-campo. Resultado: GOOOOLLL - Laço.

Vai ganhar Prêmio Nobel da Paz.

Veja bem leitor: não apoio PT ou qualquer partido, tenho até simpatias pelo DEM, mas reconheço a miudeza da oposição frente ao presidente brasileiro.

Terão que caprichar na “tática da paranóia” para vencerem os governistas. Ou seja, vão querer assustar a população com FARC´s e o diabo a quatro. Resultado: a oposição, miúda em dois sentidos (tamanho e conteúdo), vai começar a delirar.

Bem feito. Quem manda a oposição apostar no quanto pior melhor?

Atualizado: o vídeo israelense é bem engraçado!:

Amigos Entediantes III

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Sempro repito o erro.

O Bar

Saio com um ou dois amigos a fim de beber algo e no outro dia, mesmo sem beber além da conta, arrependo-me.

Certas frases indiretas que não percebi na hora reverberam na minha cabeça noutro dia.

Exemplo: “Que bom que vc começou a fazer tal curso …  isto deve ABRIR sua cabeça”.

Como assim? Não tenho mente aberta?

Exemplo 2: “Mas, futilidades a parte, o que vc acha do tal caso xyz?”

Peraí ?! Quer dizer o “rei das futilidades”  -meu amigo- que só vive de bar em bar, e de BBB ao caso dos Nadorni, sem parecer ter lido um livro na vida toda vem me censurar por conversar futilidades numa mesa de bar ?!!

Amigos: – vão pro inferno!

Aliás, dizem que não existe esta estória de confundir amigos de bar com amigo de verdade, que  é um erro. Quero dizer, num bar, boate, festa,  vc diz asneiras que devem ficar por lá, esquecidas. Não estava fazendo um dicurso num Rotary Club ou lugar outro insonso.

Enfim, tô irritado e meio arrependido.

Relato do Front direitista.

Há alguns meses tenho contato com um grupo de estudos filosóficos à Direita no espectro político. No passado eu fora de esquerda, digamos social-democrata, isto quando não me considerava libertário-anarquista.

Pois eis que me pego em pleno ano 2010,  a ler livros “direitistas”. Pior até, leio jornais e revistas “quase-fascistas”, como o site da “Mídia sem Máscara”, editorado pelo Olavo de Carvalho.

Pergunto-me o ocorreu comigo? Envelheci e amadureci? Claro. Mas há a decepção natural com a esquerda que está no poder.

Esquerda que se revela, às vezes, autoritária. Mas há outros fatores? Sim.  Sem dúvida a imprensa brasileira em peso condena o governo do Lula, que é um sucesso de governo, sob inúmeros aspectos.

Mas é possível o Lula virar um Chávez? Sim, mas não creio que tal fato ocorrerá pois a democracia constitucional de nosso país não permite tal aberração, ainda que imiscuem partidários gramiscinianos por aí afora, ocupando o mundo político.

Mas a experiência no “mundo da Direita” não foi boa. Foi enriquecedora em livros e novos horizontes surpreendentes, mas encontrei um mundo de patotas paranóicas e emburrecidas pela ideologia conservadora, que autêntica, sempre existirá no mundo a fim de corrigir a distorção daqueles que pensam (como eu) que o mundo deve ir adiante.

O “politcamente-correto” é o bode expiatório da Direita. Convenha-se: ninguém agüenta mais chavões politicamente corretos, com suas censuras indiretas que vêm com ameaça velada de processos. Mas daí concluir por A + B que a mudança vocabular introduzida pelo politicamente correto tenha por função também o controle da vida de todos e que se trata de uma conspiração a fim de se instalar um governo mundial, é um passo a certo delírio ou obsessão.

Este é o clima nas patotas direitistas. Não percebem que são manipulados por meio do próprio ódio a um objeto artificial criado na mídia, que nem sequer pode existir (digamos: o “petista” ou termo equivalente).

Não que um governo mundial seja inexeqüível. Diria até que seria desejável se acabasse com todas as guerras ou evitasse uma futura grande guerra mundial. Claro que nunca irá acontecer, mas quem sabe? Não me chame de adorador do “Grande Irmão”, do livro famoso de George Orwell.

Enfim, não adianta se desesperar, evita-se na vida os extremos. Nem gostar exageradamente de um partido ou outro.  É tocar a vida. Deixa-se aos extremistas a preocupação excessiva com a política de miudezas do dia-a-dia. Saber NÂO os ouvir é fundamental à nossa saúde mental.

Adeus à Direita (e a favor das cotas agora).

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Há quase um ano estudo algumas idéias da direita do espectro político.

Estava quase me deixando aderir a ela, mas “salvaram-me”  na última hora.

Acho que o debate filosófico no país, realmente, aquém daquilo que merecemos.

Veja bem: não entendo quase nada de filosofia, gosto do assunto.

Atraíam-me, portanto, as idéias da Direita de que muita gente só pensa em política, que certos partidos só querem influência e poder ao custo da destruição e cooptação de mentalidades.

Não gosto dos extremistas.

Divirto-me às custas deles, leio muitos deles, mas não gosto da influência deles.

Mudei de idéia sobre as cotas raciais, por exemplo.

Acho ainda que muitos que defendem as cotas são racistas, mas não há como fechar os olhos a um fato: HÁ RACISMO A MINHA VOLTA!!

Já morei em estados diferentes neste país e confesso: sempre ofendia minha sensibilidade os comentários racistas (em tom confecional e de desabafo) que já ouvi, ou mesmo como piadas de mau-gosto, principalmete no estado da federação que hoje moro. O mais tradicional do país, talvez.

“Ah, isto é frescura!!”, poderão dizer. Bem, que o digam.

Apesar de gostar dos escritos do Demétrio Magnoli, achá-lo um homem bem-intecionado, sinceramente preocupado com a possibilidade de uma ordem racialista, discordo quanto às cotas raciais. Elas são de fato necessárias a fim de expor as pessoas ao convívio com outras que pensam ser diferente, para descobrirem que, na verdade, são todos  iguais no essencial.

Filmes: inagüentáveis.

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Atualmente não consigo ver filmes.

Se for de terror ou mesmo um suspense, passo longe…

Gosto de comédias meio românticas, e só.

Filmes biográficos, até me interesso, mas…

Não consigo terminar de ver filme algum.

Não sei o que ocorre.

Fui ver hoje o tal “Guerra ao Terror“.

Só fui assisti-lo porque o jornal, na web, disse que era em 3D !

Estranhei a informação, mas fui ao shopping  meio longíquo e esnobe, cheio de lugares vazios.

Só me diverti com dois fatos: ao entrar no cinema, vi que era o primeiro a entrar na sala, naquela sessão  e… logo depois entrou um grupo de uns quinze adolescentes que se dividiram e sentaram-se no meu entorno. Assim: fiquei só numa fileira e o grupo deles dividiu-se emdois, nas fileiras detrás e na logo a frente de mim.

Achei muita graça, até brinquei um pouco com algumas “teens” do grupo pois elas me disseram que  filme talvez fosse dublado…

Ao começar o filme, não tolerei vinte minutos de “closes” nos soldados e nas explosões.

Que ocorreu?

Talvez eu tenho esgotado toda minha quota neste mundo por ter assistido muitos filmes há tempos atrás…

Mas suspeito que nada me surpreenda mais, ou, talvez eu não me deixe me surpreender com nada das telas…. Penso algo do tipo: “é uma perda de tempo total ..”.

Só vou ao cinema acompanhado há algum tempo, mas hoje não consegui evitar e fui só. É muito ruim, dá um vazio, uma sensação de desperdício.

Sem falar que filme de guerra -esta nojeira, a guerra -  já esgotou as pretensões estéticas: não vejo graça na desgraça alheia nem glamorizo tal merda de combate.

Se fosse um filme sobre, sei lá, Napoleão Bonaparte, com Jack Nicholson, talvez eu o assistisse. E olhe lá.

Poemas quase belos, eu compus.

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Sei que não é algo a sair por aí se gabando, mas escrevi alguns poemas. Belos poemas? Não sei ainda, preciso me distanciar deles no tempo para saber a resposta.

São sonetos, os que compus.

Não os colocarei ainda por aqui, afinal não sou tão cara-de-pau assim.

Mas o curioso é foram escritos – os 14 poemas- em dois ou três dias de inspiração divina (ou demiurga?).

Acho que estou encontrando um meio prórprio -ainda que tardio- de expressar-me.

Adorei a experiência!

Dois ou três amigos gostaram do meu potencial poético. Eu ainda não gostei, mas sinto que há talento aflorando em mim à poesia.

Adquiri nestes dias as coleções da Nova Aguilar das obras completas de diversos poetas famosos:

Irei mimetizá-los em strito-sensu e, também,  no lato-sensu da Mímesis Aristotélica.

É o Amor.

Ao ler Camus, pergunto-me se ele não chegara a conclusão que é o Amor a resposta às suas aflições.

Caxú

Ele, Camus, não acreditava em Deus. Não importa. A questão não era esta.

Bem, era para Camus. No final de existência, se não houvesse falecido no acidente de carro, quem sabe não fecharia o ciclo da revolta?

A resposta é o AMOR- em lato sensu. Agapê, filial – não interessa o nome que dêem à coisa.

O que não se compreende pode ser amado, não?

Muitos vivem na revolta camusiana: metafísica ou não.

Não é a resposta, o niilismo.

O palhaço do Nietzsche só complicou as coisas. Mas alguém tinha que complicá-las, não?

No final chegaremos no início: no Amor. É a resposta certa à vida.

Nuno Cobra é foda.

Resolvi sair da inércia física fazendo exercícios aeróbicos -tais como o spinning (não, não sou gay).

Empolgado com quase um mês de exercícos diários, reli o livro do Nuno Cobra: “A Semente da Vitória“.

Antes que o leitor pense que eu seja uma toupeira por ler um livro de auto-ajuda, saiba que sou uma toupeira mas antes por outros motivos, não por ler Nuno Cobra!

O Livro é sensacional! Editado pelo Senac- aliás, edita livros muito úteis. Não precisa fazer esta cara de nojo. São livros bons mesmo.

Do Nuno Cobra: não consigo nem terminar o livro e já tava impaciente para colocar em prática o método dele, que afinal treinou o grande piloto Ayrton Senna. Ainda que Senna fosse uma mala-sem-alça, pois eu gostava mais do Piquet – mas é outra estória.

Após a leitura aprendi até a meditar, a fim de melhorar meu desempenho e minha vida não muito saudável.

O chato do livro é a cagação de regras, mas basta usar um filtro de sensatez e aproveitar o que ele diz de útil. Exemplos, nas minhas palvras:

- Nada de afobação. Se estiver treinando mantenha a freqüência cardíaca baixa. Pode parecer besteira este conselho, mas tende-se a pensar que se deva colocar a freqüência cardíaca lá em cima para ganhar condicionamento físico, mas, na verdade,  o corpo vai se acostumando com o treinamento, que, gradualmente vai sendo dificultado;

- Meditação: deita-se de bruço com um livro na barriga. Depois inspira-se o ar e o livro baixa. Expira-se e inverso ocorre. Em seguida, senta-se com os braços soltos, cabeça livre e costas apoiadas. Repete-se a respiração como de bruço, sem o livro, claro. A respiração será abdominal, mais aprofundada portanto, e deve ser ritimada. …

E por aí vai!

Comprem o livro. O meu foi ganho há uns anos atrás e estava na 56 edição. Não sei qual está agora, mas aproveite.

Cotas: nem contra, nem a favor.

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Este assunto de cotas é quase irrelevante.

Quem se interessa por isso? Professores e alunos.

Mas na prática, convenhamos, depois do vestibular, só os concurseiros do país que dão importância pra este tema, cotas.

O sujeito fica frustrado por não passar no vestibular (ou num concurso) e põe a culpa nas cotas.

Ora, que este sujeito trabalhe mentalmente a idéia de que as cotas -raciais ou não- são um mecanismo provisório para facilitar a vida de quem não teve facilidades na vida… E trate de eliminar de sua mente a parcela referente aos cotista, ou seja, o aluno deve estudar para concorrer com os demais não agraciados pelas cotas.

Enfim, o mesmo aluno tem que sentar a bunda na cadeira e estudar pra aprender de verdade e (em segundo lugares e últimos) para passar em vestibulares e concursos.

PS 1: Sei que pode haver repercussões na esfera das licitações, no privilégio de certas empresas competentes preteridas por empresas que se encaixam em certos padrões de cotas. Bom, ao menos isto ocorre nos EUA, mas não sei se aqui já acontece. De qualquer modo, são só choramingas.

PS 2: Não duvido, porém, que os arautos dos movimentos politicamentes corretos sejam racistas e que vêem o Brasil como um país divido. Mas e daí? A maioria de nós -brasileiros- se lixa pra argumentos racistas…

Olavo = gênio da raça (não-necessariamente-a-nórdica)

Pessoal, podem me xingar à vontade!

Eu confesso. Eu  gosto do “Vilósofo” – como o chama o sensacional O Hermenauta.

Por aqui, neste blogue, já passou  o até professor Ghiraldelli Jr., arqui-rival do Olavão.

Pois Olavão não somente é genial, como sua presença é imprescindível em minha vida.

Ele (o Olavo) nunca esteve neste blogue -como já esteve aqui o seu arqui-rival- mas o acompanho de perto agora e ele diz coisas que não são ditas nestas paragens tupiniquins!

Pode-se discordar de suas “soluções” para certos problemas, mas seus diagnósticos são muitos bons.

Adoro sua sinceridade, ainda que me deixe numa saia-justa!

Ambos, o prof. Ghiraldelli – assim como o Olavão-  são talentosos e indispensáveis para nossa compreensão do Brasil atual.

Quem sabe um dia haverá um debate entre os dois? Duvido se topariam, mas seria bem interessante. Ambos, filosoficamente, se odeiam. Um é realista. Outro, redescricionista da realidade.

Quem venceria? ??

Seitas Terapêuticas.

Estranho.

Tive uma conversa com meu pai,  sobre uma terapia que me submeti durante anos.

Foi difícil, extremamente difícil sair da terapia. A “Teoria” que embasava aquilo tudo, explica tudo sobre o universo humano, de tal modo que eu fiquei (e continuo) fascinado por aquilo tudo.

Há mais de um ano longe de lá – depois de mais de uma década lá-  simplesmente estou bem, cada dia melhor.

Que houve?

Passei, de fato, maus bocados há tempos atrás (situações inimagináveis aos seres com vida ordinária) e aquela terapia pode ter me salvado a vida.  Mas, às vezes,  acredito que a “terapia”, ou melhor a “Técnica” terapêutica quase me matou.

Eles queriam a minha total submissão. Não só minha, claro.

Estou livre. Deles, aqueles patifes.

Reli ontem as técnicas e teorias e são fascinantes, mas não é explicável o porquê minha vida melhorou drasticamente depois que parei de ler ou ouvir ou me submeter a tais técnicas.

Na conversa com meu pai, eu lhe disse:  ”Quanto mais esqueço aquelas coisas, mais minha vida melhora“.

Meu pai disse então: “Vc foi no ponto, filho. De fato, vc está muito bem longe de lá. Daquela lavagem-cerebral  toda.

Há mais  um ano vou a um  Dr. psiquiatra quinzenalmente (ou mensalmente – pois evito o máximo possível contatos com esta gente da área “psi” agora. Afinal, se uma das autoridades acadêmicas máximas deles produziu o estrago em minha mente, e na minha vida, imagine os demais…).

Pois bem, este Dr. psiquiatra compreendeu meu drama e, literalmente, está corrigindo a cagada toda feita pelos outros colegas de profissão. Mas pretendo debater este tema com ele novamente.

Afinal, não quero ter que tomar medidas drásticas contra os patifes, ainda que outras pessoas possivelmente estejam submetidas ao mesmo tormento que fui submetido.

Ademais, no fim das contas, fiquei lá porque quis. Ainda que meu “querer” fosse manipulado.

Enfim, foda-se. Tô feliz com minha namorada e muito empolgado com a vida pra perder tempo brigando por aí.

Nunca…

Jamais tive uma namorada “completa”. Exceto uma vez, mas que durou muito pouco e já dediquei um post ao assunto: “Mini-Tributo à ex-ex-namorada”.

Enfim, caro leitor,  estou enamorado. Não estou apaixonado de perder a cabeça, mas ela já está dormindo na(s) minha(s) cama(s).

Enfrentou minha família, meus limites e, de repente, estamos grudados.

Digo namorada “completa”, pois sempre eu tinha que dormir na(s) casa(s) dela(s) ou num motel ou na fazenda. Agora, não.  Dormimos juntos, levantamos juntos, fazemos planos juntos (Quê isso?? Desde quando compartilho meus planos malucos de vida, exceto com uns poucos chegados e neste blogue, às vezes??) e saímos juntos e tudo o mais.

Alguns efeitos colaterais do namoro: emagreci; estou mais limpo (asseado), por conta de inúmeros banhos e dos conselhos dela; e … estou lendo muito pouco. Ela adora TV. Eu, detesto. Assistimos então filmes juntos agora: quando não me interessa o tema do filme, pego um livro e vou ao meu canto, ou uso a internet – como neste momento.

E a vida segue :)

Pseudo-escritor: eu.

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Acabei de acessar o site do Saramago e ele retomou seu blog, mas não naquele ritmo admirável de antes.

Gosto dos posts dele: é sempre bom ver gente talentosa com generosidade a nos brindar com suas opiniões adornadas por habilidades estilísticas únicas, ainda que discorde em várias coisas politicamente.

Não li coisas demais do Saramago, mas mesmo achando às vezes a leitura de seus textos um pouco complexa -diria até, um tanto chata – saio enriquecido da leitura  e com vontade de escrever.

Tenho um certa facilidade para escrita, mas não tenho muita substância literária. Leio bastante, mas em geral livros meio técnicos de variadas áreas do conhecimento humano.

Mas ler amiúde literatura, me faz falta. Quero suprir esta minha deficiência, mas levará algum tempo até mudar totalmente meus gostos.

Se tivesse lido mais literatura, seria um bom escritor, pois acho que consigo copiar ou (mimetizar) alguns estilos, aprendendo seus “truques” nas narrativas e assimilando criativas idéias para desenlaces de estórias.

Falta-me, alguma criatividade natural, mas já fui pior.

E o que diz o leitor, achas que um dia terei chances de ser um escritor? SEJA SINCERO, MAS ME DIGA O PORQUÊ!

Noite Insone.

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Não dormi direito esta noite.

Deve ser o início de uma gripe, ou mesmo o fato de minha namoradinha não ter ligado ontem à noite.

Esperei a ligação dela, mas nada. Não liguei pra ela para não ficar “no pé”. Mulheres odeiam caras grudentos – sei por experiência própria: já fiz o papel de bobo. Tenho pânico dela achar que estou me trasnformando num “chicletes”. Mas, ressalto, que nos falamos praticamentte todos os dias. Devo esclarecer, claro, que moramos em cidades diferentes.

Mas, enfim, nem tomando meu remedinho que faz dormir, dormi direito.

Na verdade, se não tivesse ingerido os comprimidos pra dormir, a noite teria sido um pesadelo.

Confesso mais ainda: todos os dias necessito tomar um remédio pra dormir. Minha mente não desliga fácil. Sem falar que o remédio é a garantia que dormirei no horário que gosto de dormir (antes da meia-noite) e acordar lá pelas oito horas da matina.

Penso em substituir o remédio por uma bebida alcóolica: talvez uma latinha de cerveja ou mesmo mesmo uma ou duas taças de vinho. Não acho, porém, que dará certo. O remédio pra dormir é mais “preciso”, “cirúrgico”: é tomá-lo, esperar uma hora, resistir à fome ( sinto fome ao tomar indutores de sono) e, simplesmente, se entregar ao Morfeu.

Hoje, dormi na hora certa, mas acordei no meio da noite.

Ô saco.

Namoro.

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A última vez que falei com Dani G., foi numa festa do pijama. Ela é deslumbrante. P-E-R-F-E-I-T-A. Simplesmente, perfeitaça. Linda e inteligente.

Mas, sem querer, dei um fora nela! Eu vinha de uma festa de casamento, devidamente calibrado por inúmeras doses de whisky,  quando encontrei Dan G. noutra festa, naquela mesma noite. Não resisti e fui  conversar com ela… Mas, como já disse, dei o fora na belezoca! Não regulo mesmo.

Depois de alguma conversa percebi que não conseguia entendê-la -whisky na cabeça não deixava pensar direito. Resumindo: cortei o papo dela e disse que era melhor conversamos noutro dia, noutra hora, pois “não estou entendendo nada do que vc está falando“. E saí de perto dela num átimo.

Preocupado em não parecer bêbado – como faz todo bom bêbado – circulei pela festa e … topei com minha futura (agora atual) namorada: Virgin. Quase um metro e oitenta de pura gostosura, ela, a Virgin. Ela, na verdade, me adotou durante a festa pois ficou com medo do “bêbado simpático e meio maluco” se machucar. Ainda bem que ela tem bom coração e me salvou da vala comum naquele dia: ganhou um namorado. E eu, a ganhei.

Mas estou formando um padrão: última namorada séria que tive, eu a conheci completamente bêbado, de whisky e numa festa de casamento. Tudo se repetiu agora. Espero que dure mais de um ano.

Devassa do Leblon: DEM, Marighella e o fim da Democracia?

Fui ao Rio  novamente neste semestre.

Lá pelas tantas, início de noite no Leblon, no “Devassa” da Farme de Amoedo:

- É o fim da Democracia. É a prova definitiva de que ela não funciona.

Fulminara assim, com as frases acima, um dos direitistas  mais inteligentes  da nossa enorme mesa naquele boteco.

Falara, óbvio, do escândalo no DF, com o envolvimento do partido DEM na maracutaia.

E completara:

- Os “caras” chegaram à conclusão que só é possível governar na base da propina. E putz! o Governo do Arruda era (sic) muito bom. Era muito foda!

Discutimos muita política, além deste assunto do DEM.

Tentei até falar do Marighella, pois fui na exposição que há no Centro do Rio, na Caixa Cultural, e vi um pouco de sua vida. Fiquei impressionado com a coragem dele, mas decepcionado com, digamos, seu refinamento intelectual. De qualquer modo, introduzir  assunto “Marighella” numa conversa com amigos de direita é meio complicado, mas foram receptivos, pois falei da minha decepção com a capacidade mental do sujeito, ainda que elogiase pella coragem…. Mesmo assim ouvi que “até um cachorro de madame é corajoso”. Fim do assunto “Marighella” na mesa.

Mas voltando à vaca-fria: que será desta próxima eleição presidencial?

No Rio, por exempo, quase todo mundo que falei é contra o Lula. Eu estou com discurso afiado contra governos em geral, e cansado do Lula. Mas não acho em hipotése alguma que ele seja uma presidente ruim. Só cansei do goveno dele. É preciso gente nova, cara nova.

O pessoal que converso (gente à direita)  e que leio (gente à direita e à esquerda) está ficando paranóico. Por exemplo, o filme sobre o Lula seria o ponta-pé incial para o endeusamento da figura lulesca do presidente que estaria então caminhando para se tornar um Stálin (ou seria um Hitler, dado a popularidade dele?).

Sei não. Acho que esta gente (os alarmistas) doida de jogar pedra. Governos sempre preocupam, pois os que chegam lá não são grande coisa moralmente (exceto o Obama, meu ídolo, que acaba de injetar dinheiro nas pesquisas de células-tronco).

Sempre, portanto há perigo de surgir uma tirania, ou até um estado totalitário. Agora, não pode-se esquecer que em 1964 os golpistas de plantão sinceramente (ou não) diziam estar salvando a democracia e terminaram por sufocá-la. Hoje haveria uma guerra civil, o que seria terrível.

Preocupa-me porém, fazendo coro com a direita,  que a falta de oposição com a debacle do DEM e de outros leve a uma eleição sem graça e fácil para os governistas. Aí a coisa poderá ficar feia para a democracia. Deve haver oposição articulada e forte. Sempre. Mas ela está indo ao ralo…

Olavo e suas picuinhas contra Obama.

Meu programa favorito de comédia é o TRUE OUTSPEAK! do Olavo de Carvalho.

Confesso que tenho traços ou ranços direitistas e, ao contrário muita gente boa na blogosfera, não considero o Olavão um embuste. Ele é fraco, às vezes, mas sem o contraponto que ele apresenta só raciocinaríamos por cacoetes de esquerda, nem sempre muito bom. Como filósofo que ele se intitula, percebo algumas falhas devido ao seu autodidatismo, mas sem ele meu mundo seria sem certa graça.

Além disso, pra quem leu seus textos e vídeos mais sérios, há profundidades por ali… ao menos a um ser como eu.

Concordo, portando com certos diagnósticos do Olavo e me divirto um tanto sadicamente quando ele bate em certos bestalhões fanáticos de esquerda – e até de direita.

Tá:  mas se concordo com certos diagnósticos,  quase sempre discordo de suas soluções.

Exemplo: no último programa de rádio implicou com o Obama porque: não estaria usando na lapela a banderia norte-americana e que o líder norte-americano teria se curvado -literalmente- ao cumprimentar o líder da Arábia Saudita e, noutra ocasião, curvado-se ao cumprimentar o Imperador Hiroito do Japão.

Segundo Olavo, ainda Obama costuma cantar o hino nacional norte-americano com as mão sobre os bagos (sic), ao invés de colocar a mão no peito ou fazer uma saudação militar. E diz ainda que tais gestos obâmicos visam infundir subliminarmente um comportamento a fim de envergonhar os americanos e sinalizar que ele  prefere os “inimigos” ao próprio país!

Haja paciência! Quanta abobrinha! O Obama tenta aparar as arestas mundo afora, tenta ser simpático, tenta quebrar a paranóia inculcada nos americanos por anos de W. Bush, que os assustava com seus alertas de perigo e com sua divisão maniqueísta do universo… Aí vem o Olavo e simplesmente diz que um cara da capacidade do Obama é um traidor, que fez pouco caso do atentado no Fort Hood, se justamente o que ele está querendo é desacostumar os norte-americanos aos anos de paranóia. Afinal, um indivíduo que atira em várias pessoas não está em seu juízo perfeito, independente da justificativa tortuosa que sua mente arrumou para iniciar o massacre. Não é justo culpar a religião do sujeito.

Por estas e outras estou começando a achar que o Olavo tá perdendo a graça. Além disso, imita o Bill O´ Reilly na questão dos temas que apresenta nas suas obsessões semanais.

Mas ainda lhe dou um crédito, ao Olavo, só pela sua veia humorística e certa verve filosófica.

Lula e FHC – por que não se beijam?

Vi as entrevistas de FHC no sítio da Veja. Não creio que ele mentiu muito. Gosto do homem! FHC tem grande charme  e seu  discurso racional, claro, didático nos faz falta. Além disso, me lembra meu avô – na simpatia-  e meu pai – na aparência.. :)

Só me lembro que durante de seu governo, com a mídia inteira a favor dele, havia aquela fixação doentia nas preocupações com o mercado financeiro, de que que o Brasil não poderia crescer devido suas debilidades macroeconômicas. Creio que ele poderia ter ousado mais. Ousado na Educação, na Saúde e na própria política econômica.

Lá, perdido no meio dos vídeos da Veja, FHC admite que o PSDB poderia ter feito uma aliança com o PT no início do governo do Lula, mas que o  José Dirceu vetara em favor da aliança com PMDB. E que depois foi desaguar no “Mensalão”.

Aliás, o “Mensalão”, se existiu de fato, pois aquela estória de  sobra de campanha ainda é factível, se existiu mesmo foi o maior atendado à democracia do Brasil. Mas “e agora, josé?” Se “Mensalão”  nao existiu conforme afirmou há poucos dias o Presidente Lula na rede Tv!, teria sido uma tentativa de golpe por impeachment? Ainda que muita gente boa na mídia estivesse convencida  da maracutaia federal, teria também havido a tal conspiração afirmada  pelo Presidente?

Assim, teríamos duas alternativas: 1) ou foi golpe gravísssimo do governo contra a democracia ao comprar deputados para votar em conformidade com o governo; 2) ou foi golpe da mídia má que adora criar crises e fez uma das grandes pra destronar o metalúrgico.  Ou seja: houve uma tentativa de golpe de algum lado -se usarmos este meu raciocínio binário.

Bom, há algum tempo, quando o Bob Jefferson jogou dejetos no ventilador, ouvi de uma fonte amiga,  mas não necessariamente muito bem informada, mas que dizia ter certos contatos certos, que tudo não passaria de um circo para atingir seu Lula-lelê.

Fiquei na dúvida. Na eleição nem fui votar no segundo-turno, fiz questão de pagar meses depois minha multa de R$4,50, por ter deixado de votar e não justificado o tal voto. Foi minha revolta solitária pela manipulação grotesca que a mídia nos submeteu, além dos propagandistas do governo. Ou seja, ao menos, o meu voto não teriam arrancado.

Paranóico ?

Antes de falar sobre  paranóia – a minha paranóia, digamos- gostaria de xingar uns idiotas.

Mas não citarei nomes aqui.

Certos filósofos de pantão têm certa razão: este país não existe ou não é sério.

A incompetência aqui é premiada.  “Inventaram” ou importaram  há certo tempo aquelas idéias sobre inteligência emocional e tal. Pois todo incompetente, burro mesmo, se acha emocionalmente inteligente!

Dá pra entender a compensação do sentimento de inferioridade intelectual,  mas esta gente, cedo  ou tarde, será desmacarada pelas exigências da vida.

Ah, não. Sei: “eles” darão um jeito, um jeitinho, um QI (Quem Indica) irá salvá-los do naufrágio.

É o país do networking! Todo mundo é um puxa-saco, pois “nunca se sabe o dia de amanhã” …

Pois eu  RECUSO ! – parafraseando o Èmile Zola. Não vou participar desta farsa.

MESQUINHOS! INIMIGOS DA VERDADE! AMBICIOSOS VAZIOS! CARRERISTAS! PROSTITUTOS!!

Pronto, já os xinguei por hoje.

Quanto à paranóia: só isso: o John Lennon costumava dizer que às vezes se sentia meio paranóico,  que não queria conversar com ninguém, pois estava meio fora de si, julgando as coisas exagerademente, de mundo injusto, portanto.

Estou assim hoje. Esta é a  minha paranóia de hoje.

Dani G.

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Por que perdi o momentuum?

Momentuum a viver  um pouco contigo

Antes que a corrompam,

salvei a mim

a fim de evitar te magoar.

Das trevas, sei muito:

- a ti não vão macular!

Nem que  o dia vire noite

a tarde, escureça

e a noite se perpetue

hei de tê-la intocada na inocência-sábia

que es tú

oh, minha – quem dera, minha- bela dani-ela!

Pré-Sal e Projeto Apollo.

Sei que  já fizeram a comparação. É minha vez de fazê-la. Comparação entre o projeto de descoberta e exploração do petróleo na camada Pré-sal e o projeto Apollo da NASA, a agência espacial norte-americana.

O Projeto Apollo como se sabe fora aquele projeto que levou o Homem à Lua. A missão décima-primeira (11ª) foi a que pousou da superfície lunar em 1969, quarenta anos atrás. As missões espaciais continuaram até a Apollo 17.  Muitas aventuras, muita diversão:  uma das  missões emocionantes ocorreu com a Apollo 13, que quase foi um desastre em 1970,  como muitos já viram no filme com ator Tom Hanks como protagonista principal.

Há pessoas que não acreditam que o homem foi parar na Lua. Como exemplo famoso: o jornalista-escritor Carlos Heitor Cony. Em programa diário na rede de notícias CBN, Cony manifestou sua terrível dúvida, pois havia muita coisa em jogo como a Guerra-Fria entre os EUA e antiga URSS e a chegada do Homem à Lua teria sido então o maior golpe de marketing da História humana.

E o Lula? Teria aprendido a contar estórias ao Brasil como os governos norte-americanos contaram a seu povo? Ou o Pré-Sal é algo sério? Se for verdade toda a propaganda governamental: entre 15 a 30 bilhões de galões de óleo aproveitável, leva de fato o país a um novo patamar de riqueza. Só espero que não nos tornemos um país títere  como a Arábia Sáudita ou Iraque. Ou uma rebelde ditadura teocrática como o Irã.  Estes países são ricos em petróleo e em problemas.

A diferença entre o Pré-Sal é que este objetiva gerar riquezas tangíveis ao país. Já o Apollo era mais uma sacada de marketing, apesar de ter expandindo a mente humana dada suas implicações filosóficas e metafísicas. Além dos fantásticos subprodutos tecnológicos gerados pela Corrida Espacial, como os avanços nas telecomunicações  e inúmeras outras áreas do conhecimento.

Já o Pré-sal não implica em grandes questões metafísicas – ainda que alguns filósofos rebeldes consigam ver implicações metafísicas em cavar buracos debaixo do mar. Mas, sim, há questões urgentes como encher de comida o bucho do povo: aliás nada do que se envergonhar, governo serve pra isso mesmo: cuidar dos mais frágeis.

Mas comparando com o Projeto Apollo, talvez tenhamos inesperados avanções tecnológicos nas terras tupiniquins com o brutal investimento necessário para o projeto de exploração do Pré-Sal. Estima-se algo como R$ 500 a 600 bilhões de reais. Espero que todo este investimento se reverta em  progresso técnico ao país.

Só temo o poder tentacular da Preto-Sal e dos seus futuros integrantes. Espero que ela seja aberta ao público, com capital negociado em bolsa, num futuro não muito longínquo… Até me subscrevo por antecipação imaginária  ao lançamentos das ações desta empresa “Lular”.

PS: Sacaram o trocadilho? Troquei Lunar por “Lular”. Dã.

Largar tudo?

Ganho algum dinheiro no mercado financeiro atualmente.  Bastou comprar, em certos  intervalos de tempo, variadas ações de boas empresas  listadas no IBOVESPA quando este índice de mercado estava quase lá embaixo, em plena crise financeira mundial, quando havia quase pânico. Exigiu certa coragem e perspicácia, mas muito menos do que parece. Resultado da minha carteira: uns 67% em menos de 12 meses. Acho que é pouco para quem entende e bem mais do  eu esperava, afinal só queria financiar minha pós-graduação sobre mercado financeiro, objetivo que já foi ultrapassado.

No outro “front”, na minha profissão oficial, a advocacia, não vai lá muito bem. O aspecto financeiro, ao menos, pois recomecei a pouco. O trabalho e o dia-a-dia, porém, são imensamente agradáveis. Mesmo que ainda não tenha jogo-de-cintura para certas audiências (ainda).

Mas hoje descobri outra vocação, além de fazendeiro (noutro dia falo disso).

Acho que tenho tendência pra “madre tereza de calcultá”, ou seja, algo em mim está me convocado para ir para a assitência social …

A culpa é do OBAMA e do CLINTON, pois estou lendo as biografias deste dois ilustres políticos-advogados e me reconheci na preocupação social. Ou melhor, não exatamente me reconheci, mas algo foi mobilizado, despertado pelos ilustres colegas de profissão advocatícia. Deve ser o efeito da retórica dos livros…. Talvez não dure muito, talvez sim.

Devo largar tudo e me dedicar a melhorar a vida dos outros? Talvez. Talvez.

Uma “Chegada” interessante.

Homens de todas as cores e  credos têm um problema em comum: o como “chegar’ na mulher.

Pois, eu cá, soy expert em tais táticas – segundo meus amigos.

Hoje, porém, me superei: “cheguei” em duas amigas, ao mesmo tempo e com o papo mais bisonho do mundo: perguntando a idade delas:

- Oi… vcs duas… qual a idade de vocês?

Mulher 1 : – Ahn?

Mulher 2 – Como assim?

- Ora.. a idade: vinte e um, aposto… cara de vinte e um, as duas….

Mulher 1:  - Ah! que coisa estranha …

Mulher 2: – É mesmo : que estranho já chegar perguntando a idade….

Aí o jeito é atravessar outro papo – tirando atenção e foco da questão “idade”:

- Estes seus cabelos….

Mulher 1: – Ahn? Que tem ‘ele’??

- Exóticos!

Mulher 1: – Vc acha?

- Sim. Aliás, vc é uma combinação rara…

Mulher 1: – Como?

- Exótica e sensual. É você.

Mulher 1: – Ah, nã sei se entendi…

- Me dá seu telefone? o celular?

Mulher 1: – Já?

Mulher 2:- Ahn?

- Sim.

Mulher 1: -Mas não tenho celular…

- O telefone da sua casa serve…

Mulher 1: – De jeito nenhum..: muita intimidade..

-A idéia é essa: vamos sair amanhã?

Mulher 1: – Mas? a gente mal se conhece….

- FUlana, me dê seu celular, pois quero te ligar para combinar de sair com sua amiga que não tem celular…

Mulher 2: – O meu?

- Sim!

Mulher 2: – Calma, lá…

-Aliás, qual o nome de vocês mesmo?

Aí, o seu amigo e companheiro de paquera entra na parada:

Amigo : – A bebida.

- Valeu, cara. Aliás, estas são..

Aí, a coisa já está entrosada com cada um conversando com a respectiva futura…

E assim o mundo gira.

Pena que na vida real, o amigo do namorado aparecera e acabara com a diversão.

Mas, que mulheres aquelas!

Detalhe: estava “embebedado” de tanta água com gás. Ou seja, sóbrio feito um bispo.

Um dia ainda escrevo sobre as táticas mais legais e genéricas.

Saudações. :)

Aos meus 3 leitores: Jacqueline, Ademonista e Cogitamundo

Sobre o meus três leitores:

A Jacqueline não frequenta mais aqui há algum tempo: pra variar deixei algum comentário idiota no blog (muito bacana) dela e devo ter queimado meu filme de vez. Gostava dos comentários dela por aqui. Era um bom incentivo. Mas agora ela só pensa no apartamento novo e esquece dos “companheiros” de blogosfera… Sniff-sniff.

A filósofa Ademonista fez menção a este blog no próprio blogroll: este Patriarca agradece do fundo do coração plutocrático, mas sabe que não merece estar ao lado dos blogs que ela citou por lá. Por outro lado, me fez sair do meu exílio e vir aqui postar este “post” (ciente da cacofonia ao digitar as últimas palavras).

O Cogitamundo: desapareceu de vez. Não sei se é “o” ou “os” Cogitamundo (s). De qualquer modo, retorne(m) aí.

É verdade que não estou postando nada que preste, mas pretendo retomar minha linha personalista, escrevendo ”crônicas-da-minha-vida-como-ela-é” e só de vez em quando escrever algo profund0 (a fim de poupá-los da minha verborragia pseudo-filosófica).

Saudações a estes meus leitores-comentadores mais legais!

Aos demais: meus também sinceros agradecimentos pelas visitas.

Re-estudos!

Estou retomando certa vocação de adolescência e início da juventude: a matemática e  a física.

Re-estudo o Cálculo que aprendi na engenharia (que larguei no quarto ano), mas me esqueci.

Liguei a um professor particular e após quatro horas de aulas, em dois dias, eis que ressurgiu minha gana para a poderosa ferramenta do Cálculo,  “inventado” por Isaac Newton e, ao mesmo tempo, por Leibniz.

Newton

Newton

Gottfried W. von Leibniz

Gottfried W. von Leibniz

Minha mente ainda está um pouco enferrujada, mas já estou me lembrando da matéria do Cálculo numa certa rapidez, que após algumas semanas já dispensarei as aulas do aprazível professor.

Já estou também paquerando os livros  de Física, namorando com eletromagnetismo por exemplo, re-admirando as equações de Maxwell. Não me agüento, quero devorá-los (os livros).

Maxwell

Maxwell

Mas devagar com o andor: os livros do mercado finaceiro, que estudo numa pós, ainda estão a  me tomar tempo… mas gosto deles também…

Sinto que minha mente está voltando a ficar afiada: até o final de 12 meses, acredito, estarei a todo vapor.

Estou adorando esta retomada! Estou profundamente feliz e energizado, mas com tranquilidade que não tinha quando novo.

E pensar que há um pouco mais de um ano atrás estava num inferno astral, profissional, existencial etcetera.

Um “Viva”  à vida! :)

Um pouco sobre religiosidade.

Kant, aquele testudo, cuja pontualidade servia para se ajustar relógios dos vizinhos na sua pacata Königsberg, gostava de farra e não era tão santo assim.

Mas não posso falar muito mal  pois o único livro que li dele, eu não terminei. Não era a Razão Pura, nem a Prática, nem a Paz Perpétua: Era “Lógica”. Mas paro por aqui, não sou capaz por insuficiência de livros kantianos de criticá-lo ou botar pra quebrar naqueles juízos sintéticos a priori, ou na categorias kantianas ou qualquer  invenção daquele sábio.

Recomendo os artigos claros da Ademonista -mesmo para infraleitores de Kant como eu.

Mas sobre a questão do ateísmo, realmente o tema me interessa.

Tenho certa dó dos ateus radicais, assim como dos deístas fanáticos.

Comprovadamente há estágios evolutivos na história dos indivíduos: cada qual acredita naquilo que deve acreditar para o seu próprio bem-estar momentâneo.

Se está angustiado, por exemplo, só enxerga o momento presente, o mundo lhe aparece com toda a sua dureza, sendo incapaz de atitudes, as trevas lhe assustam, daí o estágio primitivo de uma manifestação de fé dependente, o endeusamento de figuras maternas.

E assim vai. Até o sujeito crescer e ficar adulto – mentalmente. Pois pode passar a vida como criança ou adolescente mentais, assim como acreditar em “deuses” que se impõe pelo medo, como no antigo testamento ou no judaísmo, ou pela pacificação através do amor como pregou um suposto Jesus.

O estado da religiosidade mundial atual é portanto primitivo,  pois há religiosidades (ânsias pelo reencontro com o Todo) de estapas superiores, acessíveis para além da razão ou da intuição.

Não me pergunte de onde tirei estas afirmações acima: eu simplesmente as aprendi e compreendi de pessoas muito sábias – ainda que algumas fossem cretinas … – cujos nomes não posso mencionar. Sim, fica como “argumento de autoridade”, mas além disso não posso ir.

Quanto ao ateísmo -não radical- o acho razoável: prefiriria ser ateu do que fanático religioso.

Adorei as diatribes do Hitchens em “Deus não é Grande” …. Quase virei ateu de tanto rir e de admirar a lingua ferina do escritor.

Mas não sou ateu: acredito em Deus, mas não consigo imaginá-lo, concebê-lo. Tanto que falei das religiosidades. Pois há graus delas. Goste-se ou não.

Curando personas de Dostoievski (rascunho)

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Dostoievski

Dostoievski

Ao ler Dostoievski ou sobre sua obra, fico impressionado com sua inteligência. Mas seus personagens, um tanto perdidos, me dão aflição tremenda: quero ajudá-los, aconselhá-los como um bom psicólogo faria:

-  ”Ô  Grande Inquisidor!: Cala a boca, pôrra! Vc tá dizendo umas verdades ao Filho do Homem – que tá calado na sua frente-, mas Ele  tem uma obra de esperança e a tua é de destruição, ô hipócrita!”, e ainda completaria  inocentemente: “E solta o Homem, já!”.

Ao caro do ” Notas do Subterrâneo”-(qual o nome do cara mesmo?):

- “Não fiques aí a invejar a humanidade. Vc também vale algo, como todos nós. Saia de “casa”, matricule-se numa academia, vá ver mulher e faça uma boa terapia à base de remédios novos -e caros- eficientes. Se quer questionar o mundo, estude filosofia na faculdade mais próxima, e .. pôrra, arrume uma namorada que te coloque pra cima e deixe de comer putas – ou ao menos, as coma mas sem querer levá-las pra casa… Isto seria muito generoso de sua parte, mas pode lhe sair muito caro afinal… “

— continuo depois- –

Último livro de Camus que li.

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O mito de Sísifo

O mito de Sísifo

 Acabei de  ler o denso e fantástico O Mito de Sísifo“.   

Qualquer pessoa que já tenha pensado no suicídio ou esteja pensando neste momento deveria ler o Camus,  “O Mito de Sísifo”. É um livro do bem. A lógica do suicídio é destrinchada de um modo peculiar, baseado na idéia do absurdo. É um livro com inusitadas passagens e de uma profundida que ainda consegue ser maior que a clareza e economia de palavras de Camus. Ele explica porque não vale a pena o suicídio. Mas não só isso…

Depois resenho – um dia, ao menos.

 

Vulgaridades.

Sante Scaldaferri 1995

Sante Scaldaferri 1995

Conversava com um amigo quando lhe perguntei sua opinião sobre um artigo meu, que publicara num jornal. Eu, particularmente, não gostava dele -o artigo. Mas meu amigo me tranquilizou a dizer que estava muito bom, exceto por isso ou aquilo, mas que agora eu já estava “FAMOSO”.

“Peraí “, pensei e fiquei a meditar meio paralizado. Eu não havia perguntado se eu estava “FAMOSO”, eu perguntei se o artigo era bom, afinal o meu amigo é uma pessoa de gosto refinado, ainda que não tenha lá tanta capacidade intelectual, mas sua opinão era interessante a mim. Não, ele simplesmente achava que eu queria ficar famoso. Fiquei sem graça, o que interpretou como se tivesse me pego pela vaidade. Ora, não ligo em aparecer ou não, mas não acho que tenha muito tutano para isso, agora que coisa estranha … eu falando sério e o sujeito achando que queria a vulgaridade de ficar aparecendo por aí sem merecer, sem ter talento para isso …

Sinto muito caro amigo, mas eu tenho pudor. Sei meu limites e não procuro (por meios não-corretos) vulgaridades como fama e dinheiro. Sei da importância destes, mas escrevo, e às vezes publico, por prazer e para superar meus defeitos como a timidez, por exemplo. A fama é fugaz. O dinheiro, eu já tenho algum.

Leitores sem dimensão espiritual.

Meus últimos leitores não tiveram qualquer curiosidade sobre questões espirituais.

Escrevi um post pouco mais denso, “As Noúres“, e ninguém se interessou …

Acessaram todos os posts que falam de sexo ou quejandos.

E o post que fala sobre ascese mística não interessou patavinas.

Vão embora daqui, Insensíveis!

As “Noúres”.

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Noúres

Ao revirar alguns de meus livros, eis que encontro um chamado “As Noúres – Técnicas e Recepção das Correntes de Pensamento, do antigamente ilustre místico Pietro Ubaldi. Era italiano o homem, mas veio ao Brasil e gostou daqui, acabou por cá vivendo até a sua morte aos 85 anos de idade, em 1972.

Segundo consta no livro de Ubaldi, as noúres, um termo em italiano, traduzido por “as correntes de pensamento”, serve para designar a mediunidade superior, a mais elevada, de “efeitos psíquicos superiores”, pois esta trata da imersão íntima do médium nestas correntes sutis que emanam e permeiam outros planos de existência, acessível apenas aqueles com a sensibilidade aguçada para tal.

Veja só: não é qualquer bobagem não: não é bater-papo com gente morta ou enxergar espíritos para todo lado e culpá-los de tudo, ou mesmo o uso de poderes mentais fúteis para levitar ou fazer uso da telecinese, ao transportar com o poder da mente um objeto de um lugar ao outro. Não: isso são coisas para, digamos, “amadores” do espiritismo.

Diversamente, Pietro Ubaldi trata no livro acima citado, da elevação do espírito, da ascese mística, da subida aos últimos degraus da cadeia evolutiva acessível, da tentativa de se alcançar a maturidade plena do espírito humano.

Neste livro, ele explica racionalmente -com olhar da dúvida- sua própria experiência mística, pois ele fora abençoado pelo dom de haver alcançado o grau máximo de maturidade espiritual. Esta experiência mística foi vivida e externada na confecção de seu primeiro livro, “A Grande Síntese”, obra inspirada a ele por centros de pensamento no supranormal. (“A Grande Síntese”, para alguns sua obra-prima, foi escrita em quatro anos, à noite, pois durante dia o futuro místico tinha que cuidar da família e trabalhar para sobreviver – afinal, ele abdicara da imensa fortuna que lhe cabia por herança dos seus pais).

Nas altas horas, espírito arrebatado, Ubaldi fazia seu mergulho profundo na alma e era guiado ou inspirado por uma “fé profunda” que lhe dominava por completo.

O livro “As Noúres” trata-se então de uma anatomia do processo mediúnico superior que lhe permitiu escrever a sua primeira obra inspirada, “A Grande Síntese”, bem como estudar a substância deste fenômeno supranormal, através de lentes objetivas, baseadas em sua própria experiência: e o fez com sinceridade que salta aos olhos. E sozinho, diante de mistérios que a maioria humana não suspeita.

Não é um livro fácil de ler, apesar de apenas 220 páginas: deve-se lê-las com cuidado merecido a uma obra sui generis. Lembrar também que se trata de algo escrito em 1936, na primeira metade do século passado, o que nos permite ver por detrás algumas bases filosóficas em voga na época, como certos conceitos de lutas de espécies ou a fiel crença na evolução humana.

Ubaldi antecipa, com acerto, a inutilidade para a maioria dos homens de certos avanços tecnológicos sobre os “mistérios” que antes eram deixados sob o segredo da Natureza. Com o desenvolvimento científico e o fim dos mistérios da Natureza – pois esta se tornara decifrável, previsível e manipulável- passou o Homem a urgir por um novo alimento conceitual capaz de nutri-lo, de fazer frente aos seus novos tempos, aos tempos do psiquismo, não mais o mundo do predomínio da luta pela simples sobrevivência, pois garantida cada vez mais pela Ciência.

Chegara hora, então, da humanidade compreender e desenvolver a capacidade chamada de ultrafania: mediunidade superior de efeitos psíquicos. Uma mediunidade ativa e consciente. Não haveria mais espaço para domínio do inconsciente do médium, cujo “eu” era adormecido e temporariamente eliminado nas manifestações mediúnicas menos adiantadas.

Em certo momento da obra Ubaldi abandona o espírito científico –que considera limitador- na observação dos fenômenos e adota o método intuitivo, que seria o verdadeiro e revolucionário meio de se fazer ciência, pois leva em conta a interação da consciência do observador no tratamento do seu objeto.

Há a pretensão de que seus leitores aprendam a se harmonizar com o mundo espiritual, que conduziria ao êxtase místico em vida, último estágio da evolução possível e que Pietro Ubaldi tenta explicitar neste livro, narrando o eterno drama das ascensões humanas e revelando algumas leis de seu funcionamento.

Ele escreveu também mais de duas dezenas de livros que obviamente me abstenho de citá-los, mas para criticá-los posso apenas dizer que, Pietro Ubaldi, como um cristão que sempre fora, trabalhara com as idéias de redenção pela dor e pelo sentimento de culpa, idéias que este modesto escriba discorda, pois geram mais sofrimentos aos indivíduos.

Mas quem sou eu? Tire, por gentileza, suas próprias conclusões do livro que pode ser encontrado nos sebos ou na Fundação Pietro Ubaldi, mesmo pela internet.

Drama Gay.

Não sou gay, já aviso antes que alguém perca seu tempo a ler este post na esperança de encontrar alguma confissão inconfessável.

Ainda assim o drama gay me aflige, afinal muitos humanos são atormentados por tais dilemas sexuais, estes “ser ou não ser”  meio hamletianos.

Não conta aqueles períodos de crise pessoal existêncial em que duvida-se  até da capacidade da própria sombra se fazer presente.

Não. Falo dos verdadeiros dramas daqueles que gostam de um “fruto proibido”  pela própria imaginação ou nas mentes  dos de seu convívio.

Mas tudo já foi dito e debatido que não tenho muito a acrescentar.

Ainda assim é um tema  palpitante.

Penso, por exemplo, nos “transexuais” ou sei lá como se chama o novo sexo da moda. Convenha-se é um personagem deveras muito estranho. Alguém aconselharia outrem a se tornar um transexual? Qual deveria ser a atitude de um psiquiatra no caso de um adolescente que pensa em trilhar tais caminhos? Demovê-lo de tal idéia? Penso que sim, num primeiro momento. Mas depois? “Depois do quê ?”, pode-se me perguntar.

Bem, indo a outro ponto do tema, lembro-me destes movimentos políticos gays que são libertários em muitos sentidos e momentos, exceto quando exageram na dose ao convencer pessoas em plena crises de identidades que o problema delas é simplesmente uma questão sexual. 

Digo “simplesmente” pois não acredito que a vida se reduza a simplesmente sexo. Não me apedreje! Nem quero saber a opinião dos freudianos mais.

Mas que trata-se de algo dramático, ah sim, como se trata. Mas o que li na internet dá de “dez a zero’ em qualquer artigo que eu poderia vir a escrevinhar aqui.

Falo do artigo do Prof. Paulo Ghiraldelli Jr sobre o tema, chama-se “Os Gays e seus pais“. Sinceramente, vale dar uma conferida, para ter uma dimensão do problema.  O endereço (link) está aqui abaixo (em vermelho): 

http://ghiraldelli.wordpress.com/2009/07/25/os-gays-e-seus-pais/

Adendo (ou Update):

Depois do comentário feito neste post pelo “filósofo de São Paulo”, estou repensando minhas posições sobre o tema aqui exposto. Aos poucos estou compreendendo o que ele quis dizer no seu comentário meio ríspido, ainda que instrutivo. Mais é preciso me informar mais sobre o assunto do ponto de vista que ele colocou nos comentários. Não abjuro já  do que eu disse, simplemente estou a refletir, a fim de compreender melhor e não apenas ceder a uma “mini-patrulha politicamente correta”.

Rio.

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Estou na cidade maravilhosa.

annavasco_enseadadebotafogo_1901

annavasco_enseadadebotafogo_1901

O Rio de Janeiro estava sob frente-fria durante este fim de semana: nada de praias, sol … mas, agora ela se foi. O sol ressurgiu, mas já estou a ir daqui.

Mas a noite carioca estava boa.

Fiz novos amigos. Exatos: dois amigos e duas novas amigas, para ser chato e preciso.

Já os conhecia de “ouvir falar”, mas fomos devidamente apresentados na festa de 90 anos do Leblon, neste último sábado.

Festa, aliás, à altura do bairro. Não foi unanimidade na turma, mas eu gostei.

Música relativamente boa e muitas mulheres interessantes.

Fiquei até ligeiramente bêbado e fui terminar a noite, relativamente cedo, num interessante local em Copacabana (ou Copa), a debater  papos-longe-de- serem-cabeças num boteco chic de lá.

Outro fato interessante foram as duas peças de teatro que assisti e que faço questão de recomendar:

- O Estrangeiro.     Sim, com texto do Albert Camus. o Ator: Guilherme Leme. Diretora: Vera Holtz.

Podem assisti-la, sem erro de ser feliz – ou infeliz, mas não indiferente.

Para rir um pouco:

- Como me tornei estúpido., baseado no livro (quase?) homônimo do francês Martim Page.

Resumindo: um cara inteligente, culto -que sabia até aramaico-, professor de faculdade, decide que ser inteligente é um lástima e resolve emburrecer, mas antes persegue outros caminhos como o alcoolismo… Fiel ao humor do livro, vale a pena.

Bom, tenho que ir pois vou curtir decentemente meu resto de Rio.

Abs e boa semana!

Mundo de Loucos: blogosfera.

Meu antigo psiquiatra sempre me dizia: “o mundo é um manicômio, um asilo de loucos”.

Eu sempre concordava com ele até que, digamos,  concluí que levava esta frase acima muito a sério quando se tratava dos próprios pacientes. Preocupado, fiquei.  Daí, saí de lá.

Agora com a internet, com esta blogosfera – por exemplo- , quase pego o telefone e remarco a consulta com o antigo médico, pois estava certíssimo.

Não apenas sou louco. Mas ao se conversar  com outros na internet, principalmente através (e lendo) cometários em blogs, parece um circo de horrores.

Por exemplo: se vou nos blogs de política, de certo nível pra baixo, da direita à esquerda (e vice-versa) os comentaristas parecem está completamente surtados, quando é possível entender o que estão querendo dizer.

Que sou meio louco, não tenho dúvidas. Para deduzir isto basta consultar este blog e ler parte (e apenas parte) de minha vida e o fato estranho de divulgá-la na Net. Logo eu, um “nada”. Tal como o leitor, outro “nada” também.

Domingueira: Política é um saco.

Política é um verdadeiro porre. Discuti-la como ciência, ainda vai. Mas participar mesmo só para doidos, malandros e desavisados.

Sei, dizem que somos animais políticos. Mas poderíamos ser menos.

A democracia tá aí, ninguém é maluco de derrubá-la, até porque será confrontado e destruído quem o fizer, afinal não estamos em 1964. Quanto a isso -sustentação da democracia- não acredito que haja maiores problemas.

Agora, aguentar a revoadas de denúncias de uma lado a outro do espectro político é demais pra mim: haja estômago. Ou melhor, não sou nenhum vestal, já vi muita coisa escrota, mas falta paciência.

É de lascar a cobertura dos jornais e revistas sobre qualquer assunto, exploram tudo até a última gota: do purpurina do Michael Jackson ao escândalo do dia no Congresso Nacional.

No caso da cobertura política é impressionante a falta de critérios e o quanto nos acham imbecis. E incluo os blogueiros políticos nestas paragens. Mas quanto à falta de critérios, deve-se a natureza da matéria que é fluida e opinativa, que dificulta agradar a gregos e troianos, mas também há muita má-fé, além da questão dos monopólios de comunicações e … ô chatice este assunto! 

Mas antes noticiário político que policial. Aí é de lascar, só sangue.

Antes destruição de imagens do que de vidas.

Adendo:

Post idiota.

Música de Câmara.

Não entendo nada de música de câmara, mas fui numa apresentação que, pressinto, dará grandes frutos ao compositor.

Tudo bem que ele é meu primo.

As músicas do CD dele parecem feitas para outros músicos, mas não é bem assim. Basta deixar-se levar pela melodia e pela harmonia. É preciso um pouco de paciência penso e deixar-se entregar é fundamental: entrar no clima da música.

Ouço agora um balé: “Balé Macaúba”, referência direta à fazenda que pertencia a nossos avós. Como disse naquele post, cada um a homenageia com seu respectivo talento: e vejam só, a fazenda que só era um post e uma foto (no cabeçario deste blog) virou até balé contemporâneo!

Que virá depois? Creio que não logo, mas daqui um tempo, virá o meu livro (ainda não escrito)!

Drogas e os apologistas chatos.

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 Não gosto de drogas ilícitas nem lícitas. As últimas, só uso por recomendação médica e assim mesmo após inúmeros questionamentos.

No caso da ilícitas, a Maconha, por exemplo, não acredito que traga grandes males e que mereça ser considerada droga, mas não sou do tipo que deve usá-la – até pra não gostar.

Antigamente eu me irritava com os ultraconservadores que tratavam (e tratam) a questão das drogas como uma simples questão de direito penal, não de saúde pública, como penso que deveria ser.

Mas, agora,  tem-se que aguentar os argumentos chatérrimos dos drogados (ou usuários).

Não adianta discutir com eles, nenhum argumento serve: estão certos e fim de papo: “não é droga”; “freud cheirava também”; “não sou viciado”; “a sociedade é que exclui as pessoas”; “somos excluídos, temos direitos”; “não incomodo ninguém”; “droga é sexy”… Uma cantilena infinita.

Longe de mim querer ajudar alguém à força, ainda mais drogado. Vire-se, se adulto for.

Mas meus ouvidos não são latrinas. Se não aguentava os conservadores com suas posições irracionais ou mesmo hipócritas. Não aguento igualmente a ladainha dos pró-drogas.

Caso, por exemplo, o caro leitor queira cheirar, fumar, beber até cair todos dias : enfim, caso queira se destruir, faça-o como um bom suicida, ou seja, não leve ninguém junto com vc, vá sozinho, se ferre só. Se quiser ajuda para sair desta, é só pedir. Mas, repito, não arraste mais nenhum incalto à sua merda. Vá dignamente só. E, principalmente, vá em silêncio.

Casamento secreto?

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Que casamento é uma fria, uma enrascada, a maioria concorda. Se não concorda hoje, concordará quando estiver casado.

É uma prisão nada saudável. Mantem-se por saudável -esta sim, saudável- hipocrisia. Ao menos, nos tempos derradeiros do casal.

Conheço assim mesmo, dois casais felizes. Impressionante. Qual o segredo? Do primeiro casal, eu não sei. Além do amor que sentem um pelo outro, ficou claro que há certa insatisfação ali. Vão durar? Eu rogo aos deuses, que sim. Pois se estes não derem certo, nenhum casal no universo dará! Daí minha vontade de escrever este post, pois acho que estão emitindo sinais de insatifação … se meu casal-modelo está fazendo água, nem quero pensar nos demais … Do outro casal não conheço qualquer insatisfação, mas são pessoas maduras que resolveram se juntar… É verdade que além do talento, eles compartilham certa loucura: ou seja, o casal mais doido é o que dá mais certo, e é o casal mais careta, digamos assim… Mundo estranho, mundo bizarro.

A solução hoje em dia é não se casar, se casando… Vive-se a vida como solteiro, mas, secretamente, a  pessoa se casa.

É única solução. O casamento hoje deve ser secreto! Não como antigamente que os casais fugiam para se casar em segredo e depois retornavam à sociedade com o fato consumado. Não, nada disso. Hoje, se casa secretamente, e em segredo se pemanece casado, para ninguém lhes pertubar a paz conjugal.

—- continuo depois —-

Recado à M.

 

Encontrei, por acaso, com a Cris.

Ela me disse sobre sua nova façanha.

Meus Parabéns! Fiquei realmente feliz – e muito.

A Universidade deve estar orgulhosa.

Beijos. Até um dia. Ou nunca.

Leituras: Sartre e pouco de Camus.

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Deixei pela metade  dois livros do Jean-Paul Sartre:

- Uma Guerra Estranha;

- Freud, além da alma.

Explico: são bons: com passagens interessantes… E um livro não tem nada a ver com outro: o primeiro é o diário de Sartre numa parte da Segunda-Guerra Mundial; o  outro, um roteiro para um filme sobre o Freud. Mas estou sem muito tempo, têm inúmeras páginas e enjôei das “estórias” no meio. Noutra hora os termino.

Comecei, porém:

- O Ser e o Nada.

O título bacana deste livro já vale por ele: mas os primeiros capítulos são difíceis, apesar do excelente escritor que foi o Sartre. Saltei pro final e se tornou intelegível.

Mas li os pequeninos, os opúsculos:

- Esboço para uma teoria das emoções;

- A Imaginação.

Não me pergunte sobre este acimas, são curtos e falam por si: mas mesmo assim terei que relê-los para captar o espírito decentemente.

“Quem não tem cão…” : se não entendo direito a obra Sartreana, apelo para muletas. Por isso, estou a ler uma biografia dele (biografia enorme, que preguiça…), a fim de entender  melhor sua obra:

- Sartre: Uma Biografia (por Annie Chen-Solal);

Sobre a querela entre Sartre  e  o escritor franco-argelino Albert Camus, li:

- Camus e Sartre: O polêmico fim de uma amizade no pós-guerra (por Ronald Aronson)

Confusão começou ou foi preciptada -já não estou certo- pela publicação por Camus de seu livro mais odiado pela esquerda da época:

- O Homem Revoltado.

É muito interessante nele a crítica a certo niilismo – e sobra farpa até pro Nietzsche. Ha ha …

Em breve neste blog: Crises de 1929 e 2008 – Paralelos.

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Por absoluta falta de assunto, anuncio um futuro post:  ”Crises de 1929 e 2008 – Paralelos.”

Tenho que fazer um discurso no próximo sábado sobre esse assunto acima.

Postarei o negócio depois, aqui.

Tremai-vos,  blogueiros economistas!

 Afinal, se ” tudo que sólido se desmancha no ar”, imaginem vossas frágeis  mentes economicistas após lerem meu  brilhante futuro post!

Enquanto isso: no Irã …

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Enquanto eu “vegeto” aqui em casa, o pau come no Irã.

Simpatizo com os persas, já fizeram grandes coisas.

Mas e agora?

Li há pouco no site daquela revista tendenciosa, porém valente,  porém sacana -  a “Veja”-, que a guarda revolucionária iraniana estaria prometendo descer a porrada o sarrafo em todos os manifestantes, a fim de acabar com a baderna no país após a reeleição polêmica do Armajinehad  (escrevi certo?) Ahmadinejad.

Pior é assistir ao vídeo da mulher que virou um do mártires das passeatas. Bom, eu não quis ver o vídeo. Só li a descrição: aparentemente levou tiro na nunca no peito durante a  passeata. O vídeo seria dela sangrando no chão ao levar a bala. Não quero vê-lo não.

É muito triste ver as pessoas sofrerem por disputas de poder. É triste ver jovens sendo manobrados para defenderem esta ou aquela causa. Não gosto disso. Mas quem sou eu? Ninguém. Talvez mais um manipulável, como os jovens iranianos contra ou a favor da teocracia ou da ditadura militar de lá.

Vi gente empolgada internet afora, colocando lenha na fogueira, quase mandando os jovens partirem para a revolução. Gente, revoluções matam, viu? E muito. Sei que muitos não se importam, mas há gente que pensa nos outros e não quer mal pra muita gente.

Na vida, chegado a hora de agir - politicamente- tem que se tomar um partido. Porém, tem que  ir até o fim? Ao custo de vidas?

Deus me poupe de tal encruzinlhada na vida! E na vida dos Iranianos também.

PS:

Lá no Irã há um  Conselho dos Guardiões; Um Conselho dos Anciãos; uma Guarda Revolucionária; cidades no deserto; pessoas exóticas; um Império como inimigo… Coisas que lembram de longe a série de filmes  STAR WARS (Guerra nas Estrelas). Dã.

Não fui ao escritório hoje.

Não fui ao escritório hoje.

Acordei muito cedo e irritado. Liguei para a estagiária e tentei avisar que não iria.  Como estava (e estou) irritado vi que o dia seria improdutivo. Pior de tudo, tinha que entregar trabalhos de dois dos cinco cursos de extensão que estou a fazer: meditei e conclui: não entregarei os trabalhos. Desisti de alguns cursos. Pronto. Dinheiro ao lixo. Mas fico livre do stress.

É bom sentir-se livre. É ruim, porém,  sentir-se incompetente.

Aproveito então pra entrar em contato com o médico, a fim de fazer consulta hoje, pra não me atrapalhar amanhã no escritório. Não consegui adiantá-la.

Bola pra frente.

Noite curta. Noite agradável porém.

Hoje, a noite já terminou pra mim. Foi curta e … fina.

Nada como uma companhia agradável – e risonha.

Nem duas horas que se passaram num átimo.

 É verdade que é baixinha. Mas não é nenhum demérito, só uma característica.

Ademais, “nos pequenos frascos …”. Vc sabe o resto do ditado, leitor.

Sóbrio feito um bispo retorno pra casa e digito estas linhas bobas – mais umas dentre tantas deste blog.

Mas a noite foi mesmo curta e legal. Se pudesse a multiplicava por dez!

Não hoje, porém: compromissos amanhã anadiáveis e cedo.

Ela foi agora a um show. Só me preocupo com os baixistas pra cima dela :)

Por que baixistas atraem tantos as mulheres? Nem tocam um instrumento musical decente.

Bom, brincadeiras à parte, foi noite agradável, pena que acabou logo.

Aguardo os acontecimentos.

Sobre seitas: experiências.

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No blog do o Hermenauta houve – há tempos- uma discussão interessante sobre o Opus Dei, prezalia católica.

Não quero discutir esta seita não muito sofisticada em suas doutrinas, e que já é bastante conhecida pelos seus métodos de aliciamento de jovens imaturos e, em geral, talentosos.

Fui certa vez na reunião de tal seita, aos 17/18 anos, mas não sabia do que se tratava exatamente, e não caí no engodo, como expliquei ao Hermenauta no seu blog.

De qualquer modo, já estive depois ligado a algo muito mais sofisticado com certo caráter de seita.

Quando saí de lá, tinha a sensação de que não iria sobreviver no mundo, apesar de meus conhecimentos sobre a natureza humana bem adquiridos por lá.

Passei (e passo) por um período de, digamos, reabilitação mental – nunca antes, desde uma década estou me sentido tão bem! E longe deles. E não sou, nem estou, maníaco ou qualquer estado que poderia estar nos pólos dos eixos paranoia-esquizofrenia ou mania-melancolia.

Falo do abuso, já previsto por Skinner, de certas clínicas terapêuticas, com seus líderes carismáticos e metidos a sabichões e/ou megalomaníacos.

Longe de me fazerem sofrer fisicamente, me seduziam por sofisticados meios de manipulação, pois afinal conheciam minhas fraquezas. Fizeram-se passar por geniais e trouxeram uma cosmovisão única, bela, sofisticada e, ainda que aberta a novos conhecimentos, falha. Mas ainda queriam (sutilmente) a submissão e que se engulisse alegremente sua doutrina.

Pior a mim, que simplesmente concordava, pois não via nada de idiota naquelas palavras, ao contrário, me pareciam muito sábias.

Disseram-me que haviam “beneficiado” mais de mil  pessoas, maioria de bom nível intelectual.

Hoje, quero “matá-los”. Não é todo dia que penso em fazer isto, mas ai deles se cruzarem na minha frente ou de amigos e familiares mais uma vez.

Mas é um sentimento ambivalente, de ódio e amor: amanhã, por exemplo, posso acordar sentindo falta deste pessoal e suas idéias: só com o tempo poderei esquecer…

Enfim, deixado o recado, retornarei a meu cotidiano caótico do blog.

Figura Humana: ridícula.

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A figura humana é meio ridícula.

Basta olhar, com certa distanciamento, um corpo humano para ver como é ridículo. Olhar na rua as pessoas caminharem para lá e pra cá, dá a sensação que o  homem não deveria nunca caminhar como bípede. Fica a sensação de que ele permanece em pé  por milagre. Parece uma maravilha da natureza?  Não me parece. São macacos nús, como já disse certo antropólogo. São animais que pensam que não são mais animais. Sua  autoilusão é de que o homem é belo, perfeito ou quase. Esquece que: caga, mija, enfia os dedos nos orifícios nasais, coça-se, expele gases e por aí vai. Mas o corpo em si, é uma engenhoca imperfeita na maioria dos humanos, sempre cheio de defeitos internos e externos, com prazo de validade. Aliás, o prazo de validade, o tempo de vida humano, toda sua seqüência de vida mamífera - desde o nascimento, crescimento, reprodução e morte – indica uma fragilidade total. É um ser com um corpo frágil individualmente. Basta um tropeço numa escada ou uma batida em baixa velocidade para destuir este corpo frágil. Que dirão as doenças! Bactérias, vírus, qualquer coisinha prosta um ser humano com aquele corpo frágil. E desengonçado. Mas ainda insistem: estão acostumados a pensar em si como seus altos padrões estéticos. Um indivíduo ainda se vê como se tivesse o belo corpo de um(a) modelo (a). Êita homens iludidos.

A princesa e o sapo I

“Sacanagem”, é o que aprontaram com a Carolina.

Mas ninguém aqui sabe quem é Carolina.

Eu lhe apresento, leitor.

Trata-se de uma das herdeiras do trono imperial do Brasil.

Não a conheço intimamente. Foi por acaso que a vi numa festa e depois de umas biritas a mais e alguma conversa, ela se apresentou:

- Carolina … Orleans e Bragança.

- Sei – falei.

- Sério.

- Mostra o RG, disse eu tosco feito um sapo.

- Olha aqui então. Tirou o RG e conferi… Era um nome bem comprido mas começava com Carolina e terminava no Orleans e Bragança.

- Ah, então a “princesa” é mesmo princesa …  – arrematei feito um Clark Gable tupiniquim.

- Duvida…?

Antes de respondê-la ponderei: – Não faz qualquer diferença pra mim se esta mulher é quem diz ser. Loirinha, channel, olhos verdes, pele bonita, ligeiramente embriagada… pode ser qualquer uma dos quintos-dos-infernos, se for uma princesa melhor ainda: Cereja no Bolo. Resumindo: não a contrariar. :

- Imagine, só confirmou o que já pensava: uma princesa, e de verdade…

- Pois é. Como se sente?

- Bom, normal nada demais – (só contarei a estória pra todo mundo, pensei). Por aqui circula umas peças raras … como vc mesmo .. já me acostumei.

- Ah, duvido! Não do trono brasleiro? Vc é maçon?

- Ahn, garçon?

- Eu disse maçon, M-A-Ç-O-N ?

- Não claro que não, Carolina! Lembrando rapidamente que a maçonaria acabou por derrubar -depois de apoiar sempre- o Império Brasileiro..

- Brincadeira, bobo!

Bem, leitor, esta acima é Carolina: agora estão mais ou menos apresentados.

Sobre o que lhe aprontaram já é mais difícil de explicar, necessário  se faz voltarmos no tempo, no ano de 1878…

—- continuo depois —

Ps: corrigi a palavra maçon, que havia escrito “marçon”. Sorry.

Sinto falta da M..

Sinto falta de M., a última M.- minha ex. Não da ex-ex que iniciava o nome com M. também., que já cometei noutros posts.

Ela era (é) culta, muito inteligente, bondosa (até demais), loquaz  e … gostosa.

Mas fiz besteira. Ao mesmo tempo eu não a queria, pois me sentia insatisfeito de algum modo.

Outras atraiam-me, digamos. Percebi que não iria durar e acabei, neste processo de auto-descoberta, sabotando a mim (sic)  mesmo na relação.

Mas sinto falta dela. Faz muita falta.

Aceitaria até ser amigo dela, caro Demônio: vamos fazer um pacto?

Desesperança a cada geração.

Ao ler textos sobre a Segunda Guerra Mundial, fico assustado.

Primeiro imagino a geração européia que viveu o  entreguerras, ou seja, aqueles que nasceram antes ou mesmo durante a Grande Guerra e adentraram na Segunda Guerra Mundial.

Penso neles pelo seguinte: Como tiveram forças para superar a penúria e o sofrimento daqueles tempos? A mortandade monstruosa, a destruição de riquezas e de ambientes, a fome, a miséria, a escravidão, os combates, os massacres …. Não que alguém tenha vivido a Guerra em todas suas dimensões. Mas como acreditar em algo melhor? Num futuro?

Com tantas vidas em torno sendo ceifadas ou inutilizadas, como algum ser humano daqueles anos sobreviveu? Sem cicatrizes? Que filosofia de vida lhe deu sentido à vida?

O motivo da esperança deles possivelmente estava na próxima geração. Talvez acreditassem que a juventude que viria depois usufruiria da paz, da nova paz então.

Não deixa de ser um a ilusão pôr  esperanças e sentidos da vida numa outra vida, que nem surgiu ou está em desenvolvimento.

Deve-se arcar com o próprio peso e viver em plenitude cada momento da vida. Plenitude: não beatitude, nem felicidade.

A geração da Segunda Guerra Mundial, principalmente do teatro das operações de combate, foi praticamente destruída. Que trabalho gerar e criar toda uma nova geração em meio à penúria e aos destroços, para ser, em seguinda tragada por nova barbárie!!

Algo ocorreu depois: o mundo não se envolveu numa situação daquelas outra vez mais. Isto mostra que há algo de positvo no mundo, como se uma pulsão de vida estivesse a vencer, a prevalecer sobre nosso instinto de morte.

A Segunda Guerra foi uma guerra justa? Do lado dos Aliados? Penso que sim, a opção era prevalecer o princípio da escravidão. Mas há quem acredite que não há guerras justas. Eu acredito nisso.  Mas -há sempre um “mas”- ao ler os discursos de Thomas Mann feitos na BBC, dirigidos ao povo alemão, quase acredito em guerra justa naquela situação, contra aquele bando de criminosos que se apossou da Alemanha de então.

Mas isto é uma outra estória.

Platão, Aristóteles, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino: Os Quatro Patetas.

 

Sim, são quatro patetas: Platão, Aristóteles, Santo Agostinho (o Bispo de Hipona) e São Tomás de Aquino.

São patetas pois foram responsáveis por quase 2000 anos de atraso no desenvolvimento da Física e, por conseguinte, atrasou o desenvolvimento tecnológico humano.

Platão e Aristóteles, claro, não tinham consciência que suas obras seriam usadas para atrasar o desenvolvimento tecnológico. De qualquer modo, atrapalharam.

Seqüencia de besteiras proferidas pelos gregos acima:

Platão: O mundo das idéias é perfeito, mais confiável que dos sentidos. Ou seja, nada de experimentos para testar a realidade falha. Tome atraso…

Aristóteles: Universo é infinito e eterno. Universo composto por 56 esferas cuja Terra fica no centro. Tudo perfeito acima da esfera lunar. Abaixo dela é o mundo odinário, com suas mudanças. Há quatro elementos e propriedades. Há a o quinto elemento: o Éter. Olha só de onde surgiu a baboseira do Éter que distorceu pesquisas na física durante centenas de anos!! Aliás o Éter atritaria com os astros e geraria seu brilho.. Ainda, por detrás das 55 esferas haveria a última onde ficaria o Deus-motor-primário que seria responsável por girar a esfera das estrelas fixas, daí as demais se moveriam… Foi também Aristóteles que confirmou o senso comum erroneamente de que o corpo mais pesado cai mais rápido! Besta.

Segundo historiadores,  foi seu Santo Agostinho (séc . IV) quem relançou os textos gregos em liguagem critianizada - surge os neoplatônicos- e deu base para igreja católica inscipiente de seu tempo alçasse vôo que revitalizou as idéias gregas mas sob canga da igreja: e tome Aristóteles como dogma e todas suas asneiras na Física que perdurariam por dois milênios. As idéias neo-platônicas incentivavam o cuidado com o corpo, não com o mundo material.

Seu Santo Tomás de Aquino, espertinho, criou logo um sistema lógico perfeito dentro das concepções da Igreja e cristalizou mais ainda (mesmo que já no séc. XIII) as idéias físicas erradas  e pré-concebidas.

Quantos foram limitados pela obscura idade média? Giordano Bruno, Galileu Galilei – este escapou pois compadre era o papa-  e centenas ou milhares de desconhecidos amantes da verdade científca que foram obscuralizados pelas abobrinhas dos quatro patetas!!!

 

Ps: Retirei as informações (e confirmei outras) da apostila do curso do prof. Aba Israel Cohen Persiano. Física, UFMG.

Blog bom é blog vivo

Há várias categorias de blogs. Independente disso a maioria é inerte, pois foram abandonados.

Este aqui  não mais entrará nesta última categoria, se tudo acontecer como estou prevendo: acaso tudo dê errado nos próximos meses!! :)

OK. Reinauguro o blog!

Recebi visitas carinhosas e surpreendentes neste dias de blog “finalizado”!

Mas a Jac Oliveira ( e aqui) tem razão: não se pode depender dos comentários, que são legais e bem-vindos.

Além do que não passa muita gente por aqui mesmo…

Reinauguro o BLOG outra vez!!!

Nova Fase na vida: entro em detalhes aos poucos, mas não mudará muita coisa por aqui não…

Sejam novamente bem-vindos, internáuticos!!

Impressionante a falta que sinto do blog!

Por pior escritor que seja, nada como escrever. Mas, do lado de cá: cansei. Realmente é o fim da linha para este blog. Mas sinto uma grande falta dele…Não é à toa que estou aqui a blogar novamente em plena crise de … dependência do remédio para dormir: cortei-o por completo, meio a contra-gosto, mas cortei. É difícil não sentir a falta: fico agitado, a subir e descer as escadas, como se procurasse por algo… De fato, procuro: o remédio: já xeretei vários cantos onde poderia ser encontrado um comprimido para deitar em paz e nada de frontal (2 mg)!

Não sei se publico este post. Não sei se publico. N~~ao sei se publico. No publicum ”post” est. To publish or not to publish? Is correct?….

FIM do Blog

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Apesar do prazer que tenho em escrever no blog, encerrarei as “transmissões” hoje à noite.

Motivos são diversos, mas a falta de leitores-comentadores é  o principal deles.

Engraçado depender de pessoas que nunca vi para continuar este trabalho inútil, apesar de gratuito.

Ainda que proposta do blog fosse  para meu exclusivo desabafo-grito pessoal, foi inevitável que eu o contaminasse pelos mas diversos assuntos que vieram à tona em minha mente. E olha que nem quis tocar, nem em aprofundar em ínumeros outros assuntos de meu interesse.

Talvez por falta de leitores-comentadores. Pois em poucos meses, quase mil leitores passaram por aqui. Não é nada comparado ao que há por aí, mas me deu confiança e orgulho. Mas salvo raras e legais exceções são poucos os que comentam aqui.

Esta falta de feedback indica algo sobre  qualidade do blog.

 De qualquer modo, os resultados, ao menos no início, quando existiam poucos posts mas proporcionalmente mais comentários, indicavam um auspicioso começo. 

Enfim: foram 67 posts com 36 comentários (incluindo os meus e excluindo 10 spans).

O primeiro post foi em julho de 2008 e o último (este) em 05 de abril de 2009.

Só adquiri o hábito ou necessidade de blogar mais amiúde lá para dezembro de 2008, de modo que os quase 1000 leitores que passaram por aqui não indicam nenhum fracasso de popularidade, houve até um grande aumento de leitores diários.

Mesmo assim,  eu haveria de mudar alguns assuntos e modo de escrever, o que demandaria muito mais blogagem pelos meses afora. Algo que não pretendo fazer neste blog que hoje tento encerrar.

Digo “tentar” encerrá-lo, pois quem escreve algo sabe que às vezes é uma necessidade (ou vício?).

Talvez eu crie, daqui um tempo, outro blog só para assuntos com seriedade e outro para bobagens.

Talvez nada.

Abs. e felicidades a todos!

Futebol é uma merda. E fórmula-1 também.

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Sei que não é dizer nada revolucionário, mas não suporto mais estes dois assuntos acima: futebol e e fórmula-1.

Já gostei -e jogava até bem- futebol e basquete. Já torci para uns três times de futebol diferentes e gostava do Nelson Piquet e um pouco do Ayrton Senna. E acompanhara de muito longe, e vagamente, os Lakers na NBA.

Gostava do Telê Santana e de sua seleção brasileira, apesar da minha pouca idade na Copa de 1982 (ou 86? já nem me lembro).  Já gostei do Flamengo do Zico, do Pai-Sandú (do Pará) e do Atlético mineiro.

Isto até meus 17 anos. Parei por aí. Depois, só para não fazer feio com alguns amigos, pisei poucas vezes num estádio de futebol.

Se alguém quer me apartar de uma conversa basta falar de futebol: sei menos que a maioria de minhas amig(A)s sobre o assunto atualmente.

Não compreendo e nem memorizo campeonatos, jogadas, esquemas táticos, tabelas e nomes de técnicos e jogadores. Acho que tenho um QI a menos mesmo. Recuso-me a saber disso. E acho o cúmulo gente que se faz de entendido no assunto. Sou curto-e-grosso: mudo de assunto.

No máximo falo sobre a seleção brasileira. E sobre a seleção Argentina. É. Eu  gosto do Maradona, não sei por quê, gosto do cara.

Ayrton Senna gostei no começo da carreira dele. Como alguns amigos e familiares de meus pais gostavam de, às vezes, reunirem-se para um domingo à piscina, eu até que acompanhara a carreira do homem.

Depois de um tempo, simplesmente, o achava um pôrre de chato,  talvez por conta da hiper exposição midiática, imagino. Quando Senna morreu fiquei meio chateado, mas depois vi que gostava muito mais da figura simpática do Barrichello – pena que não ganhava muita coisa.

Mas a fórmula-1, como “fórmula” já deu o que tinha que dá, não agüento mais. Bom, só me sinto importunado quando tocam no assunto para trocar as figurinhas que não possuo, pois não acompanho o assunto e não faz parte de meu ‘radar” mais.

Mas não pense que sou só chato anti-esportivo: das Olimpíadas ainda gosto, pela variedade de esportes e pelo clima de comunhão/competição universal.

É, o chato sou eu. Mas chatos também amam, não esqueça disso, leitor.

Eu gosto de vc, por exemplo, leitor: principalmente se deixar um comentário no blog!

Sei que é demodé, mas: Chê Guevara: assassino ou revolucionário?

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A pergunta do título é uma “pegadinha”, pois Chê é passível de  ser um e outro – assassino e revolucionário.

Ele era autêntico revolucionário, o Ernesto.

Foi autêntico assassino também.

Como disse um dos seus biógrafos, o ex-chanceler do México, Jorge Castañeda: poderia  ser  traçado um paralelo entre Chê, da então revolução mundial, com o Osama Bin Laden da anticruzada ao Ocidente atual.

Mas há algo mais em Chê. Não só o carisma. A vida de dedicação a uma causa que acreditava mais racional – socialismo- e os perigos que enfrentou de peito aberto, demonstram certa grandeza moral.

Ademais, seus inimigos eram ou tornaram-se assassinos também. O que os igualam moralmente- – por baixo.

E a história de Chê é atraente para qualquer jovem rebelde ou protorevolucionário.

Derrubar um regime caduco e corrupto e transformar a vida de Cuba - antes puteiro americano- num lugar melhor ou menos miserável, frente aos poderosíssimos adversários, não era para qualquer um.

Havia nele, Chê, algo de sobrehumano, como reconhece seu biógrafo mais crítico -citado acima-  pois tinha uma superioridade moral advinda de suas convicções pétreas (ou fanáticas, se preferir), de sua extraordinária perseverança e abdicação ao coletivo (com tudo que isto soe  ruim hoje em dia), e de uma inteligência superior.

Dizem também que se não tivesse sido morto e depois fotografado com estampa  à la Jesus Cristo, não seria um mito hoje.

E hoje, seria aconselhável incentivar novos Chês?

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Justiceiros e a sócia da Daslu.

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Sanguinários de plantão adoraram a prisão da sócia da Daslu, que está com câncer em metástase.

Agora a mulher foi solta: ainda não sei os motivos da soltura, mas era injusto que ela continuasse na cadeia doente, independente de qual seja a lei: o resultado poderia ser sua morte.

Patifes dos Ministérios Públicos, que adoram aparecer, ou mesmo membros da Magistratura, do alto de sua pretensa sabedoria nada salomônica querem o linchamento de alguém por não pagar tributos. Ora num país onde metade da economia é informal, não vai faltar bandido.  Mas condenar uma senhora rica -e só porque é rica- à morte me parece uma vingança. Claro, querem dar um exemplo aos demais sonegadores. Bem, o recado já foi bem dado então. Mas a ânsia de vingança dos justiceiros me preocupa. Pois aproveitem: labuzem-se e gozem com o martírio alheio! E só porque a criminosa é uma rica esnobe:  este é seu crime lesa-pátria.

“Ah, e os milhares de pobres que são condenados por não terem tido  uma defesa correta na Justiça?”

Simples: o Estado Democrático de Direito -seja lá o que for-, no Brasil, está cada vez mais desenvolvido e deverá servir aos ricos quanto aos pobres de modo cada vez mais igual,  e não se deveria punir o rico por fazer bem sua defesa, mas levar a boa defesa, de qualidade,  a ser estendida a todos. Se o rico corrompe a justiça, é outra estória. Mas quando o rico se defende com os mecanismos legais disponíveis não está agredindo ninguém. 

 ”Ah, mais aí ninguém seria preso, só nos casos muito gritantes!” Exatamente é este o ponto: só deveria ir para cadeia ou manicômio quem é realmente perigoso, destrutivo.

Pois a Justiça – como invenção- é uma piada em qualquer país. Uma piada de mau-gosto. A retirada da liberdade de alguém deveria ser a última alternativa e não servir apenas para contentar a sede de vingança  da população amedrontada e iludida com imagem de uma justiça redentora. 

Isaac Newton: o genial físico, foi diretor da casa da moeda inglesa e mandou enforcar muitos falsários. Dizem que funcionou sua tática. A tática de um gênio. Se permitissem, e ouvissem as vozes do povo na rua, tal tática seria adotada no Brasil de hoje para punir os sonegadores e supostos pedófilos (dois novos bodes da vez). Mas Newton viveu no século XVII. No nosso século XXI, deveria haver algo mais criativo e mais humano… Mas aí seria pedir demais à bondade da sociedade e do bicho humano, em particular.

Empregadas domésticas e as mulheres e os “psi”.

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Sinceramente, não queria ter nenhuma empregada mas não é possível, dadas as condições da casa e de minha mãe.

Mas, puta-que-pariu, a última que acaba de rodar, era ótima pessoa. Propositalmente minha irmã criou caso com ela, ou ao menos criou uma animosidade recíproca, que hoje tive de demiti-la. Mas minha irmã ouviu de mim bastante antes:

- Sei que vc criou caso pra mandá-la embora e blá, blá..

Falei alto e claro até  cansá-la  de tanto ouvir que não estou desatento às picunhas dela, que sei que tudo foi proposital, ou quase tudo.  

Por que mulheres implicam tanto com as empregadas?? Pôxa, será que não dá paras respeitá-las, que não são escravas, que não tão aí para fazer tudo para os outros.

Ela que se vire em arrumar a(s) nova(s) empregada(s)!

E se quiser embora junto, faz bem!

Vá conspirar com seus médicos “psi”: vá lá fofocar, vá lá dizer que lhe tratei mal na frente dos outros!

Tratei mesmo: detesto orquestrações e triangulações e sei que quem faz isso detesta, mas detesta mesmo, ser exposto. Bem feito. Não sou tonto como possa parecer, mas quando entro na briga é para trucidar…. e já não estou nem falando deste caso de empregas, mas de vários outros…

À merda estes seus médicos “psi”, que abusam do poder deles descaradamente. Minha paciência esta acabando, mais um pouco de intriga e eles vão se ferrar.. ah, vão.

Paulo Ghiraldelli Jr. versus Olavo de Carvalho

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Fiquei um tempo sem blogar e percebi que, dentre outros assuntos, alguns leitores procuraram neste blog temas sobre os auto-intitulados filósofos de rede: Paulo Ghiraldelli Jr. e Olavo de Carvalho

Provavelmente se deve ao comentário feito pelo segundo (Olavo de Carvalho) no seu último programa rádio-internáutico sobre o Paulo Ghiraldelli Jr. Alías, já no penúltimo programa também falara mal do professor, ou melhor, do curso dele. 

No primeiro caso, na última segunda-feira: questionou a legitimidade da alcunha “filósofo da cidade de São Paulo” atribuída, ou auto-atribuída, ao Prof. Ghiraldelli Jr. E noutro dia, disse que o Ghiraldelli estava iniciando um curso de filosofia no mesmo dia em que ele, o Olavo, iniciaria o seu curso de filosofia (só que este pela Net). Além do que,  num rasgo de humor meio-grosseiro, Olavo  ter citado quais seriam as supostas disciplinas do curso semi-presencial do Guiraldelli: “epistemologia da vagina”  seria um dos exemplos citados.

Bem, este dois senhores se desentendem há algum tempo. O Paulo Ghiraldelli Jr deu um cala-boca magistral no Olavo, num artigo do seu blog há certo tempo.

Mas parece que a briga recomeçou.

Aparentemente disputam o mesmo público que oscila entre um e outro, ou que odeiam-se. Mas, a grosso modo: Olavo seria o de direita-volver e o Ghiraldelli, o de esquerda.

Em comum: têm o fato de serem americanófilos e pró-israel,  que os distinguem politicamente de muitos que são de esquerda e direita.

Ambos também se dizem filósofos. O Ghiraldelli parece que é filósofo de formação acadêmica sólida (ver Lattes dele!) com pós-doutorado, livre-docência e tudo mais. Sua linha é o pragmatismo baseado em Richard Rorty.

Seus escritos são mais refinados que os do Olavo. E também, como o ”rival”,  escreve bem, mas tem desenvoltura na frente das câmeras de TV ou de computador.

Já Olavo é mais divertido e vai mais a fundo em alguns temas exóticos, mas tem aquelas suas obsessões direitista com temas que em geral ninguém não-iniciado na “direita-volver”  leva a sério. Mas seus programas de rádio, são muitas vezes hilários, ainda que meio grosseiros.

Concordo, preciso dizer, mais com as opiniões (à esquerda) do Ghiraldelli Jr., mas falta-lhe uma dimensão espiritual, que, digamos, encontra-se nos textos do Olavo. À vezes até  concordo com alguns raciocínios do Olavo, mas não com suas conclusões.

Não sei qual curso dos filósofos “de rede” eu freqüentaria: tenho mais “medo” do curso do Olavo pois talvez saísse doutrinado, à direita, de lá.  Já o  curso do outro filósofo não poderia frenqüentá-lo pois não moro na mesma cidade, nem teria tempo.

Bom, daqui a pouco os dois ficarão ricos com este negócio de filósofo de NET. 

Enfim: com os links deste post, confira lá que tem a dizer cada um dos filósofos. E divirta-se, leitor.

Ah, aqui os links:

Ah … e as mulheres casadas?

Ah, …. e as mulheres casadas!

Jamais me intrometi em seara alheia, mas hoje foi por pouco.

Não preciso dizer o quanto bela ela era (ou é…). Mas se jogando daquele modo? Era alguma encrenca. Trocamos diretas, indiretas, tortas e endireitas, mas algo esquisito!

Não que me incomodasse tanto o fato dela ser casada, mas  fato dela praticamente se jogar e com aquela beleza toda!  Deve ter algo sinistro aí… Ah, aí tem… Veremos o amanhã.

Saindo da Deprê – Conselhos I.

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Alguns passos importantes para se sair de uma depressão de grau-médio:

- Admita que vc realmente não vale nada;

- Generalize agora: nem você vale nada, nem ninguém, nem o mundo, quiça o universo;

- Agora pense (e tenha logo a primeira recaída) sobre o seguinte fato: sim, muitos estão mais felizes que você; na verdade, alguns são até melhores que você;

- Não há saída mesmo. É a angústia total: nem forças para suicidar você tem e se tiver é porque já está melhorando…;

- Vc não quer melhorar: o mundo é só trevas: não há forças: todos os pensamentos ruins vêm-lhe a mente em bando: eles dizem que você é um zero à esquerda, nunca fez nada na vida, ”meu pai me odeia”, “eu o odeio”,” minha mãe me castrou”, “a culpa é da igreja” …;

- A “culpa” . Você deve focá-la e em seguinda: esqueça completamente esta bobagem chamada culpa: vc é um amontoado de células que não vai durar muito tempo na terra, culpar a si e aos outros é o SEU problema;

- Levante a cabeça: diga a si mesmo: “sou bundão, sou cagão, mas quem não é ?” ou equivalente;

- Tome medicamentos receitados por um médico que preste: não adianta culpar a ciência por este “malditos” remédios. “Remédio”, como diziam antigamente, ”é sempre amargo”. Você deve tomá-los pois sua mente não está funcionando bem sem dopamina (ou quejandos);

- Há efeitos colaterais? Inúmeros: você nem saberá direito quem é e fará coisas que nem acreditará depois que parar de tomá-los: “Como fui babar daquele modo?”; ” minha fala estava estranha”; “não me lembro de nada”, etc;

- Se você puder ler, evite livros de psicologia e filosofia. Caso insista, passe longe de alguns caras (autores) que só irá entender se estiver com a cabeça lúcida, coisa que muitos destes filósofos nunca tiveram: lembre-se que na época da maioria deles não existia fámarcos mentais eficientes como agora. Só leia filósofos positivos e intelegíveis para o seu momento.

- Se tiver forças: peça alguém -pai, mãe, advogado, contador, colegas, namoradas (os)- para “tomar as rédeas” de suas coisas, de sua vida, pois você está temporariamente incapaz disso. E sim, tempo é dinheiro e é vida também. Mas não use isto como desculpa para acabar o tratamento;

- Na angústia quase-total: vc não terá saída a não ser esperar a medicação fazer efeito: mas vá imaginando seu futuro melhor…;

- Qualquer coisa serve para vc se sentir melhor: qualquer filosofia de vida ou religiosa. Lembre-se: sua adesão aos credos será só temporária, depois vc perceberá que eles são titica-de-galinha novamente, mas, AGORA, qualquer que lhe alivie o sofrimento é ajuda bem-vinda.

- Corte a bebida; e os amigos que lhe fazem beber. Não que vc seja um pinguço, mas álcool deprime num segundo momento, sem contar a mistura dele com os medicamentos, e sem falar que você fará besteiras imperdoáveis, como contar sua toda sua vida amorosa   a um amigo(a) de farra. Vc se esquecerá, ele não.

- Jamais leia Nietzsche (ou equivalentes) numa deprê. Se o fizer: tranque as janelas, escondas as facas ou tire qualquer outra coisa mortífera de perto de você;

- Ligue para seu médico inúmeras vezes, quantas necessárias. Não se preocupe em incomodá-lo. Ele é pago para isto mesmo, sem falar que ele ficará feliz em saber que está mantendo o contato e através deles poderá receitar uma medicação melhor;

- Se seu psiquiatra não for terapeuta também, procure também um psicólogo. Dê preferência para aqueles mais práticos: vc não está afim de se analisar agora, nem serveria para muita coisa, você só quer assistência, ou uma “muleta”, para caminhar nestes momentos difícieis;

- Se por algum motivo não confiar em seu médico, fale na cara dele. Acredite: ele ficará mais feliz em saber disso se for bom médico ou psicólogo. Nas terapias a “confiança” é grande parte do problema e se ela não existir na maior parte do tempo, o tratamento pode não funcionar. Troque então de médico. Mas antes fale na cara dele suas aflições quanto a ele. Exemplo: “você não passa de um fantoche da indústria famacêutica que deve estar ganhando uma nota-preta para me entupir de remédios que me robotizam, seu FDP”.. E por aí vai…

AVISO : se vc leu até aqui é porque és louco-de- jogar-pedra, pois ninguém deve confiar num blogueiro anônimo que escreve sobre como tirar alguém de uma situação tão complicada. Vá procurar um médico. Já!

Mau humor do blog

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Percebi que o blog  está muito mal-humorado, nem parece o dono dele. Brincadeira, puxou um pouco, sim :)

Mas como escrevo em geral para extravasar, não tenho como não contaminar o bloguinho.

Mas há uma tendência a temas mais pesados e egocêntricos.

Quando faço comentários por aí, na blogosfera afora, dependo muito do blog-anfitrião e do seu conteúdo para se fazer um comentário divertido…

Não sei como fazer um blog  divertido.

Ah, pra quê também? :)

Mini-Tributo à ex-ex-namorada

A paixão que sentia por ela era intensa, avassaladora.

E durou apenas poucos meses nossa relação amorosa.

Nestes meses senti que a queria pelo resto dos meus dias.

Foi tudo tão rápido e com o fim tão repetino e drástico.

Se eu não tivesse vivido aqueles inesquecíveis dias, minha vida não teria sido realmente vivida até hoje.

O que veio depois foi o inferno. Mas descontando a “tempestade” que se abateu sobre mim, sobre outros e, pelo que percebi hoje, sobre ela: tudo valeu a pena. Continuar lendo »

Amigos Entediantes II

Impressionante. Nem com certa dose de álcool certas pessoas se tornam novamente suportáveis. Até pioram. Devo estar velho.

Nada como estar em casa, mesmo digitando esta coisa de blog.

Gosto de todos, mas não os agüento: inexplicável.

Talvez pelo fato de alguns sabotarem, de propósito, a convivência. Exemplo: sendo inconveniente com terceiros; ou falta de solidariedade em certas situações; são exemplos de coisas um tanto genéricas, pois não quero ser específico…

Auto-sabotagem.

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Auto-sabotagem. É a explicação por detrás do fato de que a minha quase-ótima vida não estar ótima? 

São resquícios de sentimentos de culpa, atrelados a alguns de meus comportamentos não muito lisonjeiros.

Afinal, já disse noutro post que certa dose de infelicidade é inerente a nós, homens, humanos demasiados.

Mas não consegui encontrar a origem deste mal estar. Tenho que escarafrunchar mais ainda dentro de mim?

Acho que estou próximo de um novo ciclo pessoal de desenvolvimento intelectual e “moral”.

Algo acontecerá que me levará a planitudes não alcançadas? desejo isto? Ascender de algum modo?

Ou é ilusão e talvez esteja é mais próximo de um abismo? Saberei logo. Espero…

Obama: sensatez até agora.

Obama, o sensato.obama-celulastronco

Até agora fez tudo correto, na minha visão macro e meio desiformada ( admito).

Não vou comentar da tentativa de acabar com a guerra do iraque.

Mas merece o post a desvinculação ideólógica das verbas para pesquisas de células-tronco.

Claro que todo mundo tem opinião política, desde minha vó até um prêmio Nobel de alguma Ciência.

Mas o fato do sujeito (Obama) não pertencer à Idade Média como o antecessor dele, é uma benção ao mundo.

Agradeço ao Obama! Ele fez o básico, o elementar, que qualquer pessoa sensata e não-cruel faria, se soubesse como fazê-lo.

Recordações: o “fóra” que recebi de M., há algum tempo, por e-mail

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Patriarca,

Bom dia!

Pensei em não responder sua mensagem, mas depois da sua ligação, achei melhor enfatizar que considero necessário nos mantermos completamente distantes um do outro.

Agradeço a sua compreensão!

M.

> M…>

 Estou com saudades de vc, quero ouvir sua voz. Vamos conversar sobre alguma coisa?
> Ontem encontrei na Net uns textos que talvez lhe interessem, pena que estão só em inglês. Um deles é uma entrevista com o polonês que vc me apresentou: Adam Przeworski. E os demais são de assuntos interessantes a uma cientista política, dê uma olhadinha neles, no resumo pelo menos. Estão em arquivos .pdf.
> Bjs.
> Patriarca.
>

Tranquei a Pós, mas …

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Acabo de trancar minha Pós. Retorno no segundo semestre.

Semestre passado fiquei meio estressado, mas neste quase não fui lá e quase já tomei bomba por faltas. Como não deixarei de faltar daqui ao final do semestre, presumo que terei problemas com faltas, de modo que nem vale o esforço de continuá-la.

Este negócio de controlar faltas de adultos é coisa de “colégio” e de república de bananas…

Muitas matérias já sabia de letra e as que não sabia, com as dicas que peguei, permitirão a mim estudá-las em casa, só e com calma necessária. Semestre que vem aproveitarei melhor.

Além disso, neste semestre decreto  ”stress-zero”. Tenho mais coisas a fazer por gosto. Tenho zilhões de livros importantes e profundos a ler e a Pós estava começando a me atrapalhar, pois como ela tratava de umas matérias que  não leio naturalmente, ainda que tenha facilidade, minha atenção ficava dividida entre ela, meus “problemas” e meus amados livros. Fico com os dois  últimos.

Num insight, percebi que a Pós estava me complicando e a cortei do baralho. Isto dá uma bagunçada geral nos meus cronogramas, mas ”vida é assim”. Pode ser uma tremenda burrice. Acho que é, mas…

_________X _______

A coordenação me mandou alguns e-mails com algumas soluções ao meu caso. Na noite passada, bem depois de escrever a primeira parte deste post, eu já enviara um e-mail como resposta pensando em continuar no curso…  Aparentemente perderei duas matérias por faltas (< 75% de presença). Humf … Talvez, talvez seja melhor que trancar o semestre… ainda que contradiga coisas que disse acima…

Jogo a Toalha!

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Desisto. Jogo a toalha! Este negócio de sexo não é comigo.

Fui a um bar encontrar dois amigos. Um eu não via há algum tempo, que vive em Brasília.

Depois de algumas cervejas e após saborearmos uma picanha grelhada com o tradicional acompanhamento de batatas fritas e mandioca com manteiga derretida, resolvemos ir a uma boate.

Tudo beleza. Definimos a logística, quem iria no carro de quem -para evitar rodarmos na cidade em comboio- e qual a boate.

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Reencontrando Carol.

Reencontrei a Carol, por acaso.

Saía do elevador na Pós, quando ela entrou nele e quase trombamos:

- Ca..Carol?

- Oi… Patriarca.  Tudo bonzinho com vc…?

- Eh…

Elevador se fecha, mas antes vislumbro-a por completo. Neste relance de milisegundos, observo o conteúdo: que design!

Estava atrasado, para variar, e me dirijo a minha sala de aula, quando páro e penso:

- Não vou deixar passar esta chance.

Vasculho no visor do celular o nome dela: – Será que mudou de número?

Ligo… Ela atende:

- Estou indo para casa, estou quase no meu carro, Patriarca…

- Quase trombamos no elevador, não? (risos)

- Foi sim (risos)..

-Escuta, Carol: está tudo bem, vc sumiu, eu sumi….é ..e

- Tudo numa boa… e com vc? Sabe, estou cansada, indo para casa, ando trabalhando muito no escritório.. quem sabe semana que vem eu te ligo, quando estiver aí no prédio outra vez….

- Espera um pouco: posso te ligar no fim-de-semana??

- hum… ok.  Ligue-me então.

- Combinado, vou ligar .. bjs.

Quase dei piruetas. Nós ficamos uma vez juntos e sei-lá-o-que aconteceu depois. Acho que ela se afastou e eu também.

Mas senti um frisson novamente.

Sua voz é tão acolhedora e ela tão doce… além do restante …

Retornei imediatamente a aula.

Hoje à noite, quando me reunir com dois amigos, pedirei conselhos: ligar ou não, onde levá-la, o que não se fazer… Enfim, eu e os amigos jogaremos papo-furado, pois já decidi que irei ligar e ja´sei o restaurante italiano a levá-la.

Só falta combinar com os Deuses do Olimpo!

Freud escrevia bem, ora.

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Freud escrevia bem, ora.

Caí na lábia de um excelente blogueiro e comprei a coleção standard do Freud (24 volumes) por uma bagatela.

Depois de ler os títulos e alguns índices, já separei cinco dos livros  para ler, pois são irresistíveis.

Desde de uma resenha sobre o Dostoievsk , passando noutra pelo Leonardo da Vinci, e aqueles famosos trabalhos do ilustre homem tais como “O Mal-Estar na Civilização” , ‘Moisés e o Monoteísmo” e afins. 

Claro que não irei ler todos os volumes. Mas pelo que li de anteontem para hoje o homem escrevia bem e de modo claro. Bom, não sei se dei sorte de não ter lido ainda nada de psicologês puro, mas estou ainda me deliciando. 

Ainda quero comprovar se é verdade:  lembrei de uma frase do jornalista meio-maluco, o Paulo Francis: “Os casos do Freud são as melhores estorinhas de sacanagem que já li”    ..hahaha…  Veremos!

Quase todos loucos.

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É certo que boa parte das correntes da psicologia e psiquiatria garantem que todas pessoas são meio loucas. Sem novidades ao senso comum até aqui.

A corrente que tive mais contato, porém, vários de seus membros  me apresentaram os seguintes dados:louco_barroco_denise_martins_2005

- segundo a OMS, somente 10% das pessoas são normais, ou seja, teriam um estrutura orgânica-psíquica sadia. Os outros 90% seriam psicóticos;

-   A normalidade seria a capacidade de aceitar o mundo como é, sem distorções, basicamente;

- O tratamento dos 90% de psicóticos é feito por medicamentos -se estiverem em surto- e na base do condicionamento fóbico, ou seja, fazendo o sujeito se sentir com medo, para conter sua psicopatologia;

- Haveria graus de elevação ética: desde da infância até  ética do adulto que poderia ser comunitária, cósmica e sei-mais-o-quê;

- “Loucura” e grandes talentos não estão necessariamente ligados, ou melhor, é bem melhor ser normal que demente genial, uma vez que loucura é sofrimento e  é hoje muitas vezes evitável;

- E …;

Bem,  há inúmeras outras coisas complicadas e brilhantes – e até perigosas- de se falar num blog, que recomendaria a leitura de alguns livros, que terei o prazer em passar a bibliografia a quem se interessar.

Enfim, estou resumido de modo bem grosseiro o que aprendi de tanto ouvir e ler sobre esta corrente de pensamento, até para não entrar na seara alheia, que acabo sempre fazendo um pouco…

Fazenda. Carnaval.

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De domingo até sexta-feira passei a semana do Carnaval na fazenda.

Fazenda que pertencia aos meu avós paternos, que por sua vez era uma pequena parte das terras que pertenciam a um tio-bisavô. Ao menos é o que dizem meus familiares.

A casa grande é mais recente, do início dos anos 40 do século que passou.

Ela ja foi abandonada  por anos após morte de minha avó. Meu pai a herdou e a reformou geral. E depois fez nova reforma mais superficial.

Ela, a casa grande, é como um solo sagrado para toda a família. Pai, o décimo e ultimo filho de meus avós, nasceu lá. Várias gerações de tios que lá moraram ou nasceram, bem como gerações mais antigas de primos que lá viveram suas infâncias, todos sentem-se apegados a ela.

O magnetismo da casa impressiona. Não que seja grande de fato, nem sequer muito bela, dependendo do ângulo, mas há muita carinho pela construção, pelos arredores, pelo rio, pela mata, pela história familiar. Só se pode imaginar o que já se passou por ali, quantos causos ali ocorreram. Eu mesmo já ouvi inúmeros, mas minha memória não é confiável.

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Por que I… é tão ruim (I)

I…. é tão ruim que chega ser covardia falar mal desta espécie de Dogville”, do Alto Paranaíba.

O clima que já foi agradável converteu-se na maior parte dos meses num semi-árido. Claro que há chuvas, mas não há árvores nesta pequena cidade. A Praça da Igreja Matriz é agradável e serve bem aos que por lá perambulam, uma exceção que deveria ser a regra.

Uma cidade tão pequena, mas não-pobre, como é I…, deveria ter um sistema de transporte público decente. Não que seja necessário andar muito, pois é tão pequena que de carro pode ser atravessada em menos de dez minutos – se não houvesse semáforos, por exemplo. Quem pode, usa táxi ou o carro próprio. Ao invés de meia dúzia de ônibus usados e barulhentos, poderiam também haver vans ou até bondes. Ou melhor: apenas ônibus agradáveis, pontuais e rápidos; e pontos de ônibus confortáveis: já seria um bom começo. Isto, claro, depois da prioridade máxima que seria um bom sistema de transporte que servissem aos idosos e crianças no campo e cidade.

Outro problema, na zona rural não há total cobertura de celular e de telefones fixos. Isto é um transtorno que gera muitos gastos e perdas de vidas.

Aliás, deveria haver um sistema de emergência para ajudar acidentados compostos por voluntários, servidos por rádio, celular ou internet. Nada complicado. Por exemplo, o sujeito sofre um acidente na zona rural e liga imediatamente a um número de uma “defesa civil” gratuita para acionar, de prontidão, vizinhos ou quem esteja por perto, numa espécie de rede, até que por fim lhe fosse enviado uma ambulância, ou, se fosse o caso, um mecânico, um guincho ou o trator a fim de resgatá-lo.

E há a  necessidade de estradas vicinais que permaneçam transitáveis durante o ano todo. Fica-se sempre na dependência de estar no agrado de algum político, ou algum cacife metido a poderoso, do lugarejo, para que mande passar alguma máquina de terraplanagem para consertar a estrada esburacada.

Falar em política é como “pisar em ovos”. Há sempre apenas dois “times políticos” na cidade: os contra e os a favor do antigo prefeito (seja já quem for!).  Há empregos e, portanto, sobrevivência em jogo, assim qualquer dito desagradável pode custar muitas coisas e gerar desafetos nos mais estranhos cérebros. Enfim, coisas de roça.

Aliás, a “fofoca” na cidade é o que há de melhor e o pior naquela cidadezinha em quase eterno veranico.

Imagens pessoais (e, quem sabe, até vidas) são desfeitas ou destruídas pelos fofoqueiros de plantão. E como há está raça por lá, em I….!

Por outro lado, se é amigo das pessoas mais informadas, fica-se sabendo de informações relevantes, indispensáveis nos eternos jogos de amor e de guerra que pulsão secretamente nesta cidade.

Algo que  me intriga: Por que alguém moraria em I…? Mas noutro artigo, noutra hora, termino o raciocínio…

A máscara estafante que é o sorriso.

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Nada mais lindo que um belo sorriso de mulher, ou mesmo de homem, admito. De um casal feliz. De uma criança feliz. Aliás, só sabemos que estas estão felizes quando estão sorridentes – como sabemos dos cães ao abanarem o rabinho.

Tudo lindo. Sorrir, de fato, atrai outros sorrisos, num círculo virtuoso de gentilezas recíprocas.

Aquela pessoa será simpática, num primeiro contato, se sorrir bem nos momentos certos. Ainda que não diga coisa com coisa, fica dela a imagem do sorriso. “Fulano(a) é legal”, dirão dela.

Mas ai daqueles que não sorriem! São infelizes, mal-amados ou, até, esnobes. Ou, pior dos piores, “muito sério”, portanto hipócrita, pois ninguém é mais “sério” hoje.

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Arte de se pre-ocupar.

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Sou um artista. Minha arte é estar sempre preocupado. Pré-ocupado.

Quem acha que me conhece, se engana ou fica confuso. Aparentemente calmo e sem visíveis grandes  problemas na vida, eu sempre arrumo algo para me preocupar. Sou, digamos, tarado por problemas.

Não procuro –necessariamente- problemas matemáticos, científicos ou relevantes à humanidade. É simplesmente um desejo irrefreável de não querer (ou temer) me sentir tranqüilo. Serve qualquer motivo, desde que me distraia da mania imperiosa encontrada na alma de alguns malucos: a de querer sossego na vida.

Esta mania de estar de bem consigo provavelmente começou com os gregos antigos com seu conceito de felicidade: a eudamonia: um estado misto de prosperidade terrena com harmonia interior.

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Sagrado e Profano.

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Sagrado.

Como prometido noutro post, fui atrás de M. Como disse, eu tinha um plano mirabolante.

Plano: era simplesmente ir na Igreja que ela frenquentava, e que na época do namoro eu fora junto algumas vezes.

Horário da missa: 11 da manhã. Aos domingos. Padre: um frei holandês que se identifica, em parte, com teologia da libertação. Ele tem uns 70 anos, para cima.

Adiei minhas idas a Igreja desde daquele post, porque não estava conseguindo acordar antes das onze no domingo.

Ontem acordei a tempo. Fui à missa. Minha mãe quis ir, não concordei de imediato, contudo como não acreditava que iria realmente encontrar M. por lá, asssenti e a levei. Além do que minha mãe precisava sair um pouco de casa.

Chegamos lá, igreja quase lotada, olhei ao redor, muitas gatas, e não vi M. Sentamos nas bancandas finais.

Inicia-se a missa. Meus olhos seguem sem querer um vulto a minha direita: era ela. Ela me cumprimenta com um balançar de mãos. Eu retribuo com um leve movimento de cabeça. Ela por um instante quase para a nos cumprimentar, mas continua seu trajeto no corredor ao fim da Igreja.

Ela senta-se ao lado de uma  amiga, a Cris, na fileira do meio e, agora, poucos metros a frente de nós, à esquerda. 

Lembrei que já estive com as duas ali, algumas vezes, e sinto certa saudade. Do quê elas conversam?

Missa ainda no início. O carismático frei inicia um dos seus belos sermões, mas foi rápido: 15 minutos. É o fim da missa para mim na prática, pois só gosto dos sermões dele. Aquele levanta e desce do banco e a leitura do livreto da missa em conjunto com as demais pessoas me entediam um pouco.

Quando estava com M., sua religiosidade me contaminava e a missa passava rápido. Leio o folheto da missa para me distrair, e há sempre um texto com algumas reflexões a mais do frei, que são belas, humanistas. Hoje para variar ele deu umas alfinetadas no Papa e seus dogmas. Condenou o preconceito contra homossexuais e falou sobre o perdão. Noutro dia falo mais desta  ótima “figura”, ou, ao menos, o que ele aparenta e desperta em nós.

Mas ao fim da missa, olhei para M. e sua amiga e percebi que elas estavam esperando sentadas, como de hábito, a multidão sair da missa. Pensei em fazer o mesmo, e ir conversar com ela, mas algo (timidez? ou medo de rejeição?) me impediu, achei que não seria pertinente talvez. Fomos embora. 

Será que ela mudará o horário da missa? Duvido. Eu que talvez não volte a vê-la, nunca mais.

Profano

Vi  na Igreja  uma das mais belas gatas do meus tempos da época de faculdade. Rejuvenesceu e esta mais linda e, parece, acessível. É só um palpite, mas acho que se o destino ajudar, dá jogo: que cabelos negros e que corpo… além de paracer legal. Já devo tê-la cantado na faculdade ou, ao menos, tentado, mas acho que ela namorava uma cara de uma banda… e gostava muito dele.

Mais Profano

Noite anterior, sábado, passei feito relâmpago num niver por nem trinta minutos, só para cumprimentar minha amiga e lhe deixar uma lembrança. Como desculpa inventei que estava indo encontrar com a Pat -que na real estava viajando.

Saí do Vinicius, desci a rua dele que abundam inúmeros bares chics e outros restaurantes. Pensei em entrar em alguns para ficar, outros só dei um rolé dentro para ver o movimento. Gatinhas mil, eu vi. Mas continuei descendo a rua e liguei a uns amigos. Estavam saindo  do show de uma banda de trio elétrico, e iam um  famoso bar de fim de noite, lar dos boêmios, mas demorariam para chegar lá.

Eu, que já desviara um pouco do caminho, e estava a pé,  vi um bordel conhecido, de luxo. Não resisti: Continuar lendo »

Eu ainda leio o Olavo de Carvalho, JB (I)

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Eu ainda leio o Olavo de Carvalho, JB.

Digo “ainda”, pois mesmo discordando de sua visão política “direitista”, simplemente é indispensável – nem que seja ao meu humor.

Acho que houve certa decadência nos seus artigos. Gostava dos textos filosóficos dele. E há  indicações de leituras interessantes nos seus artigos (ex: Victor Frankl) e, às vezes, naquele programa de rádio meio doido que é irradiado dos EUA nas segundas à noite.

Não gosto daquelas preocupações estranhas como Fórum de São Paulo ou FARCs ou Conspirações. Não, não gosto de ler sobre estes assuntos: não que não sejam factíveis, mas cansei do assunto e pronto. Não suporto o tal Mídia sem Máscara -se ainda existe- com aquele amontoado de pseudofacistas.  Sem falar na tentativa sempre meio orquestrada de fazer medo na população, de um modo geral. Coisas de gente que se acha manipuladora, que fazer medo é o melhor modo de governar ou de se manter uma pessoa na linha…

Mas sobre o Olavo. Quando o li a primeira vez, há anos atrás, não consegui desgrudar da tela do computador enquanto não terminei a leitura de todos os artigos do seu site. Eu ri muito e concordei com ele em muitos pontos, inclusive filosóficos. Era alguém dizendo o óbvio ululante sobre vários assuntos e cutucando gente “grande” com classe. Isto mesmo, acho que o Olavo tinha classe nos seus artigos. Se vc pensar no programa de rádio da Net, com aqueles xingamentos todos e obsessões sobre certos assuntos, dá para não acreditar. Mas ele escreve educadamente. Seus xigamentos são incríveis, nos artigos. Lembra até o Karl Marx, pois este escrevia sobre alguém usando sempre “Sr.” e gerando adjetivos criativos como “cabeça de toucinho” ou equivalentes, como o Olavo faz.

(Li apenas uns três livros do Marx, e nenhum era O Capital, que dizem ser meio intragável)

—- continuo depois —

Matriculei-me num dos sites de relacionamento.

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Matriculei-me num dos sites de relacionamento que há pela “rede brasileira”. É um site de relacionamento normal, não daqueles especializados em sexo -  que já comentei noutro post.

Estou estranhamente empolgado. E logo agora que praticamente estou a iniciar um namoro. Veja só que canalha me saio!

O site é um destes “PAR – sei-lá-o-quê” ponto “com”, ponto “br”. 

Há muitas russas lá. Recebi uma mensagem, através do site, de uma bela russa querendo que dialogassemos via e-mail. Logo depois coloquei minha foto lá e não sei se a espantou, pois até agora ela não me respondeu o segundo e-mail. Pode ter sido artimanha do site a fim de capturar clientes com um peixão daqueles dos lados de Moscou. Só assinei o negócio por um mês, para ver se marco um encontro com uma daquelas – da Rússia. É coisa inocente, não irei lá mesmo!

Há mulheres difíceis por lá! Uma paulistana ciente da própria beleza já deixou um aviso que só quer saber de sujeito em “forma”, que nem ela própria, e com sálario acima de 30.000 ao mês e com titulação mínima de PHD.

Não deve conhecer o Brasil, ou o cara ganha 30.000 ao mês ou é PHD, a segunda opção exclui a primeira. Bem, pensando melhor, com grana vc até pode conseguir um PHD…

Não é meu caso. Longe de ser pobre, claro. Mas meu MBA  da FGV que não peguei o diploma por não entregar monografia no prazo, não conta oficialmente. A Pós que faço atualmente não me garante ser classificado no site como “pos-graduando”, pois não há tal opção, só de “pós-graduado” em diante… Claro, poderia cá mentir, mas mentir é sempre ruim pois dá muito trabalho e tem que ter boa memória. Assim, evito sempre que possível mentiras.

Retornemos ao que interessa ao leitor: o site de relacionamentos.

Pois bem, darei notícias de tempos em tempos sobre o que acontecer por lá. Como me matriculei ontem, ñão tenho muito a dizer. Mas se alguém estiver curioso, mande uma pergunta e, discretamente, posso contar mais detalhes.

____ X _____

dia: 13/02/09

PS: As russas podem ser FAKES ou até GOLPISTAS.

Recebi a resposta da belezoca russa a quem respondi ontem e, veja só, me mandou um e-mail que parecia uma carta dos velhos tempos, e num inglês propositalmente incorreto.

Mandou-me sua foto também: mais linda ainda em preto-e-branco.

Mas, observe, leitor: ela não me respondeu nada do que perguntei a ela, só indiretamente.

Desconfiado, digitei seu domínio de e-mail na internet e pimba: achei um sujeito brasileiro que reclamava e dava a listagem de uma série mulheres russas usadas no site de relacionamentos que entrei e que, pelo o que entendi, tentam arrancar o máximo de informações sobre vc (ou eu) e por algum meio lhe tira o dinheiro… É …um verdadeiro par-imperfeito.

Fique esperto, leitor.

Blog inspirador

Li, agora a pouco, um blog inspirador.
Admirei seus posts: de parágrafos curtos e textos em adágios.
Não o citarei.
Mimetizá-lo me parece um grande desafio.
Contudo, tem ele seus defeitos, ainda que levemente radical  e contundente, mas inequivocamente ideológico.
Os links dos sítios (ou sites) que no meu blog faço menção são quase sempre ideologicamente definidos, da esquerda à direita do espectro, algo facilmente perceptível penso.
Faço tal ressalva pois gosto do equilíbrio, o que desgosta aos imaturos.
Não sou puro, nem  pretendo pureza, não se deduza porém que seja demais insensato pelos meus desatinos, às vezes, aqui escritos.

Crise econômica (opinião).

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Não sei“, é meu resumo sobre o que está acontecendo ou ocorrerá na economia mundial.

 Porém …

… Minha sensação, meu feeling - é que o pior já passou lá num dos epicentros principais da confusão (EUA).

Com o plano de estabilização aprovado (aproximadamente USD $860 Bi), mais os novos USD $ 1,5 Tri ao Sistema Bancário, e toda liquidez  já antes posta em circulação por diversos  Bancos Centrais no planeta, a situação deve melhorar.

Não sei quanto de grana vai parar em Main Street -economia “real”- mas a confiança está retornando.

Algumas notícias dão nota de que só em 2010 os EUA se recuperarão, as otimistas.

Não duvido, mas já o círculo vicioso, creio, começou a ser quebrado.

Os mercados financeiros já reagem antes aos anúncios e o fato de terem caído ontem não quer dizer que não aprovaram o plano, como noticiou certos jornais televisados. Já podem ter precificado antes a aprovação (ainda que apertada) do plano de estabilização -pois houve sucessivos dias de alta nas bolsas- e a queda de ontem pode significar a realização dos lucros geral, ou seja, muitos resolveram vender suas ações e houve a queda geral do Ibovespa e semelhantes mundo afora.

Não creio que Wall Street não esteja preocupado, pois está levando toda a culpa.

Quero saber que mudanças fundamentais ocorrerão nas finanças internacionais, nas regulamentações, e no funcionamento do mercado acionário (o cálculo dos valores acionários e nas análises de risco das empresas, por exemplo).

Talvez as antigos métodos de cálculos de viabilidade econômica ou mesmo de avaliação de empresas sejam substituídos por novos. Quando ocorrerá isto?

Acho que o Brasil sofrerá mais que a “marolinha”, como já está ocorrendo com alguns setores e aumento de desemprego, mas não estou pessimista. Vamos escapar desta logo. O esforço global dos governos e os fundamentos sólidos da nossa economia vão agüentar o tranco com certo vigor, mas muita gente boa vai perder o emprego até lá.

É óbvio que, como eu disse, é só um sentimento pessoal, não sou profeta, e não conheço um pessoa que entenda ou saiba o que ocorrerá.

Exocientistas finalmente estão descobrindo o óbvio.

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Terra e um Exoplanet

Terra e um Exoplanet

Notícia da BBC Brasil diz que cientista estima a existência de até 38.000 planetas com vida inteligente.

Ora, pombas,  nossa Galáxia (A  Via Láctea) têm centenas de bilhões de estrelas e há centenas de bilhões de galáxias no nosso Universo. A vida é abundante na Terra, já existiu ou existe em Marte ou mesmo em luas como a Europa,  de Júpiter. Ou seja, só no Sistema solar três astros com vida ou quase.

Não, senhor leitor, as probabilidades já estavam a favor da existência de vida (ainda que não-inteligente) antes mesmo da descoberta dos 330 planetas fora do sistema solar – só em nossa Galáxia.

Vida inteligente é mais rara, mas há muitas na Terra, mesmo entre humanos. Talvez baleias, gorilas, golfinhos, cães, porcos, etc - talvez- sejam ainda mais espertos que muitos imaginam. 

É  claro que há possibilidade enorme de haver vida inteligente e, portanto, comunicável em outros planetas. Se faremos contato é outra história. E, caso seja possível, não sei se  isso vai acontecer logo. Meu chute: ainda viverei para presenciar isso. Oxalá!

Acredito que com a mudança de ares política nos EUA, chegou ao fim o período obscuro para a Ciência mundial. Os fundamentalistas religiosos e os ignorantes arrogantes devem retornar ao silêncio sobre tais assuntos, mesmo que sejam maioria. Ela  – a Ciência- já pode sair novamente das catacumbas e mandar vêr (com ética, é claro).

Pequena observação sobre filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”

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Li umas críticas legais tanto a favor como  … a favor… pois todo mundo gostou em algum grau deste filme.

Só queria perguntar se alguém concorda que a película (“O Curioso Caso de Benjamin Button” ) lembra o “Forrest Gump”, pois:

- O herói é um sujeito diferente;

- É menosprezado;

- Vai conquistando meio sem querer, com ajuda do destino, uma tantas vitórias na vida;

- Perpassa por alguns acontecimentos históricos;

- Namorada de infância (ou velhice) é  a paixão eterna da vida dele;

- Herói é branco e famíla é negra (ou tô me confundindo?);

- Herói fica rico meio por acaso;

- E o personagem é um homem bom e tranqüilo;

Há outras semelhanças, só que não me lembro bem do Forrest Gump.

Notou algo assim, leitor?  Há algo na filmagem ou na música também, mas teria que rever o “Forrest Gump”, algo que não farei tão cedo.

Baixa de nível do blog.

Tudo bem. Não era grandes coisas cá o blog, mas não era preciso que eu exagerasse ao colocar posts com conteúdo e títulos como o último “Putólogo amigo” .

De qualquer modo, saiba que não atraiu quase ninguém para cá, possivelmente espantou meus melhores e poucos leitores. Quiça não retornem dia algum.

Enfim, também não coloquei nenhuma tag de buscas, fiz só umas tentativas de comunicação com outros blogs, mas não deram certo.

 Quê fazer?

Penso em me concentrar num tipo de assunto: economia ou política, literatura ou qualquer outra bobagem. MAS, quando criei o blog, não tinha outra conotação que não fosse meio confessional como tantos por aí. Sobre o quê desse na telha, eu escreveria. Tentarei continuar assim. Mas devo confessar que 1/4 na contagem dos quase 450  inter-loucos que passaram por aqui se devem aparentemente a dois ou três posts apenas, que falam sobre SEXO, como naquele  qual eu indagava sobre o funcionamento dos sites de  relacionamento sexual grátis. É muito gozado isto… Sem duplo sentido. 

E uma das minhas mais legais leitoras (e/ou comentadoras) sumiu do universo… Onde estará?

Putólogo amigo.

Putólogo é um conhecedor de mulheres de “vida fácil”, putas enfim.

Todo cara tem um amigo que entende deste assunto. Ou acha que tem.

Alguns conhecidos pensam isso de mim. Afinal pensam que estou solteiro – eles ainda não conhecem a Pat- e na percepção deles devo viver na gandaia “brava”.

Pior que pegou a fama, já era.

Saí já com tais mulheres, diria até que mais que o normal, mas não o anormal para alguém solteiro e em situação financeira boa. E já aviso, não sou cara feio. Já fui até, em priscas eras, digno de certo assédio.

Vc percebe que isto está ocorrendo – que vc é o tachado de entendido neste assunto- quando numa festa, por exemplo, lá pelas tantas aquele grupo de “amigos”, geralmente de homens casados ou afins, vêm lhe pedir dicas:

- Vc que tá por dentro da putaria, do metiê, diz aí …

ou

-  Dá última vez que vim aqui, nesta cidade, dancei até no mastro com a mulher… e subi no “queijinho” para dançar com algumas delas… Sabe de um local mais legal? Quais? E anda QUANTO? … Mas das BOAS…

- Bom, não sou tão entendido assim, usa a Net, dá uma olhada nos sites, tá cheio por aí, tá uns R$250,00, por aí…

Pior que neste momento suas amigas (e também mulheres destes amigos, às vezes)  estão ao longe, batendo-papo com outras pessoas. E vc se sente sacana: “Eu contribuir para a chifragem de fulana?” ”Que estes filhos-da-puta tão pensando que sou? Sentem inveja e ao mesmo tempo me rebaixam a um relés quase gigolô ..”

- Olha só, vcs “compremetidos” sempre pensam que o solteiro está num paraíso, que vcs pensam estar cheio de belas putas… Não, eu estou atrás de alguém, de companhia legal e vcs me difamando por aí e … (Não, esta última frase eu não diria nesta situação, mas só pensaria).

Podem eles pensar o que quiserem, detesto sair em grupo para gandaia “brava”. Vou só. Mato a vontade que está me tirando o sossego e fim-de-papo. Discreta e, talvez, hipocritamente, não gosto de comentar com outros. Em último caso, comento a um ou dois dos melhores amigos. E com vc, discreto leitor.

Qualidades delas são meus defeitos.

Namorei com algumas mulheres na vida e percebi que nos complementávamos – eu e cada uma delas- do seguinte modo:  meus defeitos eram nelas uma das principais qualidades.

Por exemplo, a grosso modo: sou preguiçoso – ou melhor, o tempo é diferente para mim.  Já minha atual pretendente a namorada é trabalhadora almost workaholic. Levanta cedo, às 7 horas ela já está na academia, todos dias antes do trabalho, e chega em casa às nove da noite. Dorme antes das dez e acorda às 5 horas, caso eu não apareca por lá na noite anterior.

Outro exemplo: antiga ex era extrovertida, eu, tímido,  ao menos, introvertido…

Por aí vai.

Because the Sky is Blue …

Adoro esta dos The Beatles:

                Because.

                Because the world is round it turns me on
                Because the world is round – Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.
                Because the wind is high it blows my mind.
                Because the wind is high - Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.
                Because the sky is blue it makes me cry.
                Because the sky is blue - Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.

Conservadores e Liberais. Que m… é esta?

Faces de Jano

Faces de Jano

Ok. Nos EUA é esta a divisão política, que no Brasil pode ter conotações opostas . Ex: liberal= liberal econômico e, por sua vez -ou por mágica- é conservador.

Não gosto de divisões, sou meio unificador.

Não sei até que ponto tais divisões são científicas ou apenas um modo de rotular quem torce para este ou aquele “time” político.

Meu “laboratório” é uma cidade do interior onde conheço muita gente.

Lá há a oposição e a situação. Pronto.

Eles brigam por cargos basicamente – e seus benefícios. E não é brincadeira, pois a sobrevivência de muita gente depende disso. Brigam, muitos,  também por acharem sinceramente que seu “lado” é melhor para cidade.

Escrevi um artigo para um jornal de lá. Não, dois artigos. Gostaram dos artigos mas só publicararam um deles pois o jornal (cujo editora é uma amiga) é do “lado” do prefeito eleito e me disse que este ficaria com raiva de mim, até pessoalmente. Disse-lhe, eu, que não estava nem aí, mesmo porque não escrevera nada de mais, só contei o que ouvira por lá, nos bares e residências onde estive, sobre últimos acontecimentos da política local.

O outro artigo, dizem, foi publicado. Ainda não li o jornal. Mas era um artigo que falava sobre a história política americana.

Mostrei a amigos e parentes o primeiro artigo que não quiseram  publicar e todos o adoraram, mas muitos deles pediram-me para não insistir na publicação para não lhes dar dor de cabeça, uma vez que por eu ser da família XYZ, mesmo que nunca tenha morado por lá, já tinha “lado” de berço.

Como já disse, leitor, conversei com a editora do jornal. Gostou dos artigos, mas só poderia publicar um deles.

Não sou jornalista, e nunca publiquei artigos. Minha vaidade agradeceu. Mas o segundo artigo, o que talvez tenha sido publicado, era bem pior que o primeiro, pelo menos aos olhos dos amigos daquela cidadezinha aos quais os mostrei.

Bom, desculpe-me, leitor pois deveria ter falado sobre “conservadores e liberais”, mas isto ainda me parece invencionice de filósofos-jornalistas-sociólogos.

Até porque a maioria de nós é a tal “metamoforse ambulante”  (dizia o cantor Raul Seixas), não é mesmo?

Os sentidos da vida.

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fundos-coloridos1Quero fazer um  mestrado em filosofia ou psicologia. Só para compreender melhor a necessidade de um sentido à vida -se tal necessidade existe. E,  principalmente, DE QUÊ MODO o sentido da vida que devemos escolher OU DESCOBRIR ao longo da vida, nos dá  perspectivas e alento,  e como lidar com os imprevistos e obstáculos ao tentar realizá-lo. 

Há “leis” para se viver melhor?

Seguir, ou procurar a verdade de si mesmo e do mundo, é sempre bom? Caso afirmativo, é isto  uma “lei” universal?

Seguir o caminho reto é correto? O que é isso então? …

Qual o valor do sentido da vida, além de simplesmente vivê-la?

Para alguns: Servir ao próximo (ainda que remuneradamente)…;

Alguns: amar e ser amado;

Alguns: viver como se não houvesse amanhã.

 Outros: viver como se só existisse o presente. Sem PRE-Ocupações…;

Outros: criar… participar da cultura humana;

Eu? ainda estou a aprender!

Quando dobram nossa “espinha dorsal” ética

Jacqueline ficou ligeiramente indignada com comentário que fiz.

Eu fiquei um tanto sem graça de ter me metido na estória dela e dado palpite errado nos comentários.

É horrível quando uma pessoa num nível ético, digamos, duvidoso – como o que vos escreve- se mete a dar conselhos a alguém mais digno.

Pelos seguintes motivos:

- Porque inconscientemente ou não quer que os demais vejam o mundo na feíura que o indigno o vê;

- Não percebe que há pessoas mais inocentes e dignas, que não rezam por sua cartilha;

- Há um prazer secreto (ou não) em trazer ao esterco aqueles que lá não estão;

- Muitas vezes nem sequer percebe (o indigno) sua decadência ou indignidade;

- Muito menos crê que outros possam ser diferentes ou quando acredita nisso, acha que é só uma questão de tempo ou  imaturidade;

-  Às vezes, a intenção pode ser até boa (mostrar a sua falta de malícia, por exemplo), mas será boa mesmo?

- Há outros motivos para se querer dobrar a “coluna vertebral”  ética de uma pessoa;

Mas os motivos são infinitos, só acho que citei os principais…

—-X—-

Só espero que a Jacqueline não deixe de freqüntar este blog , senão ele ficará mais ainda às moscas. :(

— X- —

Ps: Mudei o título pois não estava bom e correto. Tinha usado “coluna vertebral” ao invés de “espinha …”. Enfim.

Dose saudável de infelicidade

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“Dose saudável de infelicidade”, sim, pois na mesma frase ”saudável” e “infelicidade” poderiam conviver pacificamente lado a lado.

Imaginar a todos como passíveis de serem felizes full time não é sensato. Ainda que em nossa era dos fármacos mentais certo sofrimento indizível deva ser evitado e extirpado, restará sempre a dose de amargura a nos lembrar que somos o que somos: criaturas emocionais, cuja razão, intermitente, não domina os acontecimentos e que nos sujeitamos a imponderáveis variáveis.

Certa vez perguntei a minha tia-avó se ela era feliz (eu, na época, não concebia alguém infeliz, exceto aqueles óbvios deserdados do mundo, não as pessoas “normais”). Ela me respondeu com uma pergunta: “O que é ser feliz?” Mas seu irmão, meu outro tio-avô, se intromenteu na conversa e disse que havia apenas “momentos de felicidades” . Chocado, fiquei amargurado … por alguns minutos. Mas jamais me esqueci disso.

Há poucos anos atrás porém pude vivenviar uma tal dose cavalar de confusão mental e, digamos, infelicidade, que tornei-me então medroso, mas realista e, sim, concordei com meus avós, mas fui além, concebendo a felicidade como algo tão, mas tão frágil, que deveria ser, na vida diária, uma raridade na vida humana, ainda que maioria fosse inconsciente de tal fato.

Hoje, em 2009, não acredito mais nessa tal fragilidade da felicidade. Ou melhor, penso que ela parece frágil quando saímos de um período nebuloso, mas que ela pode ser fortificada e realimentada -por amizades, remédios, sexo, trabalho, estudos, metas e sei-lá-o quê-mais.

Mas felicidade o que será? Estou a pensar numa definição…. não a encontro .. mas, somente, um conjunto de simples palavras: um bem-estar, uma alegria de viver, uma perspectiva de futuro, pensamentos não-mórbidos, um viver místico e contemplativo, ou mesmo amar e ser amado…

Mas jamais a dose de amargura, nossas trevas, deveriam ser extirpadas, pois tão empreitada seria impossível e desumana. Imagine um mundo só de pessoas felizes ao mesmo tempo, cada um realizando ao máximo seu potencial? Seriam “felizes”? Não, pois, às vezes, nossa felicidade pode depender da infelicidade do vizinho. Se esquecermos esta última frase que digitei: ainda assim seríamos felizes? Não, novamente, pois ao nos realizarmos alcançaríamos a apatia que os psicólogos dizem atingir aqueles que estão totalmente frustrados assim como aqueles que se realizam totalmente conforme seus ideais…

É, o tema é complicado.

Ernesto Sabato, por onde andas?

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Ernesto Sabato

Ernesto Sabato

Não sei por onde anda o escritor argentino Ernesto Sabato.

Digitei no google seu nome e  somente li a primeira página de resultados das buscas. Além da onipresente Wikipédia com dois artigos dedicados a ele, chamou-me a atenção notícia da “Folha de São Paulo”, de 13-11-08 , que nos conta que a casa do ilustre escritor fora assaltada, lá,  em Buenos Aires.

Se estiver tudo bem com Sabato, ele fará 98 anos de idade em 2009, pois é nascido no longínquo 1911.

Adoro Ernesto Sabato. Claro, não  acompanho sua vida, mas os livros que li dele me fizeram admirar seu talento, cultura e idéias.

Não li ainda todos os seus livros -aliás irei atrás de dois ou três deles assim que terminar este post.

Recomendo, a quem interessar, alguns dos seguintes  livros de não-ficção: 

 - Homens e Engrenagens (1945);

- O escritor e seus fantasmas (1963);

- A resistência (2000).

Comenta-se bastante sobre seu romance Sobre heróis e Tumbas (1983). Tenho este aqui em casa mas não li por preguiça.

Há outros livros dele. Os que pretendo adquirir hoje são: Antes do fim; Heterodoxia,; e/ou Uno y el Universo (este de 1945), todos não-ficção.

Noutro dia escrevo sobre os três livros que recomendei acima. Alerto que se vc, leitor, ao contrário de mim, tem amplos conhecimentos sobre arte, se deliciará mais com o primeiro  que recomendei (e o compreenderá melhor). Precisará sem dúvida de uma bagagem de  filosofia e ciência política. Vale a pena.

Li, alhures na Net , que os livros do Ernesto são da categoria “matemáticos arrependidos”. Pode até ser, pois ele, que era Físico de sucesso até fins dos anos 40,  se desiludiu com a Ciência e foi se dedicar às artes plástica e literária.

Faça o teste, leitor. Procure se informar sobre ele no Wikipédia e quejandos, se não o conhecer. Vale a procura.

M., estou com saudades.

M., se vc lê esta droga de blog, saiba que irei atrás de vc neste final de semana. Já tenho um plano mirabolante. Estou com saudades!  Quero conversar, bater papo com vc,  só isso. Seremos amigos, tenho certeza que vai ser legal…. Onde vou achar uma (amiga) tão brilhante e loquaz???

Não agüento mais este mundo estranho e … silencioso …. ou este barulho burro… vc é uma luzinha nele.

Bjs.

Guardar o Discurso de Obama: só para checar depois.

Tradução do blog Conversa Afiada.
 

 

Leia abaixo a tradução do discurso:
“Meus companheiros cidadãos:

Estou aqui hoje sujeito à tarefa diante de nós, grato pela confiança que me foi concedida, consciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço o presidente Bush por seu serviço à nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo dessa transição.

Quarenta e quatro americanos agora já prestaram o juramento presidencial.
Essas palavras foram ditas durante ondas crescentes de prosperidade e águas calmas de paz. E, de tempos em tempos, o juramento é feito em meio a nuvens carregadas e tormentas violentas.

Nesses momentos, os Estados Unidos prosseguiram não apenas por causa de nossa habilidade ou pela visão daqueles no alto escalão, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos ancestrais, e fiéis aos nossos documentos de fundação.

Tem sido assim. E precisa ser assim com esta geração de americanos. Que estamos em meio a uma crise é bem conhecido agora. Nosso país está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio.

Nossa economia está gravemente enfraquecida, consequência da ganância e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também um fracasso coletivo nosso em fazer escolhas difíceis e em preparar o país para uma nova era. Continuar lendo »

Bem antes de Obama, houve Lincoln.

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Obama e Michelle no Memorial de Lincoln

Próximo à posse do primeiro presidente negro dos EUA, Barack Hussein Obama, que ocorrerá  amanhã, dia 20 de janeiro de 2009, caberia uma reflexão sobre um homem que entrou à História por ter libertado os escravos naquele país e que tornou possível, hoje em dia, a eleição de um presidente independentemente da cor da pele.

Trata-se de Abraham Lincoln, presidente dos EUA por dois mandatos (1861-1865) – assassinado durante o segundo mandato por tiros quando assistia a uma peça de teatro.

Particularmente o considero um dos maiores benfeitores da humanidade: ele, Abraham Lincoln, o 16º presidente norte-americano que aniquilou a escravidão no seu país.

Há inúmeros candidatos para benfeitores da humanidade. Escolha o seu, leitor.

Noves fora os fundadores de religiões e personagens de livros sagrados dos variados credos, quem seria a você, leitor, o grande homem (ou mulher) que já pisou sobre a Terra?

Pensei nos grandes cientistas que desbravaram o ser humano –como o Freud ou Jung- ou naqueles que descobriram a cura de moléstias terríveis – como Sabin ou Paster. Continuar lendo »

Conversão de uma bela mulher e Jung outra vez.

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Estava dirigindo perto de minha casa, indo a um curso, quando vi a Jack caminhando na calçada.  Buzinei, gritei seu nome, ela me reconheceu, e como não dava para parar o carro naquele local, por meio de uns gestos combinamos de nos encontrarmos depois do cruzamento:

- Jack ? Vc está indo prá lá, ali ?…. tô estacionando lá..

Estacionei o carro na primeira vaga possível e fomos um na direção do outro.

Nos cumprimentamos. Antes, sem querer, notei que ela estava com saia comprida, as que deixam tornozelo e só parte da perna -bela perna- à vista.

Surreal o que ela me disse:

- Sabe o que estou fazendo aqui?

- Nem faço idéia… sabia que moro por aqui… logo ali, três quarteirões e …

- Patriarca, me converti, estou me entregando a Deus, minha alma e meu corpo..

- Mas que … coisa… vc tão bonita, tão…. Vc ainda canta?

- Sim, e muito…. Sabe foi a decisão mais difícil da minha vida, mas vêio do fundo de meu coração… Provavelmente vou morar naquela casa, das Irmãs XYZ, daqui algumas semanas…

- Tenho que impedí-la… isto não é certo…. quê …. coisa.. Mas que raios de emprego aquele seu, tão ruim que vc tá se convertendo num noviça ou sei-lá-o-quê…

- É sério, muito sério.   E como vai vc? Pessoal pergunta por vc? “Por onde andará o patriarca”, perguntam sempre?

- Eu estou xxxxxxxxxxxxxxxxx…. Mas me diz uma coisa: Tem volta?

- Minha conversão? 

-Sim…. não é nenhuma coisa , tipo regime militar, sei lá…?

- Tem sim, fique tranqüilo…

-Ainda bem.  Eu tinha seu telefone …sabe. .. qual é mesmo o seu número?

-Anota aí: (…). Me liga para eu gravar o seu.

-Claro, claro… gravou?

-Gravei.. tenho que ir, tô atrasada, com as Irmãs.. Bjs.

-Bjs. mas tô bobo…

Pior leitor, tal como uma cobra na sombra, à espreita, estava no banco do passageiro do meu carro o livro do Jung sobre Sincronicidade, que estou iniciando a releitura.

Senti-me ligeiramente excitado com a estória, pensei em várias cantadas baratas ou mesmo dizeres profundos, como compará-la a uma Santa Tereza de Ávila contemporânea, que era conhecida pela beleza. Mas tirar freira de convento é pecado? Bom, tecnicamente, ela não é freira, noviça ou que valha até o momento….

Ligo ou não ligo? Deixo-a  para a clausura, então?

 Ah, sobre a sincronicidade, porque nós encontramos num momento tão determinante da vida dela? Seria eu o diabo (disforme, é claro) a tentá-la? Senti um certo impulso a tentar pedí-la em casamento!! Que coisa esquisita…

Vade retro!

Acho que surtei hoje/ontem!

sad-face3Fiz umas das grandes besteiras da vida. Não vou contar por auto-proteção. Ninguém morreu e praticamente, digamos, não houve “feridos” - ainda cheguei a debochar da situação.

Estourou tudo hoje na minha mente!

Dane-se. Tensão acumulada. Sinto que talvez certa pessoa jamais me perdoe.

Dane-se. Bola para frente! Mas sou menos digno que anteontem, mas mais humano, “demasiado humano”.

Agora não vão contar comigo em todas. Ótimo, cansei de segurar petecas e apagar incêndios dos outros.  Agoro eu faço incêndios também. Meus Limites agora são menores e o meu revide: bate-pronto.

        Que venha 2009, o ano da retomada e do esforço!

Matança em Gaza, Desobediência Civil e Boicote.

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Não pense que sou maniqueísta – sei da complexidade da situação- mas fiquei com raiva desse acontecimento, destes bombardeios. Da guerra, cada vez mais fria de um lado, cada vez mais apaixonada e burra do outro lado do embate.

No apagar das luzes da doutrina Bush II, Israel vai à forra contra os palestinos.

Imagens horríveis dos bombardeios.

Ah, dirão alguns, que os palestinos vivem da vitimização, teriam até uma indústria de comunicação com estes objetivos estratégicos.

Ou ainda, que o número de mortos em comparação com aqui ou acolá é inexpressivo. Este é um raciocínio de avestruz, covarde e acomodado.

Danem-se os amedrontados. Chegou a hora da reação mundial a Israel. Ninguém deve ser contra sua existência, como querem uns malucos. Mas passaram dos limites.

A impressão é que Israel é dominado por uma casta de psicopatas ou sádicos  militarizados, de primeiro mundo e high-techs.

Chegou a hora da Desodiência Civil ganhar força total entre os Palestinos e também o  Boicote aos produtos israelenses por parte dos demais indivíduos e empresas do planeta.

Pelo fim do Apartheid na Judéia!

Ver blog do Idelber para maiores detalhes.

Praia, sol e mar!

Calma, calma, meninas! Chego ai em 2009!

Calma, calma, meninas! Chego aí em 2009!

Praia, sol e mar! É tudo que não terei neste Reveillon…Sniff. .Sniff.. O jeito será passar no interior onde parentes poderão pajear minha mãe e eu também. Esta é a minha vez de apoiá-la na virada do ano, digamos assim. 

EM compensação: FAZENDA, CHUVA e BOSTA DE VACA!

De qualquer modo quero sossego pois não quero descanso: estudo, estudo e estudo.

Mas apareço no NE ou no Rio de  Janeiro, a qualquer hora em janeiro ou fevereiro ou carnaval !!

Friedrich Nietzsche era bocó II – A reação

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nietzsch1pppPostei o post anterior (um pouco diferente) na rede social do filósofo Prof. Paulo Ghiraldelli Jr.

Tal post o levou a escrever uma resposta para esclarecer a minha  ignorância -e de outros- no assunto Nietzsche, em seu Blog.  Estou aguardando permissão para colá-la aqui, por enquanto vai o link: aqui ó.

Mas a batalha não terminou, apesar do tiro de um PhD da USP. Voltarei à carga mais tarde quando aprofundar mais no assunto. Daqui uns cem anos. :)

 

PS: Encomendei à livraria dois livros da Scarlett Marton, indicada pelo filósofo sobre o “bocó” e sua obra.  Vamos ver.

Friedrich Nietzsche era bocó.

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Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche

Acabo de ver comentário em vídeo de JP Coutinho no qual diz que Nietzsche era cruel.

Coutinho, cristão e conservador, tem todos os motivos para não gostar de quem quis aniquilar a fé e compaixão cristãs.

Nietzsche: Como filósofo, era louco, ou era filósofo por ser louco? Genial em muitas passagens, porém, o pensador também era meio tonto, antes que cruel.

Diria que ele não chegava a ser sempre cruel, era um mero bocó.

Vejamos :

“… Se a mulher fosse uma criatura pensante teria descoberto, [pois] cozinhando há milênios,  os mais importantes fatos fisiológicos, e teria também aprendido a arte da cura! (…) Um aviso para as moças que freqüentam o secundário.” (grifo nosso) 

-  Hahaha, não deixa de ser engraçado o cara: o aviso às secundaristas é demais;

” … Mas o homem que tenha profundidade tanto no espírito como nos desejos, e também a profundidade da benevolência que é capaz de rigor e dureza, e facilmente confundida com estes, não pode pensar na mulher senão de modo oriental – ele tem que conceber a mulher como posse, como propriedade a se manter sob sete chaves, como algo destinado a servir e que só então se realiza … ” (grifo nosso).

- Tô começando a gostar do filósofo. haha. Vamos adiante:

“258 … O essencial de uma aristocracia boa e sã, porém, é que não se sinta como função (quer da realeza, quer da comunidade), mas como seu sentido e suprema justificativa – que portanto aceite com boa consciência o sacrifício de inúmeros homens que, por sua causadevem ser oprimidos e serem reduzidos a seres incompletos, escravos, instrumentos. Sua fé essencial deve ser de que a sociedade não deve existir a bem da sociedade, mas apenas como alicerce e adaime ao qual um tipo seleto de seres possa elevar-se até a sua tarefa superior de ser superior: …”

- Sei que o filósofo quer combater aqueles que atrapalham o caminho do desabrochar de um espírito, mas a torcida do flamengo poderia entender algo diferente, ou é isso mesmo? Adiante:

       “259 … a vida mesma é essencialmente apropriação, ofensa, sujeição do que é estranho e mais fraco, opressão, dureza, imposição de formas próprias , incorporação e, no mínimo e mais comedido, exploração – mas por que empregar sempre estas palavras, que há muito estão marcadas  de um intenção difamadora? (…) terá de ser a vontade de poder encarnada, quererá crescer, expandir-se, atrair para si, ganhar predomínio – não devido a uma moralidade ou imoralidade qualquer, mas porque vive, e vida é precisamente vontade de poder….”

- Exploração é desculpa dos fracos para dominar ou conter os fortes, resumindo. Bom,  pelo menos ele é franco e original, mas não verdadeiro. Quê conformado. Podem dizer que não, os seus fãs, mas ele é nazistóide avant la lettre.

“265 . Com risco  de desagradar a ouvidos inocentes eu afirmo: o egoísmo é da essência de uma alma nobre, quero dizer, aquela crença inamovível de que, a um ser “tal como nós”, outros seres têm de sujeitar-se por natureza, e a ele sacrificar-se. …”

- Paranóia, é o que ele descreve. Não há dúvidas de pessoas que assim são e agem, só não vejo admiração a isso.

Ah, é difícil tirar sarro de um gênio filosófico, mas pelos enxertos dá para ver que a leitura de seus aforismos pode ser mal-entendida ou, na verdade, REALMENTE ele quis dizer o que disse.

Era um bom psicólogo, mas bocó.

Depois agrego mais abobrinhas do Nietzsche neste post.

Mas quem quiser uma opinião balizada, e não palpiteira como a minha, sobre obra do Nietzsche, pode procurá-la no Portal Brasileiro da Filosofia (ver links à esquerda). Lá há textos e vídeos bons e didáticos.

É Natal: Sobre Cristo (mais uma reflexão)

Quando criança e adolescente, li algumas vezes o novo testamento, assim como partes do antigo. Estudei em colégio católico e prestava atenção nas aulas de religião. Só fiz até o catecismo. Raramente freqüentei a igreja em si. Em parte pela minha ojeriza a igrejas, transmitida a mim pelo meu pai e outros conhecidos. Parece uma contradição. Mas ainda assim sempre gostei do novo testamento, e da bíblia toda. Talvez por conter coisas sábias, úteis a vida.

Quanto ao Jesus Cristo, considerava sua Boa Nova como uma evolução humana, suas parábolas são interesssantes e simples e tocam fundo até hoje em mim. O “amar ao próximo como a si mesmo” é a regra de ouro (como o imperativo do Kant).  Mas é realizável? Não sei, acho que deve dar o tom de nossas ações no dia-a-dia, mas um pouco ingênua aos nosso olhos contemporâneos.

Ensinaram-me também alguns problemas sobre Cristo: Primeiramente, ele foi morto jovem (e havia procurado por isso, o sacrifício) e foi morto cruxificado, e por suas palavras; Segundo, suas palavras (ou o que fizeram delas  todas as Igrejas)  despertam sentimentos de culpa nos seus leitores. E a Igreja Católica complica -em parte- com a questão sexual.

Portanto, se vc fôr ler as palavras de Cristo transcritas na bíblia, leia-nas como  se fossem palavras de um sábio, às vezes revolucionário, mas escape de ter sentimentos de culpa. Afinal, mais de dois mil anos já se transpuseram e a nossa jovem ciência cognitiva (psicologia e pedagogia) apontou os sentimentos de culpa como um fator de infelicidade pessoal.

Party e Pat.

Véspera de Natal foi ótima: apartamento de amigos, vinho português barato,  cerveja gelada, comida improvisada em forno elétrico, papo divertido que não descambou ao tédio e  -importante: ligação da Pat. Não falei dela ainda, pois só alguns jantares e bate-papos tivemos. Ainda não formei uma opinião sobre ela e  se gosto dela ou não. Caráter é ótimo. Não sei ainda quanto resto. Corpo parece legal. Ela parece ter um tino aguçado para o meu timming… O quê nos aguarda nos próximos dias? Dependendo do que ocorrer, meus planos para réveillon podem mudar, assim como os demais dias de “férias”.

Este blogueiro era anônimo.

Este blogueiro era anônimo, ou quase. Pensava que apenas mais duas pessoas sabiam quem era o autor destas linhas. Uma delas é a M., ex-namorada, outra é o amigo M.V. Mesmo assim, eu escrevia no blog como se eles também não o lessem: um artifício para não me inibir, e no fundo ainda pensava que eles realmente não o acessavam. Estava quase certo: M.V. sequer lembrava do blog.  Hoje, aproveitando minha estadia em sua casa e cidade,  acabei indagando ao amigo  e  ele disse que não se lembrava que eu tinha um blog, muito menos o nome. Agora, daqui para frente então, ele já sabe o nome do blog e espero seja bom freqüentador e comentador :) . Quanto à M., não faço idéia.

Amigos Entediantes

noite-de-bilhar-2Estou numa cidade de bares, uma cidade grande – Brasília? Goiânia? Belo Horizonte? Campo Grande? Enfim, quarta à noite , dezembro, … que fazer? Encontrar amigos nos bares. Ah, mas como eles ficam entediantes se vc está sóbrio. Assuntos de envergonhar, com raros momentos de prazer.. Ideal é  ficar um pouco e se mandar logo, logo. Que significa isso? Mudar de amigos ou beber mais?

O tédio é um prato-cheio aos filósofos atuais…

Livros a ler logo: Saramago, GG Marquez e Sándor Márai

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bookshelfofmymotherwith-gde1Todos já sabem: o Nobel José Saramago tem novo livro na praça: A viagem do elefante. Pelo título do livro passaria longe dele, mas até jornalistas não muito afeitos aos rasgos ideológicos do socialista (ou comunista?) escritor português dizem tratar-se de obra-prima. Foi o que disse o também lusitano J. Pereira Coutinho à partir de sua coluna na Folha. Quem “sói” eu a questionar: já adquiri o livreto.

- Incrível, Incrível, respeitável leitor: este escriba jamais leu o Cem anos de solidão do colombiano Gabriel Garcia Marquez! Pior ainda: jamais li, e temo confessar, jamais li Grande Sertão: Veredas do João Guimarães Rosa. Não por falta de incentivo. Começo a ler o livro e pego no sono, sem falar na súbita vontade de correr atrás de um dicionário a cada página. Sei que não adianta pois ele inventava palavriados. O incentivo: minha saudosa ex-namorada (ver outro post) presenteou-me com outro livro de Rosa, algo mais light, um livro de contos, para que eu adquirisse gosto e costume pelo seu linguajar e saltasse em seguida sobre o Grande Sertão. Bem, o namoro terminou antes disso… Tem gente que garante ser Grande Sertão: Veredas o melhor livro já escrito. Duvido. Já se for o melhor livro já escrito língua portuguesa, aí eu teria que lê-lo para comentar e é o que farei – pretensiosamente.

Sou um leitor que lê vários livros ao mesmo tempo, nem sempre termino todos, mas releio vários. Neste semestre andei em sintonia com uma  ”literatura” diferente,  livros técnicos de finanças e adjacências, assim como alguns livros de filosofia a contrabalancear. Agora, na sequência ou ao mesmo tempo pretendo ler o do Saramago, do GG Marquez e, finalmente, As brasas de Sándor Márai -escritor húngaro muito produtivo (46 livros) que suicidou em 1989 para entrar para história … Este livro terei que ler pois prometi a minha estimada ex-namorada um resenha, e a farei. Não sei o que vai sair pois não sou literato, nem intelectual, mas … topo o desafio. Logo estará neste blog. Comente a futura resenha, leitor.

Aliás, aviso aos navegantes que este escriba gosta de comentários, eu, na verdade, os mendigo. Fiquem à vontade para comentar em qualquer post.

Saudações.

Jung e Ex´s – complemento rápido.

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Sim. Ela – minha antiga ex- não está mais casada há um ano, segundo fontes quase fidedignas.

Ninguém me contou antes. Bom, também nem eu perguntei sobre ela, e há anos não a via. Até sábado passado. 

E agora? Como me conter vendo aquela beleza, que quase me deixou às raias da loucura, livre, leve e solta , orbitando nas redondezas?

Tenho que esquecer este assunto novamente … Estou com insônia, é isso. ”Amanhã é outro dia”; “Tudo passa” e etcetera.

Jung e Ex´s

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sincronicidadepock05   Sincronicidade é um conceito do Jung e que tb alguns matemáticos exóticos trabalham.

Anteontem, a agora e definitivamente  recém-ex-namorada, cujo assunto escrevi na 1 parte de um post de desabafo, me enfatizou por e-mail que devemos manter distância para nosso bem. Saí então, no mesmo dia, com os amigos para beber e gandaiar, imediatamente.  Mas mal fiz uma coisa ou outra…

 O assutador é que ontem à noite, vi uma antiga ex-namorada e descobri que ainda sinto algo. Há vários anos não a via, desde que ela quase me matara de tristeza. Ontem a vi, numa ligeira sacanagem que me aprontaram, pois me disseram que na festa de família que eu estava indo haveria pouquíssima gente- eu nem imaginara que ela pudesse estar por lá, mas estava. Ela me cumprimentou rapidamente com dois beijos e de surpresa, num misto de obrigação e bons modos -uma evolução, portanto. Balbuciei duas vezes seu nome durante os cumprimentos. O som de seu nome saiu estranhamente e pensei comigo se o havia falado corretamente, pois me dera branco na hora. É um nome bonito e comum. Mas há anos eu não o pronunciava. Fiquei nervoso com toda a situação: a família dela toda estava lá  e  eu, com minha mãe  e tias. Sorte que minha prima, não sei se por intuir ou perceber minha falta de graça, me distraiu durante aquelas horas. Ao final, na despedida, cumprimentei a ela e sua família, cheguei até fazer alguma graça com o pai, e acho que iremos (eu e eles) a um novo patamar civilizatório de convivênvia. Pelo menos, quebrei, da minha parte, um bloqueio mental.

 Agora, e se ela não estiver mais casada? Como então, nos próximos meses ou anos, conter o desejo por ela?  Simples: nunca irei atrás dela, se acontecer algo, será naturalmente. E para logo: arrumar outra, rápido. Apagá-la da memória. O ontem não aconteceu, ela não estava lá.

Mas eu não deveria fazer algum esforço para ajudar a criar a aproximação ? Pois se ela quiser algo comigo um dia estarei perdendo a oportunidade de uma vida, afinal não temos a vida toda.  Ela vir a querer algo é remotíssima hipótese. Única coisa tênue a favor desta hipótese  é  que ela (a antiga ex) estava lá na festa de aniversário sabendo que eu estaria lá e o fato de ninguém ter me avisado propositalmente disso, pois então eu não iria lá. Contra: bom, a família dela estava lá e era natural que ela estivesse, afinal ela é cunhada de primo meu.

 Ah, maldito Jung e sua sincronicidade, em dois dias perco de vez uma namorada legal e reaparece uma antiga na vista, que isso quer dizer? Nada, provavelmente.

Ou alguém poderia me dizer algo?

Clamor e sentença do bilionário e (In) Justiça

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O bilionário DVD foi condenado por corrupção ativa na justiça federal. Okay. Avanço na Justiça? Possivelmente, uma vez que impressão geral é de que só era condenado no país por suborno, o subornado, nunca o que pagou e usufruiu da benesses facilitadas pela corrupção.

Mas não é diretamente sobre a corrupção que quero escrever. Uma questão que poderia tocar é sobre a mídia e nós, a população, neste caso em particular. Mas vou além. É certo que sentimentos complexos são mobilizados e canalizados como ódio contra um gênio financeiro, agora condenado, não em definitiva instância. Não sei quanto de inveja é mobilizado nas pessoas contra o acusado, o quanto deste sentimento é transvestido em clamor pela justiça. Dissecar isso é complicado, pois muitos que se indignam o fazem baseado também em crenças sólidas de natureza ideológica (ex.. luta de classes), política (ex. : o banqueiro é defendido por bancada direitista), pessoal (ex: vingança) e empresarial (ex: concorrentes).  O que me aflige é que muitas das pessoas que clamam à justiça não percebem que estão pedindo a destruição de alguém. Sim, porque quando a sentença vem e alguém é condenado, este sujeito será um excluído e possivelmente muito prejudicado, até destruído. O processo em si é um drama, que mói mentes e corações. A sentença, em instância máxima, é um alívio de um sofrimento, mesmo que o ínicio da condenação.  Quem clama por justiça, clama por muitas coisas, mas também pela destruição de seus inimigos, sejam imaginários ou não. Uns imaturos. Deveriam viver a própria vida e se afastar desta instituição cujo negócio  (perigoso) é a vingança pública, que é a Justiça.

Sobre o bilionário: ainda não estou convencido da sua periculosidade. Afinal, cadê os cadáveres? Se é mafioso de fato tem que haver cadáveres no caminho dele, nem que seja por suicídios. Ou ninguém assistiu ao The Godfather? :)

Oração II – Como Castro Alves

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A Deus – acaso exista

Oração estilo Navio Negreiro de Castro Alves

Oh, Deus dos desgraçados, dizei-me vós, senhor Deus!  se loucura … se é verdade, tanto horror perante os céus?!

Quem são estes desgraçados, mal gerados, nacituros já condenados, e a que os trazes ao mundo? Filhos de Caim, marcados a viver sob a sombra da sombra de seus gens... Dizei-me, vós, senhor Deus, a que abençoá-los com dáviva máxima -a vida- se condená-los ao escrutínio vil da turba temerosa e acomodada?
A vós não melhor os imolar antes a maltratá-los em vida?

Oh, Deus dos desgraçados, levai-me o quanto antes, no zênite da vida.  Não como àqueles desgraçados que desatinais a arrastá-los ao fim ignóbil e já incrustrado e lido nos gens de suas carnes…

Levai-me antes. Levem-me: Astros! Noites! Tempestades! Rolai das Imensidades! Antes varrei-me da Terra, Tufão!!….

Uma Oração Simplória

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A Deus – acaso exista.

Oração   “Mãe-ensina-quando-somos-criança-e-que-não-esquecemos”. 

Papai-do-céu, agradeço-lhe por tudo que me destes;                                                                             

Deste-me saúde, paz, amor, carinho, bondade e muita felicidade;

Deste-me inteligência e deu-me também a sabedoria para utilizá-la também pelos outros;

Pai, cuide bem dos que se foram: um beijo à vovó, vovô, e todos os que faleceram; 

Olhai as criancinhas e os miseráveis pois são deles o teu reino;

Perdoai todas as nossas ofensas, mesmo que não o façamos com os outros;

Livrai-nos do Mal;  e Amém.

Boa Noite.

Sobre sites de relacionamento sexual – Funcionam?

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rapariga-sonhoEstou a ser tentado. A tentação é grande. Gasto ou não gasto uns r$ 40,00 por mês para tomar parte de algum destes sites de relacionamento para se obter sexo, grátis e sem compromisso? Um destes famosos e internacionais sites, como Adult…, está a bombardear minha caixa postal após eu ter preenchido um formulário digital que me deu o direito a xeretar uma parte do conteúdo do sítio. Pelas fotos que vi, e pelas frases provocantes de cada mulher (pois sou hétero) do cadastro, penso estar próximo do paraíso. Se por R$ 40,00 conseguir marcar com pelo menos duas mulheres por semana, mais os jantares, mais o vinho (motel não preciso, ainda sou solteiro), calculo uns R$ 450,00 por semana por duas mulheres, o o que dá uns R$ 1800,00 por mês, sem comprometimentos… e se eu quiser.  Está muito bom para ser verdade. Só há três problemas sobre estes sites: 1- não sou louco (ainda) de passar meu cartão de crédito nestas paragens; 2- Se passar o cartão vão saber meu nome verdadeiro, o que me inibe; 3 – Não sou louco de colocar minha bela estampa numa fotinha de tais sites. Aliás como seria tal foto? ou fotos? Que ângulos?

Então, alguém já teve ou tem tal experiência em tais sites?

Cartas vindas do inferno – I (projeto abortado)

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 Antes que alguém releia este post, devo agora acrescentar: nada na introdução antiga ( logo abaixo) é verdadeiro: não estou a morrer, nem virei blogueiro franco-atirador. E, aviso também, o  ”projeto” Cartas do Inferno foi abortado. Simples: amigo e eu combinamos que  um escreveria ao outro usando da mais alta sinceridade, como nada  tivéssemos a temer das reações ao escritos. Para testar, me propus a iniciar as cartas lhe enviando algo sobre seus relacionamentos, daí ele me responderia e continuaríamos as cartas contra quem desse na telha que pudessem merecê-las. Mas meu amigo, ao receber estas cartas abaixo por e-mail, disse que não iria fazer sua parte mais. Não sei se foram muito mal escritas ou ele temeu algo ou se ofendeu. Não vejo nada de mais nelas. Foi só um esboço do que eu estava imaginando que poderíamos escrever a quatro mãos.

 

Cartas

 

Meus amigos já sabem: estou sob contagem regressiva para a morte. A doença é implacável e não me resta tempo. Mas ainda posso rosetar! Inicio então a seqüência de cartas, verdadeiras cartas do inferno, de quem não tem nada a perder aos amigos e inimigos. Do menor ao maior e vice-versa. Aproveite-as, leitor.  

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Algo dignificante sobre blogosfera

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Não há mais desculpas: a todos os potenciais escritores e outros artistas, a blogosfera está aí como um laboratório e oportunidade para exibição de seus dons, sem intermediários. Já vi blogs sensacionais de variados assuntos. Os que mais gosto são os que me fazem rir, mas não de besteirol, mas assuntos refinados, porém com deboche. Política brasileira, por exemplo, passo longe dos detalhes, mas  acompanhei em blogs “consagrados” a cobertura eleitoral de cá, Brasil, e do Império.

(Torci pelo Obama, mas não deixei de ouvir todas as críticas ao novo presidente dos americanos que ecoaram em manjados blogs conservadores. Sempre uso meu filtro de sensatez e meu humor para não levar a sério tanta propaganda e contra-propaganda, seja de que lado for).

Algo dignificante sobre a blogosfera, como já disse, é a possibilidade de inumeráveis talentos literários de variados gêneros saírem da toca, a fim de serem descobertos, ou apenas para se expressarem -que é uma grande aspiração e necessidade de muitos de nós mortais-  sem maiores pretensões.  

Na blogosfera, como em toda net,  a democratização do acesso e sua estrutura em rede pemitem esta facilidade para o comunicar, que levará (ou já levou) ao surgimento de obras duradouras ou msm fugidias, de grande valor e que serão em maior número que em todos os tempos.  Por isso navego por aí, a tentar encontrar as novas pérolas da língua ou somente aquele blog legal, em afinidade – ou não- com minhas idéias ou afeições.

Putz. Ressaca? Putz.

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Que seios. Putz. Que decote. Putz. Só um bêbado como eu ontem para ficar tagarelando com mulher daquela e não pedir e-mail, telefone, qualquer coisa. Que se passou ontem? Nem me lembro como cheguei em casa! Só percebi que estava no meu quarto quando ele e meu estômago giraram juntos em sentido contrário. Há tempos isso não ocorria. Mas que seios! “E deu mole”, como diriam os cariocas. Não consigo entender o que ocorreu. Ô ressaca moral. Ainda bem que ninguém me conhece por lá. Que papo chato, o meu. Mas que mulherada era aquela no final da festa, no início da noite??? Onde estive depois? Como não fui preso? Putz.

Enviadar-me

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Penso em enviadar. Cansei completamente das mulheres. Pelo menos das que me cercam.

Três ou quatro delas me trouxeram aborrecimentos nesta semana com potencial para meses de chatices.

Namorada: – Não sei se vc me entende, mas esta nossa tentativa de voltar não deu certo. Anteontem você estava muito bem: reavivou em mim o que estava adormecido. Mas não podia ter falhado hoje…

Patriarca: -  Tô exausto hoje. Mentalmente. Sem clima, entende?

Namorada: – O quê? (Blá, blá). Vc não vê que eu, eu .. eu adoro sexo …vc .. vc não tem o mesmo ritmo..

Patriarca: -  Vou embora, tchau.

Namorada:  – Fica aqui, só mais dez minutinhos ..

- Para quê? Não tô afim de ser ofendido..

- Eu gosto muito de vc, vc sabe, te adoro, quero só felicidade pra vc. É ótima pessoa.

- Sei, mas sou … brocha, não?  Obrigado e até mais.

- Apague todos os meus números, não me envie e-mail´s e mude o horário da missa para não nos  encontrarmos, ok, moço? Se é que vc vai na missa sem mim …

- O elevador chegou … Ok, … apago tudo. Tchau, adeus, … o que for.

Para completar minha semana, minha irmã começou a surtar.  De verdade. Três psiquiatras a atormentam, chegaram a ameaçá-la de tomar maiores providências se ela não ingerir os remédios. Um falou em eletro-choque. Sei que isso não é mais um bicho-de-sete-cabeças, mas penso em bater ou processar alguns destes fdp´s. Continuar lendo »

o Patriarca Contemporâneo

Numa reação ao epíteto de “patriarca” lançado a este escriba, revido:

- Sim, mas um patriarca contemporâneo. Pós-pós tudo.

Reação a tudo será por escrito. Assim, dessa maneira, por blog.

Ainda estou a testar esta maquininha de blogar. E o código HTML a aprender. Brevemente, novidades.

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