Ao ler Camus, pergunto-me se ele não chegara a conclusão que é o Amor a resposta às suas aflições.

Caxú

Ele, Camus, não acreditava em Deus. Não importa. A questão não era esta.

Bem, era para Camus. No final de existência, se não houvesse falecido no acidente de carro, quem sabe não fecharia o ciclo da revolta?

A resposta é o AMOR- em lato sensu. Agapê, filial – não interessa o nome que dêem à coisa.

O que não se compreende pode ser amado, não?

Muitos vivem na revolta camusiana: metafísica ou não.

Não é a resposta, o niilismo.

O palhaço do Nietzsche só complicou as coisas. Mas alguém tinha que complicá-las, não?

No final chegaremos no início: no Amor. É a resposta certa à vida.

Resolvi sair da inércia física fazendo exercícios aeróbicos -tais como o spinning (não, não sou gay).

Empolgado com quase um mês de exercícos diários, reli o livro do Nuno Cobra: “A Semente da Vitória“.

Antes que o leitor pense que eu seja uma toupeira por ler um livro de auto-ajuda, saiba que sou uma toupeira mas antes por outros motivos, não por ler Nuno Cobra!

O Livro é sensacional! Editado pelo Senac- aliás, edita livros muito úteis. Não precisa fazer esta cara de nojo. São livros bons mesmo.

Do Nuno Cobra: não consigo nem terminar o livro e já tava impaciente para colocar em prática o método dele, que afinal treinou o grande piloto Ayrton Senna. Ainda que Senna fosse uma mala-sem-alça, pois eu gostava mais do Piquet – mas é outra estória.

Após a leitura aprendi até a meditar, a fim de melhorar meu desempenho e minha vida não muito saudável.

O chato do livro é a cagação de regras, mas basta usar um filtro de sensatez e aproveitar o que ele diz de útil. Exemplos, nas minhas palvras:

- Nada de afobação. Se estiver treinando mantenha a freqüência cardíaca baixa. Pode parecer besteira este conselho, mas tende-se a pensar que se deva colocar a freqüência cardíaca lá em cima para ganhar condicionamento físico, mas, na verdade,  o corpo vai se acostumando com o treinamento, que, gradualmente vai sendo dificultado;

- Meditação: deita-se de bruço com um livro na barriga. Depois inspira-se o ar e o livro baixa. Expira-se e inverso ocorre. Em seguida, senta-se com os braços soltos, cabeça livre e costas apoiadas. Repete-se a respiração como de bruço, sem o livro, claro. A respiração será abdominal, mais aprofundada portanto, e deve ser ritimada. …

E por aí vai!

Comprem o livro. O meu foi ganho há uns anos atrás e estava na 56 edição. Não sei qual está agora, mas aproveite.

Na minha modesta opinião os grandes blogueiros (ex: Idelber e O Hermenauta) e alguns colunistas (e.x: Mainardi) estão dando um tempo do universo para afiar as garras para as próximas eleições.

Sei que estarão de volta até lá: as eleições 2010 serão imperdíveis na blogosfera :)

Este assunto de cotas é quase irrelevante.

Quem se interessa por isso? Professores e alunos.

Mas na prática, convenhamos, depois do vestibular, só os concurseiros do país que dão importância pra este tema, cotas.

O sujeito fica frustrado por não passar no vestibular (ou num concurso) e põe a culpa nas cotas.

Ora, que este sujeito trabalhe mentalmente a idéia de que as cotas -raciais ou não- são um mecanismo provisório para facilitar a vida de quem não teve facilidades na vida… E trate de eliminar de sua mente a parcela referente aos cotista, ou seja, o aluno deve estudar para concorrer com os demais não agraciados pelas cotas.

Enfim, o mesmo aluno tem que sentar a bunda na cadeira e estudar pra aprender de verdade e (em segundo lugares e últimos) para passar em vestibulares e concursos.

PS 1: Sei que pode haver repercussões na esfera das licitações, no privilégio de certas empresas competentes preteridas por empresas que se encaixam em certos padrões de cotas. Bom, ao menos isto ocorre nos EUA, mas não sei se aqui já acontece. De qualquer modo, são só choramingas.

PS 2: Não duvido, porém, que os arautos dos movimentos politicamentes corretos sejam racistas e que vêem o Brasil como um país divido. Mas e daí? A maioria de nós -brasileiros- se lixa pra argumentos racistas…

Pessoal, podem me xingar à vontade!

Eu confesso. Eu  gosto do “Vilósofo” – como o chama o sensacional O Hermenauta.

Por aqui, neste blogue, já passou  o até professor Ghiraldelli Jr., arqui-rival do Olavão.

Pois Olavão não somente é genial, como sua presença é imprescindível em minha vida.

Ele (o Olavo) nunca esteve neste blogue -como já esteve aqui o seu arqui-rival- mas o acompanho de perto agora e ele diz coisas que não são ditas nestas paragens tupiniquins!

Pode-se discordar de suas “soluções” para certos problemas, mas seus diagnósticos são muitos bons.

Adoro sua sinceridade, ainda que me deixe numa saia-justa!

Ambos, o prof. Ghiraldelli – assim como o Olavão-  são talentosos e indispensáveis para nossa compreensão do Brasil atual.

Quem sabe um dia haverá um debate entre os dois? Duvido se topariam, mas seria bem interessante. Ambos, filosoficamente, se odeiam. Um é realista. Outro, redescricionista da realidade.

Quem venceria? ??

Estranho.

Tive uma conversa com meu pai,  sobre uma terapia que me submeti durante anos.

Foi difícil, extremamente difícil sair da terapia. A “Teoria” que embasava aquilo tudo, explica tudo sobre o universo humano, de tal modo que eu fiquei (e continuo) fascinado por aquilo tudo.

Há mais de um ano longe de lá – depois de mais de uma década lá-  simplesmente estou bem, cada dia melhor.

Que houve?

Passei, de fato, maus bocados há tempos atrás (situações inimagináveis aos seres com vida ordinária) e aquela terapia pode ter me salvado a vida.  Mas, às vezes,  acredito que a “terapia”, ou melhor a “Técnica” terapêutica quase me matou.

Eles queriam a minha total submissão. Não só minha, claro.

Estou livre. Deles, aqueles patifes.

Reli ontem as técnicas e teorias e são fascinantes, mas não é explicável o porquê minha vida melhorou drasticamente depois que parei de ler ou ouvir ou me submeter a tais técnicas.

Na conversa com meu pai, eu lhe disse:  ”Quanto mais esqueço aquelas coisas, mais minha vida melhora“.

Meu pai disse então: “Vc foi no ponto, filho. De fato, vc está muito bem longe de lá. Daquela lavagem-cerebral  toda.

Há mais  um ano vou a um  Dr. psiquiatra quinzenalmente (ou mensalmente – pois evito o máximo possível contatos com esta gente da área “psi” agora. Afinal, se uma das autoridades acadêmicas máximas deles produziu o estrago em minha mente, e na minha vida, imagine os demais…).

Pois bem, este Dr. psiquiatra compreendeu meu drama e, literalmente, está corrigindo a cagada toda feita pelos outros colegas de profissão. Mas pretendo debater este tema com ele novamente.

Afinal, não quero ter que tomar medidas drásticas contra os patifes, ainda que outras pessoas possivelmente estejam submetidas ao mesmo tormento que fui submetido.

Ademais, no fim das contas, fiquei lá porque quis. Ainda que meu “querer” fosse manipulado.

Enfim, foda-se. Tô feliz com minha namorada e muito empolgado com a vida pra perder tempo brigando por aí.

Jamais tive uma namorada “completa”. Exceto uma vez, mas que durou muito pouco e já dediquei um post ao assunto: “Mini-Tributo à ex-ex-namorada”.

Enfim, caro leitor,  estou enamorado. Não estou apaixonado de perder a cabeça, mas ela já está dormindo na(s) minha(s) cama(s).

Enfrentou minha família, meus limites e, de repente, estamos grudados.

Digo namorada “completa”, pois sempre eu tinha que dormir na(s) casa(s) dela(s) ou num motel ou na fazenda. Agora, não.  Dormimos juntos, levantamos juntos, fazemos planos juntos (Quê isso?? Desde quando compartilho meus planos malucos de vida, exceto com uns poucos chegados e neste blogue, às vezes??) e saímos juntos e tudo o mais.

Alguns efeitos colaterais do namoro: emagreci; estou mais limpo (asseado), por conta de inúmeros banhos e dos conselhos dela; e … estou lendo muito pouco. Ela adora TV. Eu, detesto. Assistimos então filmes juntos agora: quando não me interessa o tema do filme, pego um livro e vou ao meu canto, ou uso a internet – como neste momento.

E a vida segue :)

Acabei de acessar o site do Saramago e ele retomou seu blog, mas não naquele ritmo admirável de antes.

Gosto dos posts dele: é sempre bom ver gente talentosa com generosidade a nos brindar com suas opiniões adornadas por habilidades estilísticas únicas, ainda que discorde em várias coisas politicamente.

Não li coisas demais do Saramago, mas mesmo achando às vezes a leitura de seus textos um pouco complexa -diria até, um tanto chata – saio enriquecido da leitura  e com vontade de escrever.

Tenho um certa facilidade para escrita, mas não tenho muita substância literária. Leio bastante, mas em geral livros meio técnicos de variadas áreas do conhecimento humano.

Mas ler amiúde literatura, me faz falta. Quero suprir esta minha deficiência, mas levará algum tempo até mudar totalmente meus gostos.

Se tivesse lido mais literatura, seria um bom escritor, pois acho que consigo copiar ou (mimetizar) alguns estilos, aprendendo seus “truques” nas narrativas e assimilando criativas idéias para desenlaces de estórias.

Falta-me, alguma criatividade natural, mas já fui pior.

E o que diz o leitor, achas que um dia terei chances de ser um escritor? SEJA SINCERO, MAS ME DIGA O PORQUÊ!

70 % superfície com água...

Já disso noutro post o que penso sobre isto: está chegando a “hora” do “contato”.

Não dormi direito esta noite.

Deve ser o início de uma gripe, ou mesmo o fato de minha namoradinha não ter ligado ontem à noite.

Esperei a ligação dela, mas nada. Não liguei pra ela para não ficar “no pé”. Mulheres odeiam caras grudentos – sei por experiência própria: já fiz o papel de bobo. Tenho pânico dela achar que estou me trasnformando num “chicletes”. Mas, ressalto, que nos falamos praticamentte todos os dias. Devo esclarecer, claro, que moramos em cidades diferentes.

Mas, enfim, nem tomando meu remedinho que faz dormir, dormi direito.

Na verdade, se não tivesse ingerido os comprimidos pra dormir, a noite teria sido um pesadelo.

Confesso mais ainda: todos os dias necessito tomar um remédio pra dormir. Minha mente não desliga fácil. Sem falar que o remédio é a garantia que dormirei no horário que gosto de dormir (antes da meia-noite) e acordar lá pelas oito horas da matina.

Penso em substituir o remédio por uma bebida alcóolica: talvez uma latinha de cerveja ou mesmo mesmo uma ou duas taças de vinho. Não acho, porém, que dará certo. O remédio pra dormir é mais “preciso”, “cirúrgico”: é tomá-lo, esperar uma hora, resistir à fome ( sinto fome ao tomar indutores de sono) e, simplesmente, se entregar ao Morfeu.

Hoje, dormi na hora certa, mas acordei no meio da noite.

Ô saco.

A última vez que falei com Dani G., foi numa festa do pijama. Ela é deslumbrante. P-E-R-F-E-I-T-A. Simplesmente, perfeitaça. Linda e inteligente.

Mas, sem querer, dei um fora nela! Eu vinha de uma festa de casamento, devidamente calibrado por inúmeras doses de whisky,  quando encontrei Dan G. noutra festa, naquela mesma noite. Não resisti e fui  conversar com ela… Mas, como já disse, dei o fora na belezoca! Não regulo mesmo.

Depois de alguma conversa percebi que não conseguia entendê-la -whisky na cabeça não deixava pensar direito. Resumindo: cortei o papo dela e disse que era melhor conversamos noutro dia, noutra hora, pois “não estou entendendo nada do que vc está falando“. E saí de perto dela num átimo.

Preocupado em não parecer bêbado – como faz todo bom bêbado – circulei pela festa e … topei com minha futura (agora atual) namorada: Virgin. Quase um metro e oitenta de pura gostosura, ela, a Virgin. Ela, na verdade, me adotou durante a festa pois ficou com medo do “bêbado simpático e meio maluco” se machucar. Ainda bem que ela tem bom coração e me salvou da vala comum naquele dia: ganhou um namorado. E eu, a ganhei.

Mas estou formando um padrão: última namorada séria que tive, eu a conheci completamente bêbado, de whisky e numa festa de casamento. Tudo se repetiu agora. Espero que dure mais de um ano.

Meu programa favorito de comédia é o TRUE OUTSPEAK! do Olavo de Carvalho.

Confesso que tenho traços ou ranços direitistas e, ao contrário muita gente boa na blogosfera, não considero o Olavão um embuste. Ele é fraco, às vezes, mas sem o contraponto que ele apresenta só raciocinaríamos por cacoetes de esquerda, nem sempre muito bom. Como filósofo que ele se intitula, percebo algumas falhas devido ao seu autodidatismo, mas sem ele meu mundo seria sem certa graça.

Além disso, pra quem leu seus textos e vídeos mais sérios, há profundidades por ali… ao menos a um ser como eu.

Concordo, portando com certos diagnósticos do Olavo e me divirto um tanto sadicamente quando ele bate em certos bestalhões fanáticos de esquerda – e até de direita.

Tá:  mas se concordo com certos diagnósticos,  quase sempre discordo de suas soluções.

Exemplo: no último programa de rádio implicou com o Obama porque: não estaria usando na lapela a banderia norte-americana e que o líder norte-americano teria se curvado -literalmente- ao cumprimentar o líder da Arábia Saudita e, noutra ocasião, curvado-se ao cumprimentar o Imperador Hiroito do Japão.

Segundo Olavo, ainda Obama costuma cantar o hino nacional norte-americano com as mão sobre os bagos (sic), ao invés de colocar a mão no peito ou fazer uma saudação militar. E diz ainda que tais gestos obâmicos visam infundir subliminarmente um comportamento a fim de envergonhar os americanos e sinalizar que ele  prefere os “inimigos” ao próprio país!

Haja paciência! Quanta abobrinha! O Obama tenta aparar as arestas mundo afora, tenta ser simpático, tenta quebrar a paranóia inculcada nos americanos por anos de W. Bush, que os assustava com seus alertas de perigo e com sua divisão maniqueísta do universo… Aí vem o Olavo e simplesmente diz que um cara da capacidade do Obama é um traidor, que fez pouco caso do atentado no Fort Hood, se justamente o que ele está querendo é desacostumar os norte-americanos aos anos de paranóia. Afinal, um indivíduo que atira em várias pessoas não está em seu juízo perfeito, independente da justificativa tortuosa que sua mente arrumou para iniciar o massacre. Não é justo culpar a religião do sujeito.

Por estas e outras estou começando a achar que o Olavo tá perdendo a graça. Além disso, imita o Bill O´ Reilly na questão dos temas que apresenta nas suas obsessões semanais.

Mas ainda lhe dou um crédito, ao Olavo, só pela sua veia humorística e certa verve filosófica.

Por que perdi o momentuum?

Momentuum a viver  um pouco contigo

Antes que a corrompam,

salvei a mim

a fim de evitar te magoar.

Das trevas, sei muito:

- a ti não vão macular!

Nem que  o dia vire noite

a tarde, escureça

e a noite se perpetue

hei de tê-la intocada na inocência-sábia

que es tú

oh, minha – quem dera, minha- bela dani-ela!

Sei que  já fizeram a comparação. É minha vez de fazê-la. Comparação entre o projeto de descoberta e exploração do petróleo na camada Pré-sal e o projeto Apollo da NASA, a agência espacial norte-americana.

O Projeto Apollo como se sabe fora aquele projeto que levou o Homem à Lua. A missão décima-primeira (11ª) foi a que pousou da superfície lunar em 1969, quarenta anos atrás. As missões espaciais continuaram até a Apollo 17.  Muitas aventuras, muita diversão:  uma das  missões emocionantes ocorreu com a Apollo 13, que quase foi um desastre em 1970,  como muitos já viram no filme com ator Tom Hanks como protagonista principal.

Há pessoas que não acreditam que o homem foi parar na Lua. Como exemplo famoso: o jornalista-escritor Carlos Heitor Cony. Em programa diário na rede de notícias CBN, Cony manifestou sua terrível dúvida, pois havia muita coisa em jogo como a Guerra-Fria entre os EUA e antiga URSS e a chegada do Homem à Lua teria sido então o maior golpe de marketing da História humana.

E o Lula? Teria aprendido a contar estórias ao Brasil como os governos norte-americanos contaram a seu povo? Ou o Pré-Sal é algo sério? Se for verdade toda a propaganda governamental: entre 15 a 30 bilhões de galões de óleo aproveitável, leva de fato o país a um novo patamar de riqueza. Só espero que não nos tornemos um país títere  como a Arábia Sáudita ou Iraque. Ou uma rebelde ditadura teocrática como o Irã.  Estes países são ricos em petróleo e em problemas.

A diferença entre o Pré-Sal é que este objetiva gerar riquezas tangíveis ao país. Já o Apollo era mais uma sacada de marketing, apesar de ter expandindo a mente humana dada suas implicações filosóficas e metafísicas. Além dos fantásticos subprodutos tecnológicos gerados pela Corrida Espacial, como os avanços nas telecomunicações  e inúmeras outras áreas do conhecimento.

Já o Pré-sal não implica em grandes questões metafísicas – ainda que alguns filósofos rebeldes consigam ver implicações metafísicas em cavar buracos debaixo do mar. Mas, sim, há questões urgentes como encher de comida o bucho do povo: aliás nada do que se envergonhar, governo serve pra isso mesmo: cuidar dos mais frágeis.

Mas comparando com o Projeto Apollo, talvez tenhamos inesperados avanções tecnológicos nas terras tupiniquins com o brutal investimento necessário para o projeto de exploração do Pré-Sal. Estima-se algo como R$ 500 a 600 bilhões de reais. Espero que todo este investimento se reverta em  progresso técnico ao país.

Só temo o poder tentacular da Preto-Sal e dos seus futuros integrantes. Espero que ela seja aberta ao público, com capital negociado em bolsa, num futuro não muito longínquo… Até me subscrevo por antecipação imaginária  ao lançamentos das ações desta empresa “Lular”.

PS: Sacaram o trocadilho? Troquei Lunar por “Lular”. Dã.

Sobre o meus três leitores:

A Jacqueline não frequenta mais aqui há algum tempo: pra variar deixei algum comentário idiota no blog (muito bacana) dela e devo ter queimado meu filme de vez. Gostava dos comentários dela por aqui. Era um bom incentivo. Mas agora ela só pensa no apartamento novo e esquece dos “companheiros” de blogosfera… Sniff-sniff.

A filósofa Ademonista fez menção a este blog no próprio blogroll: este Patriarca agradece do fundo do coração plutocrático, mas sabe que não merece estar ao lado dos blogs que ela citou por lá. Por outro lado, me fez sair do meu exílio e vir aqui postar este “post” (ciente da cacofonia ao digitar as últimas palavras).

O Cogitamundo: desapareceu de vez. Não sei se é “o” ou “os” Cogitamundo (s). De qualquer modo, retorne(m) aí.

É verdade que não estou postando nada que preste, mas pretendo retomar minha linha personalista, escrevendo ”crônicas-da-minha-vida-como-ela-é” e só de vez em quando escrever algo profund0 (a fim de poupá-los da minha verborragia pseudo-filosófica).

Saudações a estes meus leitores-comentadores mais legais!

Aos demais: meus também sinceros agradecimentos pelas visitas.

Kant, aquele testudo, cuja pontualidade servia para se ajustar relógios dos vizinhos na sua pacata Königsberg, gostava de farra e não era tão santo assim.

Mas não posso falar muito mal  pois o único livro que li dele, eu não terminei. Não era a Razão Pura, nem a Prática, nem a Paz Perpétua: Era “Lógica”. Mas paro por aqui, não sou capaz por insuficiência de livros kantianos de criticá-lo ou botar pra quebrar naqueles juízos sintéticos a priori, ou na categorias kantianas ou qualquer  invenção daquele sábio.

Recomendo os artigos claros da Ademonista -mesmo para infraleitores de Kant como eu.

Mas sobre a questão do ateísmo, realmente o tema me interessa.

Tenho certa dó dos ateus radicais, assim como dos deístas fanáticos.

Comprovadamente há estágios evolutivos na história dos indivíduos: cada qual acredita naquilo que deve acreditar para o seu próprio bem-estar momentâneo.

Se está angustiado, por exemplo, só enxerga o momento presente, o mundo lhe aparece com toda a sua dureza, sendo incapaz de atitudes, as trevas lhe assustam, daí o estágio primitivo de uma manifestação de fé dependente, o endeusamento de figuras maternas.

E assim vai. Até o sujeito crescer e ficar adulto – mentalmente. Pois pode passar a vida como criança ou adolescente mentais, assim como acreditar em “deuses” que se impõe pelo medo, como no antigo testamento ou no judaísmo, ou pela pacificação através do amor como pregou um suposto Jesus.

O estado da religiosidade mundial atual é portanto primitivo,  pois há religiosidades (ânsias pelo reencontro com o Todo) de estapas superiores, acessíveis para além da razão ou da intuição.

Não me pergunte de onde tirei estas afirmações acima: eu simplesmente as aprendi e compreendi de pessoas muito sábias – ainda que algumas fossem cretinas … – cujos nomes não posso mencionar. Sim, fica como “argumento de autoridade”, mas além disso não posso ir.

Quanto ao ateísmo -não radical- o acho razoável: prefiriria ser ateu do que fanático religioso.

Adorei as diatribes do Hitchens em “Deus não é Grande” …. Quase virei ateu de tanto rir e de admirar a lingua ferina do escritor.

Mas não sou ateu: acredito em Deus, mas não consigo imaginá-lo, concebê-lo. Tanto que falei das religiosidades. Pois há graus delas. Goste-se ou não.

Dostoievski

Dostoievski

Ao ler Dostoievski ou sobre sua obra, fico impressionado com sua inteligência. Mas seus personagens, um tanto perdidos, me dão aflição tremenda: quero ajudá-los, aconselhá-los como um bom psicólogo faria:

-  ”Ô  Grande Inquisidor!: Cala a boca, pôrra! Vc tá dizendo umas verdades ao Filho do Homem – que tá calado na sua frente-, mas Ele  tem uma obra de esperança e a tua é de destruição, ô hipócrita!”, e ainda completaria  inocentemente: “E solta o Homem, já!”.

Ao caro do ” Notas do Subterrâneo”-(qual o nome do cara mesmo?):

- “Não fiques aí a invejar a humanidade. Vc também vale algo, como todos nós. Saia de “casa”, matricule-se numa academia, vá ver mulher e faça uma boa terapia à base de remédios novos -e caros- eficientes. Se quer questionar o mundo, estude filosofia na faculdade mais próxima, e .. pôrra, arrume uma namorada que te coloque pra cima e deixe de comer putas – ou ao menos, as coma mas sem querer levá-las pra casa… Isto seria muito generoso de sua parte, mas pode lhe sair muito caro afinal… “

— continuo depois- –

 

O mito de Sísifo

O mito de Sísifo

 Acabei de  ler o denso e fantástico O Mito de Sísifo“.   

Qualquer pessoa que já tenha pensado no suicídio ou esteja pensando neste momento deveria ler o Camus,  “O Mito de Sísifo”. É um livro do bem. A lógica do suicídio é destrinchada de um modo peculiar, baseado na idéia do absurdo. É um livro com inusitadas passagens e de uma profundida que ainda consegue ser maior que a clareza e economia de palavras de Camus. Ele explica porque não vale a pena o suicídio. Mas não só isso…

Depois resenho – um dia, ao menos.

 

Meus últimos leitores não tiveram qualquer curiosidade sobre questões espirituais.

Escrevi um post pouco mais denso, “As Noúres“, e ninguém se interessou …

Acessaram todos os posts que falam de sexo ou quejandos.

E o post que fala sobre ascese mística não interessou patavinas.

Vão embora daqui, Insensíveis!

Noúres

Ao revirar alguns de meus livros, eis que encontro um chamado “As Noúres – Técnicas e Recepção das Correntes de Pensamento, do antigamente ilustre místico Pietro Ubaldi. Era italiano o homem, mas veio ao Brasil e gostou daqui, acabou por cá vivendo até a sua morte aos 85 anos de idade, em 1972.

Segundo consta no livro de Ubaldi, as noúres, um termo em italiano, traduzido por “as correntes de pensamento”, serve para designar a mediunidade superior, a mais elevada, de “efeitos psíquicos superiores”, pois esta trata da imersão íntima do médium nestas correntes sutis que emanam e permeiam outros planos de existência, acessível apenas aqueles com a sensibilidade aguçada para tal.

Veja só: não é qualquer bobagem não: não é bater-papo com gente morta ou enxergar espíritos para todo lado e culpá-los de tudo, ou mesmo o uso de poderes mentais fúteis para levitar ou fazer uso da telecinese, ao transportar com o poder da mente um objeto de um lugar ao outro. Não: isso são coisas para, digamos, “amadores” do espiritismo.

Diversamente, Pietro Ubaldi trata no livro acima citado, da elevação do espírito, da ascese mística, da subida aos últimos degraus da cadeia evolutiva acessível, da tentativa de se alcançar a maturidade plena do espírito humano.

Neste livro, ele explica racionalmente -com olhar da dúvida- sua própria experiência mística, pois ele fora abençoado pelo dom de haver alcançado o grau máximo de maturidade espiritual. Esta experiência mística foi vivida e externada na confecção de seu primeiro livro, “A Grande Síntese”, obra inspirada a ele por centros de pensamento no supranormal. (“A Grande Síntese”, para alguns sua obra-prima, foi escrita em quatro anos, à noite, pois durante dia o futuro místico tinha que cuidar da família e trabalhar para sobreviver – afinal, ele abdicara da imensa fortuna que lhe cabia por herança dos seus pais).

Nas altas horas, espírito arrebatado, Ubaldi fazia seu mergulho profundo na alma e era guiado ou inspirado por uma “fé profunda” que lhe dominava por completo.

O livro “As Noúres” trata-se então de uma anatomia do processo mediúnico superior que lhe permitiu escrever a sua primeira obra inspirada, “A Grande Síntese”, bem como estudar a substância deste fenômeno supranormal, através de lentes objetivas, baseadas em sua própria experiência: e o fez com sinceridade que salta aos olhos. E sozinho, diante de mistérios que a maioria humana não suspeita.

Não é um livro fácil de ler, apesar de apenas 220 páginas: deve-se lê-las com cuidado merecido a uma obra sui generis. Lembrar também que se trata de algo escrito em 1936, na primeira metade do século passado, o que nos permite ver por detrás algumas bases filosóficas em voga na época, como certos conceitos de lutas de espécies ou a fiel crença na evolução humana.

Ubaldi antecipa, com acerto, a inutilidade para a maioria dos homens de certos avanços tecnológicos sobre os “mistérios” que antes eram deixados sob o segredo da Natureza. Com o desenvolvimento científico e o fim dos mistérios da Natureza – pois esta se tornara decifrável, previsível e manipulável- passou o Homem a urgir por um novo alimento conceitual capaz de nutri-lo, de fazer frente aos seus novos tempos, aos tempos do psiquismo, não mais o mundo do predomínio da luta pela simples sobrevivência, pois garantida cada vez mais pela Ciência.

Chegara hora, então, da humanidade compreender e desenvolver a capacidade chamada de ultrafania: mediunidade superior de efeitos psíquicos. Uma mediunidade ativa e consciente. Não haveria mais espaço para domínio do inconsciente do médium, cujo “eu” era adormecido e temporariamente eliminado nas manifestações mediúnicas menos adiantadas.

Em certo momento da obra Ubaldi abandona o espírito científico –que considera limitador- na observação dos fenômenos e adota o método intuitivo, que seria o verdadeiro e revolucionário meio de se fazer ciência, pois leva em conta a interação da consciência do observador no tratamento do seu objeto.

Há a pretensão de que seus leitores aprendam a se harmonizar com o mundo espiritual, que conduziria ao êxtase místico em vida, último estágio da evolução possível e que Pietro Ubaldi tenta explicitar neste livro, narrando o eterno drama das ascensões humanas e revelando algumas leis de seu funcionamento.

Ele escreveu também mais de duas dezenas de livros que obviamente me abstenho de citá-los, mas para criticá-los posso apenas dizer que, Pietro Ubaldi, como um cristão que sempre fora, trabalhara com as idéias de redenção pela dor e pelo sentimento de culpa, idéias que este modesto escriba discorda, pois geram mais sofrimentos aos indivíduos.

Mas quem sou eu? Tire, por gentileza, suas próprias conclusões do livro que pode ser encontrado nos sebos ou na Fundação Pietro Ubaldi, mesmo pela internet.

Não sou gay, já aviso antes que alguém perca seu tempo a ler este post na esperança de encontrar alguma confissão inconfessável.

Ainda assim o drama gay me aflige, afinal muitos humanos são atormentados por tais dilemas sexuais, estes “ser ou não ser”  meio hamletianos.

Não conta aqueles períodos de crise pessoal existêncial em que duvida-se  até da capacidade da própria sombra se fazer presente.

Não. Falo dos verdadeiros dramas daqueles que gostam de um “fruto proibido”  pela própria imaginação ou nas mentes  dos de seu convívio.

Mas tudo já foi dito e debatido que não tenho muito a acrescentar.

Ainda assim é um tema  palpitante.

Penso, por exemplo, nos “transexuais” ou sei lá como se chama o novo sexo da moda. Convenha-se é um personagem deveras muito estranho. Alguém aconselharia outrem a se tornar um transexual? Qual deveria ser a atitude de um psiquiatra no caso de um adolescente que pensa em trilhar tais caminhos? Demovê-lo de tal idéia? Penso que sim, num primeiro momento. Mas depois? “Depois do quê ?”, pode-se me perguntar.

Bem, indo a outro ponto do tema, lembro-me destes movimentos políticos gays que são libertários em muitos sentidos e momentos, exceto quando exageram na dose ao convencer pessoas em plena crises de identidades que o problema delas é simplesmente uma questão sexual. 

Digo “simplesmente” pois não acredito que a vida se reduza a simplesmente sexo. Não me apedreje! Nem quero saber a opinião dos freudianos mais.

Mas que trata-se de algo dramático, ah sim, como se trata. Mas o que li na internet dá de “dez a zero’ em qualquer artigo que eu poderia vir a escrevinhar aqui.

Falo do artigo do Prof. Paulo Ghiraldelli Jr sobre o tema, chama-se “Os Gays e seus pais“. Sinceramente, vale dar uma conferida, para ter uma dimensão do problema.  O endereço (link) está aqui abaixo (em vermelho): 

http://ghiraldelli.wordpress.com/2009/07/25/os-gays-e-seus-pais/

Adendo (ou Update):

Depois do comentário feito neste post pelo “filósofo de São Paulo”, estou repensando minhas posições sobre o tema aqui exposto. Aos poucos estou compreendendo o que ele quis dizer no seu comentário meio ríspido, ainda que instrutivo. Mais é preciso me informar mais sobre o assunto do ponto de vista que ele colocou nos comentários. Não abjuro já  do que eu disse, simplemente estou a refletir, a fim de compreender melhor e não apenas ceder a uma “mini-patrulha politicamente correta”.

Estou na cidade maravilhosa.

annavasco_enseadadebotafogo_1901

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O Rio de Janeiro estava sob frente-fria durante este fim de semana: nada de praias, sol … mas, agora ela se foi. O sol ressurgiu, mas já estou a ir daqui.

Mas a noite carioca estava boa.

Fiz novos amigos. Exatos: dois amigos e duas novas amigas, para ser chato e preciso.

Já os conhecia de “ouvir falar”, mas fomos devidamente apresentados na festa de 90 anos do Leblon, neste último sábado.

Festa, aliás, à altura do bairro. Não foi unanimidade na turma, mas eu gostei.

Música relativamente boa e muitas mulheres interessantes.

Fiquei até ligeiramente bêbado e fui terminar a noite, relativamente cedo, num interessante local em Copacabana (ou Copa), a debater  papos-longe-de- serem-cabeças num boteco chic de lá.

Outro fato interessante foram as duas peças de teatro que assisti e que faço questão de recomendar:

- O Estrangeiro.     Sim, com texto do Albert Camus. o Ator: Guilherme Leme. Diretora: Vera Holtz.

Podem assisti-la, sem erro de ser feliz – ou infeliz, mas não indiferente.

Para rir um pouco:

- Como me tornei estúpido., baseado no livro (quase?) homônimo do francês Martim Page.

Resumindo: um cara inteligente, culto -que sabia até aramaico-, professor de faculdade, decide que ser inteligente é um lástima e resolve emburrecer, mas antes persegue outros caminhos como o alcoolismo… Fiel ao humor do livro, vale a pena.

Bom, tenho que ir pois vou curtir decentemente meu resto de Rio.

Abs e boa semana!

Meu antigo psiquiatra sempre me dizia: “o mundo é um manicômio, um asilo de loucos”.

Eu sempre concordava com ele até que, digamos,  concluí que levava esta frase acima muito a sério quando se tratava dos próprios pacientes. Preocupado, fiquei.  Daí, saí de lá.

Agora com a internet, com esta blogosfera – por exemplo- , quase pego o telefone e remarco a consulta com o antigo médico, pois estava certíssimo.

Não apenas sou louco. Mas ao se conversar  com outros na internet, principalmente através (e lendo) cometários em blogs, parece um circo de horrores.

Por exemplo: se vou nos blogs de política, de certo nível pra baixo, da direita à esquerda (e vice-versa) os comentaristas parecem está completamente surtados, quando é possível entender o que estão querendo dizer.

Que sou meio louco, não tenho dúvidas. Para deduzir isto basta consultar este blog e ler parte (e apenas parte) de minha vida e o fato estranho de divulgá-la na Net. Logo eu, um “nada”. Tal como o leitor, outro “nada” também.

Política é um verdadeiro porre. Discuti-la como ciência, ainda vai. Mas participar mesmo só para doidos, malandros e desavisados.

Sei, dizem que somos animais políticos. Mas poderíamos ser menos.

A democracia tá aí, ninguém é maluco de derrubá-la, até porque será confrontado e destruído quem o fizer, afinal não estamos em 1964. Quanto a isso -sustentação da democracia- não acredito que haja maiores problemas.

Agora, aguentar a revoadas de denúncias de uma lado a outro do espectro político é demais pra mim: haja estômago. Ou melhor, não sou nenhum vestal, já vi muita coisa escrota, mas falta paciência.

É de lascar a cobertura dos jornais e revistas sobre qualquer assunto, exploram tudo até a última gota: do purpurina do Michael Jackson ao escândalo do dia no Congresso Nacional.

No caso da cobertura política é impressionante a falta de critérios e o quanto nos acham imbecis. E incluo os blogueiros políticos nestas paragens. Mas quanto à falta de critérios, deve-se a natureza da matéria que é fluida e opinativa, que dificulta agradar a gregos e troianos, mas também há muita má-fé, além da questão dos monopólios de comunicações e … ô chatice este assunto! 

Mas antes noticiário político que policial. Aí é de lascar, só sangue.

Antes destruição de imagens do que de vidas.

Adendo:

Post idiota.

Não entendo nada de música de câmara, mas fui numa apresentação que, pressinto, dará grandes frutos ao compositor.

Tudo bem que ele é meu primo.

As músicas do CD dele parecem feitas para outros músicos, mas não é bem assim. Basta deixar-se levar pela melodia e pela harmonia. É preciso um pouco de paciência penso e deixar-se entregar é fundamental: entrar no clima da música.

Ouço agora um balé: “Balé Macaúba”, referência direta à fazenda que pertencia a nossos avós. Como disse naquele post, cada um a homenageia com seu respectivo talento: e vejam só, a fazenda que só era um post e uma foto (no cabeçario deste blog) virou até balé contemporâneo!

Que virá depois? Creio que não logo, mas daqui um tempo, virá o meu livro (ainda não escrito)!

 Não gosto de drogas ilícitas nem lícitas. As últimas, só uso por recomendação médica e assim mesmo após inúmeros questionamentos.

No caso da ilícitas, a Maconha, por exemplo, não acredito que traga grandes males e que mereça ser considerada droga, mas não sou do tipo que deve usá-la – até pra não gostar.

Antigamente eu me irritava com os ultraconservadores que tratavam (e tratam) a questão das drogas como uma simples questão de direito penal, não de saúde pública, como penso que deveria ser.

Mas, agora,  tem-se que aguentar os argumentos chatérrimos dos drogados (ou usuários).

Não adianta discutir com eles, nenhum argumento serve: estão certos e fim de papo: “não é droga”; “freud cheirava também”; “não sou viciado”; “a sociedade é que exclui as pessoas”; “somos excluídos, temos direitos”; “não incomodo ninguém”; “droga é sexy”… Uma cantilena infinita.

Longe de mim querer ajudar alguém à força, ainda mais drogado. Vire-se, se adulto for.

Mas meus ouvidos não são latrinas. Se não aguentava os conservadores com suas posições irracionais ou mesmo hipócritas. Não aguento igualmente a ladainha dos pró-drogas.

Caso, por exemplo, o caro leitor queira cheirar, fumar, beber até cair todos dias : enfim, caso queira se destruir, faça-o como um bom suicida, ou seja, não leve ninguém junto com vc, vá sozinho, se ferre só. Se quiser ajuda para sair desta, é só pedir. Mas, repito, não arraste mais nenhum incalto à sua merda. Vá dignamente só. E, principalmente, vá em silêncio.

 

José Saramago, que dispensa apresentações, lembrou-se do aniversário de 98 anos do grande Ernesto Sabato: ver aqui.

Com todo respeito ao Nobel único da língua portuguesa, mas este blog  já havia se recordado da proximidade dos quase 100 anos do Sabato. É só conferir aqui.

 

Encontrei, por acaso, com a Cris.

Ela me disse sobre sua nova façanha.

Meus Parabéns! Fiquei realmente feliz – e muito.

A Universidade deve estar orgulhosa.

Beijos. Até um dia. Ou nunca.

Deixei pela metade  dois livros do Jean-Paul Sartre:

- Uma Guerra Estranha;

- Freud, além da alma.

Explico: são bons: com passagens interessantes… E um livro não tem nada a ver com outro: o primeiro é o diário de Sartre numa parte da Segunda-Guerra Mundial; o  outro, um roteiro para um filme sobre o Freud. Mas estou sem muito tempo, têm inúmeras páginas e enjôei das “estórias” no meio. Noutra hora os termino.

Comecei, porém:

- O Ser e o Nada.

O título bacana deste livro já vale por ele: mas os primeiros capítulos são difíceis, apesar do excelente escritor que foi o Sartre. Saltei pro final e se tornou intelegível.

Mas li os pequeninos, os opúsculos:

- Esboço para uma teoria das emoções;

- A Imaginação.

Não me pergunte sobre este acimas, são curtos e falam por si: mas mesmo assim terei que relê-los para captar o espírito decentemente.

“Quem não tem cão…” : se não entendo direito a obra Sartreana, apelo para muletas. Por isso, estou a ler uma biografia dele (biografia enorme, que preguiça…), a fim de entender  melhor sua obra:

- Sartre: Uma Biografia (por Annie Chen-Solal);

Sobre a querela entre Sartre  e  o escritor franco-argelino Albert Camus, li:

- Camus e Sartre: O polêmico fim de uma amizade no pós-guerra (por Ronald Aronson)

Confusão começou ou foi preciptada -já não estou certo- pela publicação por Camus de seu livro mais odiado pela esquerda da época:

- O Homem Revoltado.

É muito interessante nele a crítica a certo niilismo – e sobra farpa até pro Nietzsche. Ha ha …

Por absoluta falta de assunto, anuncio um futuro post:  ”Crises de 1929 e 2008 – Paralelos.”

Tenho que fazer um discurso no próximo sábado sobre esse assunto acima.

Postarei o negócio depois, aqui.

Tremai-vos,  blogueiros economistas!

 Afinal, se ” tudo que sólido se desmancha no ar”, imaginem vossas frágeis  mentes economicistas após lerem meu  brilhante futuro post!

Não fui ao escritório hoje.

Acordei muito cedo e irritado. Liguei para a estagiária e tentei avisar que não iria.  Como estava (e estou) irritado vi que o dia seria improdutivo. Pior de tudo, tinha que entregar trabalhos de dois dos cinco cursos de extensão que estou a fazer: meditei e conclui: não entregarei os trabalhos. Desisti de alguns cursos. Pronto. Dinheiro ao lixo. Mas fico livre do stress.

É bom sentir-se livre. É ruim, porém,  sentir-se incompetente.

Aproveito então pra entrar em contato com o médico, a fim de fazer consulta hoje, pra não me atrapalhar amanhã no escritório. Não consegui adiantá-la.

Bola pra frente.

Hoje, a noite já terminou pra mim. Foi curta e … fina.

Nada como uma companhia agradável – e risonha.

Nem duas horas que se passaram num átimo.

 É verdade que é baixinha. Mas não é nenhum demérito, só uma característica.

Ademais, “nos pequenos frascos …”. Vc sabe o resto do ditado, leitor.

Sóbrio feito um bispo retorno pra casa e digito estas linhas bobas – mais umas dentre tantas deste blog.

Mas a noite foi mesmo curta e legal. Se pudesse a multiplicava por dez!

Não hoje, porém: compromissos amanhã anadiáveis e cedo.

Ela foi agora a um show. Só me preocupo com os baixistas pra cima dela :)

Por que baixistas atraem tantos as mulheres? Nem tocam um instrumento musical decente.

Bom, brincadeiras à parte, foi noite agradável, pena que acabou logo.

Aguardo os acontecimentos.

No blog do o Hermenauta houve – há tempos- uma discussão interessante sobre o Opus Dei, prezalia católica.

Não quero discutir esta seita não muito sofisticada em suas doutrinas, e que já é bastante conhecida pelos seus métodos de aliciamento de jovens imaturos e, em geral, talentosos.

Fui certa vez na reunião de tal seita, aos 17/18 anos, mas não sabia do que se tratava exatamente, e não caí no engodo, como expliquei ao Hermenauta no seu blog.

De qualquer modo, já estive depois ligado a algo muito mais sofisticado com certo caráter de seita.

Quando saí de lá, tinha a sensação de que não iria sobreviver no mundo, apesar de meus conhecimentos sobre a natureza humana bem adquiridos por lá.

Passei (e passo) por um período de, digamos, reabilitação mental – nunca antes, desde uma década estou me sentido tão bem! E longe deles. E não sou, nem estou, maníaco ou qualquer estado que poderia estar nos pólos dos eixos paranoia-esquizofrenia ou mania-melancolia.

Falo do abuso, já previsto por Skinner, de certas clínicas terapêuticas, com seus líderes carismáticos e metidos a sabichões e/ou megalomaníacos.

Longe de me fazerem sofrer fisicamente, me seduziam por sofisticados meios de manipulação, pois afinal conheciam minhas fraquezas. Fizeram-se passar por geniais e trouxeram uma cosmovisão única, bela, sofisticada e, ainda que aberta a novos conhecimentos, falha. Mas ainda queriam (sutilmente) a submissão e que se engulisse alegremente sua doutrina.

Pior a mim, que simplesmente concordava, pois não via nada de idiota naquelas palavras, ao contrário, me pareciam muito sábias.

Disseram-me que haviam “beneficiado” mais de mil  pessoas, maioria de bom nível intelectual.

Hoje, quero “matá-los”. Não é todo dia que penso em fazer isto, mas ai deles se cruzarem na minha frente ou de amigos e familiares mais uma vez.

Mas é um sentimento ambivalente, de ódio e amor: amanhã, por exemplo, posso acordar sentindo falta deste pessoal e suas idéias: só com o tempo poderei esquecer…

Enfim, deixado o recado, retornarei a meu cotidiano caótico do blog.

Falta-me cérebro, mente, tutano… Eu sei que o leitor já notou.

Se não acredita, dê uma olhada nos blogs :   do NPTO; da   Angustiada Consciência;   do Hermenauta; do Idelber Avelar; do Sergio Leodo Alex Castro e outros que não mencionarei para não dar briga.

Sim, são fodas.

Ai, meu bloguinho. Ai, invejinha.

A figura humana é meio ridícula.

Basta olhar, com certa distanciamento, um corpo humano para ver como é ridículo. Olhar na rua as pessoas caminharem para lá e pra cá, dá a sensação que o  homem não deveria nunca caminhar como bípede. Fica a sensação de que ele permanece em pé  por milagre. Parece uma maravilha da natureza?  Não me parece. São macacos nús, como já disse certo antropólogo. São animais que pensam que não são mais animais. Sua  autoilusão é de que o homem é belo, perfeito ou quase. Esquece que: caga, mija, enfia os dedos nos orifícios nasais, coça-se, expele gases e por aí vai. Mas o corpo em si, é uma engenhoca imperfeita na maioria dos humanos, sempre cheio de defeitos internos e externos, com prazo de validade. Aliás, o prazo de validade, o tempo de vida humano, toda sua seqüência de vida mamífera - desde o nascimento, crescimento, reprodução e morte – indica uma fragilidade total. É um ser com um corpo frágil individualmente. Basta um tropeço numa escada ou uma batida em baixa velocidade para destuir este corpo frágil. Que dirão as doenças! Bactérias, vírus, qualquer coisinha prosta um ser humano com aquele corpo frágil. E desengonçado. Mas ainda insistem: estão acostumados a pensar em si como seus altos padrões estéticos. Um indivíduo ainda se vê como se tivesse o belo corpo de um(a) modelo (a). Êita homens iludidos.

Sinto falta de M., a última M.- minha ex. Não da ex-ex que iniciava o nome com M. também., que já cometei noutros posts.

Ela era (é) culta, muito inteligente, bondosa (até demais), loquaz  e … gostosa.

Mas fiz besteira. Ao mesmo tempo eu não a queria, pois me sentia insatisfeito de algum modo.

Outras atraiam-me, digamos. Percebi que não iria durar e acabei, neste processo de auto-descoberta, sabotando a mim (sic)  mesmo na relação.

Mas sinto falta dela. Faz muita falta.

Aceitaria até ser amigo dela, caro Demônio: vamos fazer um pacto?

Ao ler textos sobre a Segunda Guerra Mundial, fico assustado.

Primeiro imagino a geração européia que viveu o  entreguerras, ou seja, aqueles que nasceram antes ou mesmo durante a Grande Guerra e adentraram na Segunda Guerra Mundial.

Penso neles pelo seguinte: Como tiveram forças para superar a penúria e o sofrimento daqueles tempos? A mortandade monstruosa, a destruição de riquezas e de ambientes, a fome, a miséria, a escravidão, os combates, os massacres …. Não que alguém tenha vivido a Guerra em todas suas dimensões. Mas como acreditar em algo melhor? Num futuro?

Com tantas vidas em torno sendo ceifadas ou inutilizadas, como algum ser humano daqueles anos sobreviveu? Sem cicatrizes? Que filosofia de vida lhe deu sentido à vida?

O motivo da esperança deles possivelmente estava na próxima geração. Talvez acreditassem que a juventude que viria depois usufruiria da paz, da nova paz então.

Não deixa de ser um a ilusão pôr  esperanças e sentidos da vida numa outra vida, que nem surgiu ou está em desenvolvimento.

Deve-se arcar com o próprio peso e viver em plenitude cada momento da vida. Plenitude: não beatitude, nem felicidade.

A geração da Segunda Guerra Mundial, principalmente do teatro das operações de combate, foi praticamente destruída. Que trabalho gerar e criar toda uma nova geração em meio à penúria e aos destroços, para ser, em seguinda tragada por nova barbárie!!

Algo ocorreu depois: o mundo não se envolveu numa situação daquelas outra vez mais. Isto mostra que há algo de positvo no mundo, como se uma pulsão de vida estivesse a vencer, a prevalecer sobre nosso instinto de morte.

A Segunda Guerra foi uma guerra justa? Do lado dos Aliados? Penso que sim, a opção era prevalecer o princípio da escravidão. Mas há quem acredite que não há guerras justas. Eu acredito nisso.  Mas -há sempre um “mas”- ao ler os discursos de Thomas Mann feitos na BBC, dirigidos ao povo alemão, quase acredito em guerra justa naquela situação, contra aquele bando de criminosos que se apossou da Alemanha de então.

Mas isto é uma outra estória.

 

Sim, são quatro patetas: Platão, Aristóteles, Santo Agostinho (o Bispo de Hipona) e São Tomás de Aquino.

São patetas pois foram responsáveis por quase 2000 anos de atraso no desenvolvimento da Física e, por conseguinte, atrasou o desenvolvimento tecnológico humano.

Platão e Aristóteles, claro, não tinham consciência que suas obras seriam usadas para atrasar o desenvolvimento tecnológico. De qualquer modo, atrapalharam.

Seqüencia de besteiras proferidas pelos gregos acima:

Platão: O mundo das idéias é perfeito, mais confiável que dos sentidos. Ou seja, nada de experimentos para testar a realidade falha. Tome atraso…

Aristóteles: Universo é infinito e eterno. Universo composto por 56 esferas cuja Terra fica no centro. Tudo perfeito acima da esfera lunar. Abaixo dela é o mundo odinário, com suas mudanças. Há quatro elementos e propriedades. Há a o quinto elemento: o Éter. Olha só de onde surgiu a baboseira do Éter que distorceu pesquisas na física durante centenas de anos!! Aliás o Éter atritaria com os astros e geraria seu brilho.. Ainda, por detrás das 55 esferas haveria a última onde ficaria o Deus-motor-primário que seria responsável por girar a esfera das estrelas fixas, daí as demais se moveriam… Foi também Aristóteles que confirmou o senso comum erroneamente de que o corpo mais pesado cai mais rápido! Besta.

Segundo historiadores,  foi seu Santo Agostinho (séc . IV) quem relançou os textos gregos em liguagem critianizada - surge os neoplatônicos- e deu base para igreja católica inscipiente de seu tempo alçasse vôo que revitalizou as idéias gregas mas sob canga da igreja: e tome Aristóteles como dogma e todas suas asneiras na Física que perdurariam por dois milênios. As idéias neo-platônicas incentivavam o cuidado com o corpo, não com o mundo material.

Seu Santo Tomás de Aquino, espertinho, criou logo um sistema lógico perfeito dentro das concepções da Igreja e cristalizou mais ainda (mesmo que já no séc. XIII) as idéias físicas erradas  e pré-concebidas.

Quantos foram limitados pela obscura idade média? Giordano Bruno, Galileu Galilei – este escapou pois compadre era o papa-  e centenas ou milhares de desconhecidos amantes da verdade científca que foram obscuralizados pelas abobrinhas dos quatro patetas!!!

 

Ps: Retirei as informações (e confirmei outras) da apostila do curso do prof. Aba Israel Cohen Persiano. Física, UFMG.

Há várias categorias de blogs. Independente disso a maioria é inerte, pois foram abandonados.

Este aqui  não mais entrará nesta última categoria, se tudo acontecer como estou prevendo: acaso tudo dê errado nos próximos meses!! :)

Recebi visitas carinhosas e surpreendentes neste dias de blog “finalizado”!

Mas a Jac Oliveira ( e aqui) tem razão: não se pode depender dos comentários, que são legais e bem-vindos.

Além do que não passa muita gente por aqui mesmo…

Reinauguro o BLOG outra vez!!!

Nova Fase na vida: entro em detalhes aos poucos, mas não mudará muita coisa por aqui não…

Sejam novamente bem-vindos, internáuticos!!

Por pior escritor que seja, nada como escrever. Mas, do lado de cá: cansei. Realmente é o fim da linha para este blog. Mas sinto uma grande falta dele…Não é à toa que estou aqui a blogar novamente em plena crise de … dependência do remédio para dormir: cortei-o por completo, meio a contra-gosto, mas cortei. É difícil não sentir a falta: fico agitado, a subir e descer as escadas, como se procurasse por algo… De fato, procuro: o remédio: já xeretei vários cantos onde poderia ser encontrado um comprimido para deitar em paz e nada de frontal (2 mg)!

Não sei se publico este post. Não sei se publico. N~~ao sei se publico. No publicum ”post” est. To publish or not to publish? Is correct?….

Apesar do prazer que tenho em escrever no blog, encerrarei as “transmissões” hoje à noite.

Motivos são diversos, mas a falta de leitores-comentadores é  o principal deles.

Engraçado depender de pessoas que nunca vi para continuar este trabalho inútil, apesar de gratuito.

Ainda que proposta do blog fosse  para meu exclusivo desabafo-grito pessoal, foi inevitável que eu o contaminasse pelos mas diversos assuntos que vieram à tona em minha mente. E olha que nem quis tocar, nem em aprofundar em ínumeros outros assuntos de meu interesse.

Talvez por falta de leitores-comentadores. Pois em poucos meses, quase mil leitores passaram por aqui. Não é nada comparado ao que há por aí, mas me deu confiança e orgulho. Mas salvo raras e legais exceções são poucos os que comentam aqui.

Esta falta de feedback indica algo sobre  qualidade do blog.

 De qualquer modo, os resultados, ao menos no início, quando existiam poucos posts mas proporcionalmente mais comentários, indicavam um auspicioso começo. 

Enfim: foram 67 posts com 36 comentários (incluindo os meus e excluindo 10 spans).

O primeiro post foi em julho de 2008 e o último (este) em 05 de abril de 2009.

Só adquiri o hábito ou necessidade de blogar mais amiúde lá para dezembro de 2008, de modo que os quase 1000 leitores que passaram por aqui não indicam nenhum fracasso de popularidade, houve até um grande aumento de leitores diários.

Mesmo assim,  eu haveria de mudar alguns assuntos e modo de escrever, o que demandaria muito mais blogagem pelos meses afora. Algo que não pretendo fazer neste blog que hoje tento encerrar.

Digo “tentar” encerrá-lo, pois quem escreve algo sabe que às vezes é uma necessidade (ou vício?).

Talvez eu crie, daqui um tempo, outro blog só para assuntos com seriedade e outro para bobagens.

Talvez nada.

Abs. e felicidades a todos!

Sei que não é dizer nada revolucionário, mas não suporto mais estes dois assuntos acima: futebol e e fórmula-1.

Já gostei -e jogava até bem- futebol e basquete. Já torci para uns três times de futebol diferentes e gostava do Nelson Piquet e um pouco do Ayrton Senna. E acompanhara de muito longe, e vagamente, os Lakers na NBA.

Gostava do Telê Santana e de sua seleção brasileira, apesar da minha pouca idade na Copa de 1982 (ou 86? já nem me lembro).  Já gostei do Flamengo do Zico, do Pai-Sandú (do Pará) e do Atlético mineiro.

Isto até meus 17 anos. Parei por aí. Depois, só para não fazer feio com alguns amigos, pisei poucas vezes num estádio de futebol.

Se alguém quer me apartar de uma conversa basta falar de futebol: sei menos que a maioria de minhas amig(A)s sobre o assunto atualmente.

Não compreendo e nem memorizo campeonatos, jogadas, esquemas táticos, tabelas e nomes de técnicos e jogadores. Acho que tenho um QI a menos mesmo. Recuso-me a saber disso. E acho o cúmulo gente que se faz de entendido no assunto. Sou curto-e-grosso: mudo de assunto.

No máximo falo sobre a seleção brasileira. E sobre a seleção Argentina. É. Eu  gosto do Maradona, não sei por quê, gosto do cara.

Ayrton Senna gostei no começo da carreira dele. Como alguns amigos e familiares de meus pais gostavam de, às vezes, reunirem-se para um domingo à piscina, eu até que acompanhara a carreira do homem.

Depois de um tempo, simplesmente, o achava um pôrre de chato,  talvez por conta da hiper exposição midiática, imagino. Quando Senna morreu fiquei meio chateado, mas depois vi que gostava muito mais da figura simpática do Barrichello – pena que não ganhava muita coisa.

Mas a fórmula-1, como “fórmula” já deu o que tinha que dá, não agüento mais. Bom, só me sinto importunado quando tocam no assunto para trocar as figurinhas que não possuo, pois não acompanho o assunto e não faz parte de meu ‘radar” mais.

Mas não pense que sou só chato anti-esportivo: das Olimpíadas ainda gosto, pela variedade de esportes e pelo clima de comunhão/competição universal.

É, o chato sou eu. Mas chatos também amam, não esqueça disso, leitor.

Eu gosto de vc, por exemplo, leitor: principalmente se deixar um comentário no blog!

A pergunta do título é uma “pegadinha”, pois Chê é passível de  ser um e outro – assassino e revolucionário.

Ele era autêntico revolucionário, o Ernesto.

Foi autêntico assassino também.

Como disse um dos seus biógrafos, o ex-chanceler do México, Jorge Castañeda: poderia  ser  traçado um paralelo entre Chê, da então revolução mundial, com o Osama Bin Laden da anticruzada ao Ocidente atual.

Mas há algo mais em Chê. Não só o carisma. A vida de dedicação a uma causa que acreditava mais racional – socialismo- e os perigos que enfrentou de peito aberto, demonstram certa grandeza moral.

Ademais, seus inimigos eram ou tornaram-se assassinos também. O que os igualam moralmente- – por baixo.

E a história de Chê é atraente para qualquer jovem rebelde ou protorevolucionário.

Derrubar um regime caduco e corrupto e transformar a vida de Cuba - antes puteiro americano- num lugar melhor ou menos miserável, frente aos poderosíssimos adversários, não era para qualquer um.

Havia nele, Chê, algo de sobrehumano, como reconhece seu biógrafo mais crítico -citado acima-  pois tinha uma superioridade moral advinda de suas convicções pétreas (ou fanáticas, se preferir), de sua extraordinária perseverança e abdicação ao coletivo (com tudo que isto soe  ruim hoje em dia), e de uma inteligência superior.

Dizem também que se não tivesse sido morto e depois fotografado com estampa  à la Jesus Cristo, não seria um mito hoje.

E hoje, seria aconselhável incentivar novos Chês?

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Sanguinários de plantão adoraram a prisão da sócia da Daslu, que está com câncer em metástase.

Agora a mulher foi solta: ainda não sei os motivos da soltura, mas era injusto que ela continuasse na cadeia doente, independente de qual seja a lei: o resultado poderia ser sua morte.

Patifes dos Ministérios Públicos, que adoram aparecer, ou mesmo membros da Magistratura, do alto de sua pretensa sabedoria nada salomônica querem o linchamento de alguém por não pagar tributos. Ora num país onde metade da economia é informal, não vai faltar bandido.  Mas condenar uma senhora rica -e só porque é rica- à morte me parece uma vingança. Claro, querem dar um exemplo aos demais sonegadores. Bem, o recado já foi bem dado então. Mas a ânsia de vingança dos justiceiros me preocupa. Pois aproveitem: labuzem-se e gozem com o martírio alheio! E só porque a criminosa é uma rica esnobe:  este é seu crime lesa-pátria.

“Ah, e os milhares de pobres que são condenados por não terem tido  uma defesa correta na Justiça?”

Simples: o Estado Democrático de Direito -seja lá o que for-, no Brasil, está cada vez mais desenvolvido e deverá servir aos ricos quanto aos pobres de modo cada vez mais igual,  e não se deveria punir o rico por fazer bem sua defesa, mas levar a boa defesa, de qualidade,  a ser estendida a todos. Se o rico corrompe a justiça, é outra estória. Mas quando o rico se defende com os mecanismos legais disponíveis não está agredindo ninguém. 

 ”Ah, mais aí ninguém seria preso, só nos casos muito gritantes!” Exatamente é este o ponto: só deveria ir para cadeia ou manicômio quem é realmente perigoso, destrutivo.

Pois a Justiça – como invenção- é uma piada em qualquer país. Uma piada de mau-gosto. A retirada da liberdade de alguém deveria ser a última alternativa e não servir apenas para contentar a sede de vingança  da população amedrontada e iludida com imagem de uma justiça redentora. 

Isaac Newton: o genial físico, foi diretor da casa da moeda inglesa e mandou enforcar muitos falsários. Dizem que funcionou sua tática. A tática de um gênio. Se permitissem, e ouvissem as vozes do povo na rua, tal tática seria adotada no Brasil de hoje para punir os sonegadores e supostos pedófilos (dois novos bodes da vez). Mas Newton viveu no século XVII. No nosso século XXI, deveria haver algo mais criativo e mais humano… Mas aí seria pedir demais à bondade da sociedade e do bicho humano, em particular.

Sinceramente, não queria ter nenhuma empregada mas não é possível, dadas as condições da casa e de minha mãe.

Mas, puta-que-pariu, a última que acaba de rodar, era ótima pessoa. Propositalmente minha irmã criou caso com ela, ou ao menos criou uma animosidade recíproca, que hoje tive de demiti-la. Mas minha irmã ouviu de mim bastante antes:

- Sei que vc criou caso pra mandá-la embora e blá, blá..

Falei alto e claro até  cansá-la  de tanto ouvir que não estou desatento às picunhas dela, que sei que tudo foi proposital, ou quase tudo.  

Por que mulheres implicam tanto com as empregadas?? Pôxa, será que não dá paras respeitá-las, que não são escravas, que não tão aí para fazer tudo para os outros.

Ela que se vire em arrumar a(s) nova(s) empregada(s)!

E se quiser embora junto, faz bem!

Vá conspirar com seus médicos “psi”: vá lá fofocar, vá lá dizer que lhe tratei mal na frente dos outros!

Tratei mesmo: detesto orquestrações e triangulações e sei que quem faz isso detesta, mas detesta mesmo, ser exposto. Bem feito. Não sou tonto como possa parecer, mas quando entro na briga é para trucidar…. e já não estou nem falando deste caso de empregas, mas de vários outros…

À merda estes seus médicos “psi”, que abusam do poder deles descaradamente. Minha paciência esta acabando, mais um pouco de intriga e eles vão se ferrar.. ah, vão.

Fiquei um tempo sem blogar e percebi que, dentre outros assuntos, alguns leitores procuraram neste blog temas sobre os auto-intitulados filósofos de rede: Paulo Ghiraldelli Jr. e Olavo de Carvalho

Provavelmente se deve ao comentário feito pelo segundo (Olavo de Carvalho) no seu último programa rádio-internáutico sobre o Paulo Ghiraldelli Jr. Alías, já no penúltimo programa também falara mal do professor, ou melhor, do curso dele. 

No primeiro caso, na última segunda-feira: questionou a legitimidade da alcunha “filósofo da cidade de São Paulo” atribuída, ou auto-atribuída, ao Prof. Ghiraldelli Jr. E noutro dia, disse que o Ghiraldelli estava iniciando um curso de filosofia no mesmo dia em que ele, o Olavo, iniciaria o seu curso de filosofia (só que este pela Net). Além do que,  num rasgo de humor meio-grosseiro, Olavo  ter citado quais seriam as supostas disciplinas do curso semi-presencial do Guiraldelli: “epistemologia da vagina”  seria um dos exemplos citados.

Bem, este dois senhores se desentendem há algum tempo. O Paulo Ghiraldelli Jr deu um cala-boca magistral no Olavo, num artigo do seu blog há certo tempo.

Mas parece que a briga recomeçou.

Aparentemente disputam o mesmo público que oscila entre um e outro, ou que odeiam-se. Mas, a grosso modo: Olavo seria o de direita-volver e o Ghiraldelli, o de esquerda.

Em comum: têm o fato de serem americanófilos e pró-israel,  que os distinguem politicamente de muitos que são de esquerda e direita.

Ambos também se dizem filósofos. O Ghiraldelli parece que é filósofo de formação acadêmica sólida (ver Lattes dele!) com pós-doutorado, livre-docência e tudo mais. Sua linha é o pragmatismo baseado em Richard Rorty.

Seus escritos são mais refinados que os do Olavo. E também, como o ”rival”,  escreve bem, mas tem desenvoltura na frente das câmeras de TV ou de computador.

Já Olavo é mais divertido e vai mais a fundo em alguns temas exóticos, mas tem aquelas suas obsessões direitista com temas que em geral ninguém não-iniciado na “direita-volver”  leva a sério. Mas seus programas de rádio, são muitas vezes hilários, ainda que meio grosseiros.

Concordo, preciso dizer, mais com as opiniões (à esquerda) do Ghiraldelli Jr., mas falta-lhe uma dimensão espiritual, que, digamos, encontra-se nos textos do Olavo. À vezes até  concordo com alguns raciocínios do Olavo, mas não com suas conclusões.

Não sei qual curso dos filósofos “de rede” eu freqüentaria: tenho mais “medo” do curso do Olavo pois talvez saísse doutrinado, à direita, de lá.  Já o  curso do outro filósofo não poderia frenqüentá-lo pois não moro na mesma cidade, nem teria tempo.

Bom, daqui a pouco os dois ficarão ricos com este negócio de filósofo de NET. 

Enfim: com os links deste post, confira lá que tem a dizer cada um dos filósofos. E divirta-se, leitor.

Ah, aqui os links:

Ah, …. e as mulheres casadas!

Jamais me intrometi em seara alheia, mas hoje foi por pouco.

Não preciso dizer o quanto bela ela era (ou é…). Mas se jogando daquele modo? Era alguma encrenca. Trocamos diretas, indiretas, tortas e endireitas, mas algo esquisito!

Não que me incomodasse tanto o fato dela ser casada, mas  fato dela praticamente se jogar e com aquela beleza toda!  Deve ter algo sinistro aí… Ah, aí tem… Veremos o amanhã.

moçafeliz

Alguns passos importantes para se sair de uma depressão de grau-médio:

- Admita que vc realmente não vale nada;

- Generalize agora: nem você vale nada, nem ninguém, nem o mundo, quiça o universo;

- Agora pense (e tenha logo a primeira recaída) sobre o seguinte fato: sim, muitos estão mais felizes que você; na verdade, alguns são até melhores que você;

- Não há saída mesmo. É a angústia total: nem forças para suicidar você tem e se tiver é porque já está melhorando…;

- Vc não quer melhorar: o mundo é só trevas: não há forças: todos os pensamentos ruins vêm-lhe a mente em bando: eles dizem que você é um zero à esquerda, nunca fez nada na vida, ”meu pai me odeia”, “eu o odeio”,” minha mãe me castrou”, “a culpa é da igreja” …;

- A “culpa” . Você deve focá-la e em seguinda: esqueça completamente esta bobagem chamada culpa: vc é um amontoado de células que não vai durar muito tempo na terra, culpar a si e aos outros é o SEU problema;

- Levante a cabeça: diga a si mesmo: “sou bundão, sou cagão, mas quem não é ?” ou equivalente;

- Tome medicamentos receitados por um médico que preste: não adianta culpar a ciência por este “malditos” remédios. “Remédio”, como diziam antigamente, ”é sempre amargo”. Você deve tomá-los pois sua mente não está funcionando bem sem dopamina (ou quejandos);

- Há efeitos colaterais? Inúmeros: você nem saberá direito quem é e fará coisas que nem acreditará depois que parar de tomá-los: “Como fui babar daquele modo?”; ” minha fala estava estranha”; “não me lembro de nada”, etc;

- Se você puder ler, evite livros de psicologia e filosofia. Caso insista, passe longe de alguns caras (autores) que só irá entender se estiver com a cabeça lúcida, coisa que muitos destes filósofos nunca tiveram: lembre-se que na época da maioria deles não existia fámarcos mentais eficientes como agora. Só leia filósofos positivos e intelegíveis para o seu momento.

- Se tiver forças: peça alguém -pai, mãe, advogado, contador, colegas, namoradas (os)- para “tomar as rédeas” de suas coisas, de sua vida, pois você está temporariamente incapaz disso. E sim, tempo é dinheiro e é vida também. Mas não use isto como desculpa para acabar o tratamento;

- Na angústia quase-total: vc não terá saída a não ser esperar a medicação fazer efeito: mas vá imaginando seu futuro melhor…;

- Qualquer coisa serve para vc se sentir melhor: qualquer filosofia de vida ou religiosa. Lembre-se: sua adesão aos credos será só temporária, depois vc perceberá que eles são titica-de-galinha novamente, mas, AGORA, qualquer que lhe alivie o sofrimento é ajuda bem-vinda.

- Corte a bebida; e os amigos que lhe fazem beber. Não que vc seja um pinguço, mas álcool deprime num segundo momento, sem contar a mistura dele com os medicamentos, e sem falar que você fará besteiras imperdoáveis, como contar sua toda sua vida amorosa   a um amigo(a) de farra. Vc se esquecerá, ele não.

- Jamais leia Nietzsche (ou equivalentes) numa deprê. Se o fizer: tranque as janelas, escondas as facas ou tire qualquer outra coisa mortífera de perto de você;

- Ligue para seu médico inúmeras vezes, quantas necessárias. Não se preocupe em incomodá-lo. Ele é pago para isto mesmo, sem falar que ele ficará feliz em saber que está mantendo o contato e através deles poderá receitar uma medicação melhor;

- Se seu psiquiatra não for terapeuta também, procure também um psicólogo. Dê preferência para aqueles mais práticos: vc não está afim de se analisar agora, nem serveria para muita coisa, você só quer assistência, ou uma “muleta”, para caminhar nestes momentos difícieis;

- Se por algum motivo não confiar em seu médico, fale na cara dele. Acredite: ele ficará mais feliz em saber disso se for bom médico ou psicólogo. Nas terapias a “confiança” é grande parte do problema e se ela não existir na maior parte do tempo, o tratamento pode não funcionar. Troque então de médico. Mas antes fale na cara dele suas aflições quanto a ele. Exemplo: “você não passa de um fantoche da indústria famacêutica que deve estar ganhando uma nota-preta para me entupir de remédios que me robotizam, seu FDP”.. E por aí vai…

AVISO : se vc leu até aqui é porque és louco-de- jogar-pedra, pois ninguém deve confiar num blogueiro anônimo que escreve sobre como tirar alguém de uma situação tão complicada. Vá procurar um médico. Já!

Percebi que o blog  está muito mal-humorado, nem parece o dono dele. Brincadeira, puxou um pouco, sim :)

Mas como escrevo em geral para extravasar, não tenho como não contaminar o bloguinho.

Mas há uma tendência a temas mais pesados e egocêntricos.

Quando faço comentários por aí, na blogosfera afora, dependo muito do blog-anfitrião e do seu conteúdo para se fazer um comentário divertido…

Não sei como fazer um blog  divertido.

Ah, pra quê também? :)

A paixão que sentia por ela era intensa, avassaladora.

E durou apenas poucos meses nossa relação amorosa.

Nestes meses senti que a queria pelo resto dos meus dias.

Foi tudo tão rápido e com o fim tão repetino e drástico.

Se eu não tivesse vivido aqueles inesquecíveis dias, minha vida não teria sido realmente vivida até hoje.

O que veio depois foi o inferno. Mas descontando a “tempestade” que se abateu sobre mim, sobre outros e, pelo que percebi hoje, sobre ela: tudo valeu a pena. Read the rest of this entry »

Impressionante. Nem com certa dose de álcool certas pessoas se tornam novamente suportáveis. Até pioram. Devo estar velho.

Nada como estar em casa, mesmo digitando esta coisa de blog.

Gosto de todos, mas não os agüento: inexplicável.

Talvez pelo fato de alguns sabotarem, de propósito, a convivência. Exemplo: sendo inconveniente com terceiros; ou falta de solidariedade em certas situações; são exemplos de coisas um tanto genéricas, pois não quero ser específico…

Auto-sabotagem. É a explicação por detrás do fato de que a minha quase-ótima vida não estar ótima? 

São resquícios de sentimentos de culpa, atrelados a alguns de meus comportamentos não muito lisonjeiros.

Afinal, já disse noutro post que certa dose de infelicidade é inerente a nós, homens, humanos demasiados.

Mas não consegui encontrar a origem deste mal estar. Tenho que escarafrunchar mais ainda dentro de mim?

Acho que estou próximo de um novo ciclo pessoal de desenvolvimento intelectual e “moral”.

Algo acontecerá que me levará a planitudes não alcançadas? desejo isto? Ascender de algum modo?

Ou é ilusão e talvez esteja é mais próximo de um abismo? Saberei logo. Espero…

Obama, o sensato.obama-celulastronco

Até agora fez tudo correto, na minha visão macro e meio desiformada ( admito).

Não vou comentar da tentativa de acabar com a guerra do iraque.

Mas merece o post a desvinculação ideólógica das verbas para pesquisas de células-tronco.

Claro que todo mundo tem opinião política, desde minha vó até um prêmio Nobel de alguma Ciência.

Mas o fato do sujeito (Obama) não pertencer à Idade Média como o antecessor dele, é uma benção ao mundo.

Agradeço ao Obama! Ele fez o básico, o elementar, que qualquer pessoa sensata e não-cruel faria, se soubesse como fazê-lo.

Patriarca,

Bom dia!

Pensei em não responder sua mensagem, mas depois da sua ligação, achei melhor enfatizar que considero necessário nos mantermos completamente distantes um do outro.

Agradeço a sua compreensão!

M.

> M…>

 Estou com saudades de vc, quero ouvir sua voz. Vamos conversar sobre alguma coisa?
> Ontem encontrei na Net uns textos que talvez lhe interessem, pena que estão só em inglês. Um deles é uma entrevista com o polonês que vc me apresentou: Adam Przeworski. E os demais são de assuntos interessantes a uma cientista política, dê uma olhadinha neles, no resumo pelo menos. Estão em arquivos .pdf.
> Bjs.
> Patriarca.
>

Acabo de trancar minha Pós. Retorno no segundo semestre.

Semestre passado fiquei meio estressado, mas neste quase não fui lá e quase já tomei bomba por faltas. Como não deixarei de faltar daqui ao final do semestre, presumo que terei problemas com faltas, de modo que nem vale o esforço de continuá-la.

Este negócio de controlar faltas de adultos é coisa de “colégio” e de república de bananas…

Muitas matérias já sabia de letra e as que não sabia, com as dicas que peguei, permitirão a mim estudá-las em casa, só e com calma necessária. Semestre que vem aproveitarei melhor.

Além disso, neste semestre decreto  ”stress-zero”. Tenho mais coisas a fazer por gosto. Tenho zilhões de livros importantes e profundos a ler e a Pós estava começando a me atrapalhar, pois como ela tratava de umas matérias que  não leio naturalmente, ainda que tenha facilidade, minha atenção ficava dividida entre ela, meus “problemas” e meus amados livros. Fico com os dois  últimos.

Num insight, percebi que a Pós estava me complicando e a cortei do baralho. Isto dá uma bagunçada geral nos meus cronogramas, mas ”vida é assim”. Pode ser uma tremenda burrice. Acho que é, mas…

_________X _______

A coordenação me mandou alguns e-mails com algumas soluções ao meu caso. Na noite passada, bem depois de escrever a primeira parte deste post, eu já enviara um e-mail como resposta pensando em continuar no curso…  Aparentemente perderei duas matérias por faltas (< 75% de presença). Humf … Talvez, talvez seja melhor que trancar o semestre… ainda que contradiga coisas que disse acima…

Desisto. Jogo a toalha! Este negócio de sexo não é comigo.

Fui a um bar encontrar dois amigos. Um eu não via há algum tempo, que vive em Brasília.

Depois de algumas cervejas e após saborearmos uma picanha grelhada com o tradicional acompanhamento de batatas fritas e mandioca com manteiga derretida, resolvemos ir a uma boate.

Tudo beleza. Definimos a logística, quem iria no carro de quem -para evitar rodarmos na cidade em comboio- e qual a boate.

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Reencontrei a Carol, por acaso.

Saía do elevador na Pós, quando ela entrou nele e quase trombamos:

- Ca..Carol?

- Oi… Patriarca.  Tudo bonzinho com vc…?

- Eh…

Elevador se fecha, mas antes vislumbro-a por completo. Neste relance de milisegundos, observo o conteúdo: que design!

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Freud escrevia bem, ora.

Caí na lábia de um excelente blogueiro e comprei a coleção standard do Freud (24 volumes) por uma bagatela.

Depois de ler os títulos e alguns índices, já separei cinco dos livros  para ler, pois são irresistíveis.

Desde de uma resenha sobre o Dostoievsk , passando noutra pelo Leonardo da Vinci, e aqueles famosos trabalhos do ilustre homem tais como “O Mal-Estar na Civilização” , ‘Moisés e o Monoteísmo” e afins. 

Claro que não irei ler todos os volumes. Mas pelo que li de anteontem para hoje o homem escrevia bem e de modo claro. Bom, não sei se dei sorte de não ter lido ainda nada de psicologês puro, mas estou ainda me deliciando. 

Ainda quero comprovar se é verdade:  lembrei de uma frase do jornalista meio-maluco, o Paulo Francis: “Os casos do Freud são as melhores estorinhas de sacanagem que já li”    ..hahaha…  Veremos!

É certo que boa parte das correntes da psicologia e psiquiatria garantem que todas pessoas são meio loucas. Sem novidades ao senso comum até aqui.

A corrente que tive mais contato, porém, vários de seus membros  me apresentaram os seguintes dados:louco_barroco_denise_martins_2005

- segundo a OMS, somente 10% das pessoas são normais, ou seja, teriam um estrutura orgânica-psíquica sadia. Os outros 90% seriam psicóticos;

-   A normalidade seria a capacidade de aceitar o mundo como é, sem distorções, basicamente;

- O tratamento dos 90% de psicóticos é feito por medicamentos -se estiverem em surto- e na base do condicionamento fóbico, ou seja, fazendo o sujeito se sentir com medo, para conter sua psicopatologia;

- Haveria graus de elevação ética: desde da infância até  ética do adulto que poderia ser comunitária, cósmica e sei-mais-o-quê;

- “Loucura” e grandes talentos não estão necessariamente ligados, ou melhor, é bem melhor ser normal que demente genial, uma vez que loucura é sofrimento e  é hoje muitas vezes evitável;

- E …;

Bem,  há inúmeras outras coisas complicadas e brilhantes – e até perigosas- de se falar num blog, que recomendaria a leitura de alguns livros, que terei o prazer em passar a bibliografia a quem se interessar.

Enfim, estou resumido de modo bem grosseiro o que aprendi de tanto ouvir e ler sobre esta corrente de pensamento, até para não entrar na seara alheia, que acabo sempre fazendo um pouco…

De domingo até sexta-feira passei a semana do Carnaval na fazenda.

Fazenda que pertencia aos meu avós paternos, que por sua vez era uma pequena parte das terras que pertenciam a um tio-bisavô. Ao menos é o que dizem meus familiares.

A casa grande é mais recente, do início dos anos 40 do século que passou.

Ela ja foi abandonada  por anos após morte de minha avó. Meu pai a herdou e a reformou geral. E depois fez nova reforma mais superficial.

Ela, a casa grande, é como um solo sagrado para toda a família. Pai, o décimo e ultimo filho de meus avós, nasceu lá. Várias gerações de tios que lá moraram ou nasceram, bem como gerações mais antigas de primos que lá viveram suas infâncias, todos sentem-se apegados a ela.

O magnetismo da casa impressiona. Não que seja grande de fato, nem sequer muito bela, dependendo do ângulo, mas há muita carinho pela construção, pelos arredores, pelo rio, pela mata, pela história familiar. Só se pode imaginar o que já se passou por ali, quantos causos ali ocorreram. Eu mesmo já ouvi inúmeros, mas minha memória não é confiável.

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I…. é tão ruim que chega ser covardia falar mal desta espécie de Dogville”, do Alto Paranaíba.

O clima que já foi agradável converteu-se na maior parte dos meses num semi-árido. Claro que há chuvas, mas não há árvores nesta pequena cidade. A Praça da Igreja Matriz é agradável e serve bem aos que por lá perambulam, uma exceção que deveria ser a regra.

Uma cidade tão pequena, mas não-pobre, como é I…, deveria ter um sistema de transporte público decente. Não que seja necessário andar muito, pois é tão pequena que de carro pode ser atravessada em menos de dez minutos – se não houvesse semáforos, por exemplo. Quem pode, usa táxi ou o carro próprio. Ao invés de meia dúzia de ônibus usados e barulhentos, poderiam também haver vans ou até bondes. Ou melhor: apenas ônibus agradáveis, pontuais e rápidos; e pontos de ônibus confortáveis: já seria um bom começo. Isto, claro, depois da prioridade máxima que seria um bom sistema de transporte que servissem aos idosos e crianças no campo e cidade.

Outro problema, na zona rural não há total cobertura de celular e de telefones fixos. Isto é um transtorno que gera muitos gastos e perdas de vidas.

Aliás, deveria haver um sistema de emergência para ajudar acidentados compostos por voluntários, servidos por rádio, celular ou internet. Nada complicado. Por exemplo, o sujeito sofre um acidente na zona rural e liga imediatamente a um número de uma “defesa civil” gratuita para acionar, de prontidão, vizinhos ou quem esteja por perto, numa espécie de rede, até que por fim lhe fosse enviado uma ambulância, ou, se fosse o caso, um mecânico, um guincho ou o trator a fim de resgatá-lo.

E há a  necessidade de estradas vicinais que permaneçam transitáveis durante o ano todo. Fica-se sempre na dependência de estar no agrado de algum político, ou algum cacife metido a poderoso, do lugarejo, para que mande passar alguma máquina de terraplanagem para consertar a estrada esburacada.

Falar em política é como “pisar em ovos”. Há sempre apenas dois “times políticos” na cidade: os contra e os a favor do antigo prefeito (seja já quem for!).  Há empregos e, portanto, sobrevivência em jogo, assim qualquer dito desagradável pode custar muitas coisas e gerar desafetos nos mais estranhos cérebros. Enfim, coisas de roça.

Aliás, a “fofoca” na cidade é o que há de melhor e o pior naquela cidadezinha em quase eterno veranico.

Imagens pessoais (e, quem sabe, até vidas) são desfeitas ou destruídas pelos fofoqueiros de plantão. E como há está raça por lá, em I….!

Por outro lado, se é amigo das pessoas mais informadas, fica-se sabendo de informações relevantes, indispensáveis nos eternos jogos de amor e de guerra que pulsão secretamente nesta cidade.

Algo que  me intriga: Por que alguém moraria em I…? Mas noutro artigo, noutra hora, termino o raciocínio…

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Nada mais lindo que um belo sorriso de mulher, ou mesmo de homem, admito. De um casal feliz. De uma criança feliz. Aliás, só sabemos que estas estão felizes quando estão sorridentes – como sabemos dos cães ao abanarem o rabinho.

Tudo lindo. Sorrir, de fato, atrai outros sorrisos, num círculo virtuoso de gentilezas recíprocas.

Aquela pessoa será simpática, num primeiro contato, se sorrir bem nos momentos certos. Ainda que não diga coisa com coisa, fica dela a imagem do sorriso. “Fulano(a) é legal”, dirão dela.

Mas ai daqueles que não sorriem! São infelizes, mal-amados ou, até, esnobes. Ou, pior dos piores, “muito sério”, portanto hipócrita, pois ninguém é mais “sério” hoje.

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ansiedade_desespero

Sou um artista. Minha arte é estar sempre preocupado. Pré-ocupado.

Quem acha que me conhece, se engana ou fica confuso. Aparentemente calmo e sem visíveis grandes  problemas na vida, eu sempre arrumo algo para me preocupar. Sou, digamos, tarado por problemas.

Não procuro –necessariamente- problemas matemáticos, científicos ou relevantes à humanidade. É simplesmente um desejo irrefreável de não querer (ou temer) me sentir tranqüilo. Serve qualquer motivo, desde que me distraia da mania imperiosa encontrada na alma de alguns malucos: a de querer sossego na vida.

Esta mania de estar de bem consigo provavelmente começou com os gregos antigos com seu conceito de felicidade: a eudamonia: um estado misto de prosperidade terrena com harmonia interior.

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Sagrado.

Como prometido noutro post, fui atrás de M. Como disse, eu tinha um plano mirabolante.

Plano: era simplesmente ir na Igreja que ela frenquentava, e que na época do namoro eu fora junto algumas vezes.

Horário da missa: 11 da manhã. Aos domingos. Padre: um frei holandês que se identifica, em parte, com teologia da libertação. Ele tem uns 70 anos, para cima.

Adiei minhas idas a Igreja desde daquele post, porque não estava conseguindo acordar antes das onze no domingo.

Ontem acordei a tempo. Fui à missa. Minha mãe quis ir, não concordei de imediato, contudo como não acreditava que iria realmente encontrar M. por lá, asssenti e a levei. Além do que minha mãe precisava sair um pouco de casa.

Chegamos lá, igreja quase lotada, olhei ao redor, muitas gatas, e não vi M. Sentamos nas bancandas finais.

Inicia-se a missa. Meus olhos seguem sem querer um vulto a minha direita: era ela. Ela me cumprimenta com um balançar de mãos. Eu retribuo com um leve movimento de cabeça. Ela por um instante quase para a nos cumprimentar, mas continua seu trajeto no corredor ao fim da Igreja.

Ela senta-se ao lado de uma  amiga, a Cris, na fileira do meio e, agora, poucos metros a frente de nós, à esquerda. 

Lembrei que já estive com as duas ali, algumas vezes, e sinto certa saudade. Do quê elas conversam?

Missa ainda no início. O carismático frei inicia um dos seus belos sermões, mas foi rápido: 15 minutos. É o fim da missa para mim na prática, pois só gosto dos sermões dele. Aquele levanta e desce do banco e a leitura do livreto da missa em conjunto com as demais pessoas me entediam um pouco.

Quando estava com M., sua religiosidade me contaminava e a missa passava rápido. Leio o folheto da missa para me distrair, e há sempre um texto com algumas reflexões a mais do frei, que são belas, humanistas. Hoje para variar ele deu umas alfinetadas no Papa e seus dogmas. Condenou o preconceito contra homossexuais e falou sobre o perdão. Noutro dia falo mais desta  ótima “figura”, ou, ao menos, o que ele aparenta e desperta em nós.

Mas ao fim da missa, olhei para M. e sua amiga e percebi que elas estavam esperando sentadas, como de hábito, a multidão sair da missa. Pensei em fazer o mesmo, e ir conversar com ela, mas algo (timidez? ou medo de rejeição?) me impediu, achei que não seria pertinente talvez. Fomos embora. 

Será que ela mudará o horário da missa? Duvido. Eu que talvez não volte a vê-la, nunca mais.

Profano

Vi  na Igreja  uma das mais belas gatas do meus tempos da época de faculdade. Rejuvenesceu e esta mais linda e, parece, acessível. É só um palpite, mas acho que se o destino ajudar, dá jogo: que cabelos negros e que corpo… além de paracer legal. Já devo tê-la cantado na faculdade ou, ao menos, tentado, mas acho que ela namorava uma cara de uma banda… e gostava muito dele.

Mais Profano

Noite anterior, sábado, passei feito relâmpago num niver por nem trinta minutos, só para cumprimentar minha amiga e lhe deixar uma lembrança. Como desculpa inventei que estava indo encontrar com a Pat -que na real estava viajando.

Saí do Vinicius, desci a rua dele que abundam inúmeros bares chics e outros restaurantes. Pensei em entrar em alguns para ficar, outros só dei um rolé dentro para ver o movimento. Gatinhas mil, eu vi. Mas continuei descendo a rua e liguei a uns amigos. Estavam saindo  do show de uma banda de trio elétrico, e iam um  famoso bar de fim de noite, lar dos boêmios, mas demorariam para chegar lá.

Eu, que já desviara um pouco do caminho, e estava a pé,  vi um bordel conhecido, de luxo. Não resisti: Read the rest of this entry »

Matriculei-me num dos sites de relacionamento que há pela “rede brasileira”. É um site de relacionamento normal, não daqueles especializados em sexo -  que já comentei noutro post.

Estou estranhamente empolgado. E logo agora que praticamente estou a iniciar um namoro. Veja só que canalha me saio!

O site é um destes “PAR – sei-lá-o-quê” ponto “com”, ponto “br”. 

Há muitas russas lá. Recebi uma mensagem, através do site, de uma bela russa querendo que dialogassemos via e-mail. Logo depois coloquei minha foto lá e não sei se a espantou, pois até agora ela não me respondeu o segundo e-mail. Pode ter sido artimanha do site a fim de capturar clientes com um peixão daqueles dos lados de Moscou. Só assinei o negócio por um mês, para ver se marco um encontro com uma daquelas – da Rússia. É coisa inocente, não irei lá mesmo!

Há mulheres difíceis por lá! Uma paulistana ciente da própria beleza já deixou um aviso que só quer saber de sujeito em “forma”, que nem ela própria, e com sálario acima de 30.000 ao mês e com titulação mínima de PHD.

Não deve conhecer o Brasil, ou o cara ganha 30.000 ao mês ou é PHD, a segunda opção exclui a primeira. Bem, pensando melhor, com grana vc até pode conseguir um PHD…

Não é meu caso. Longe de ser pobre, claro. Mas meu MBA  da FGV que não peguei o diploma por não entregar monografia no prazo, não conta oficialmente. A Pós que faço atualmente não me garante ser classificado no site como “pos-graduando”, pois não há tal opção, só de “pós-graduado” em diante… Claro, poderia cá mentir, mas mentir é sempre ruim pois dá muito trabalho e tem que ter boa memória. Assim, evito sempre que possível mentiras.

Retornemos ao que interessa ao leitor: o site de relacionamentos.

Pois bem, darei notícias de tempos em tempos sobre o que acontecer por lá. Como me matriculei ontem, ñão tenho muito a dizer. Mas se alguém estiver curioso, mande uma pergunta e, discretamente, posso contar mais detalhes.

____ X _____

dia: 13/02/09

PS: As russas podem ser FAKES ou até GOLPISTAS.

Recebi a resposta da belezoca russa a quem respondi ontem e, veja só, me mandou um e-mail que parecia uma carta dos velhos tempos, e num inglês propositalmente incorreto.

Mandou-me sua foto também: mais linda ainda em preto-e-branco.

Mas, observe, leitor: ela não me respondeu nada do que perguntei a ela, só indiretamente.

Desconfiado, digitei seu domínio de e-mail na internet e pimba: achei um sujeito brasileiro que reclamava e dava a listagem de uma série mulheres russas usadas no site de relacionamentos que entrei e que, pelo o que entendi, tentam arrancar o máximo de informações sobre vc (ou eu) e por algum meio lhe tira o dinheiro… É …um verdadeiro par-imperfeito.

Fique esperto, leitor.

Não sei“, é meu resumo sobre o que está acontecendo ou ocorrerá na economia mundial.

 Porém …

… Minha sensação, meu feeling - é que o pior já passou lá num dos epicentros principais da confusão (EUA).

Com o plano de estabilização aprovado (aproximadamente USD $860 Bi), mais os novos USD $ 1,5 Tri ao Sistema Bancário, e toda liquidez  já antes posta em circulação por diversos  Bancos Centrais no planeta, a situação deve melhorar.

Não sei quanto de grana vai parar em Main Street -economia “real”- mas a confiança está retornando.

Algumas notícias dão nota de que só em 2010 os EUA se recuperarão, as otimistas.

Não duvido, mas já o círculo vicioso, creio, começou a ser quebrado.

Os mercados financeiros já reagem antes aos anúncios e o fato de terem caído ontem não quer dizer que não aprovaram o plano, como noticiou certos jornais televisados. Já podem ter precificado antes a aprovação (ainda que apertada) do plano de estabilização -pois houve sucessivos dias de alta nas bolsas- e a queda de ontem pode significar a realização dos lucros geral, ou seja, muitos resolveram vender suas ações e houve a queda geral do Ibovespa e semelhantes mundo afora.

Não creio que Wall Street não esteja preocupado, pois está levando toda a culpa.

Quero saber que mudanças fundamentais ocorrerão nas finanças internacionais, nas regulamentações, e no funcionamento do mercado acionário (o cálculo dos valores acionários e nas análises de risco das empresas, por exemplo).

Talvez as antigos métodos de cálculos de viabilidade econômica ou mesmo de avaliação de empresas sejam substituídos por novos. Quando ocorrerá isto?

Acho que o Brasil sofrerá mais que a “marolinha”, como já está ocorrendo com alguns setores e aumento de desemprego, mas não estou pessimista. Vamos escapar desta logo. O esforço global dos governos e os fundamentos sólidos da nossa economia vão agüentar o tranco com certo vigor, mas muita gente boa vai perder o emprego até lá.

É óbvio que, como eu disse, é só um sentimento pessoal, não sou profeta, e não conheço um pessoa que entenda ou saiba o que ocorrerá.

Terra e um Exoplanet

Terra e um Exoplanet

Notícia da BBC Brasil diz que cientista estima a existência de até 38.000 planetas com vida inteligente.

Ora, pombas,  nossa Galáxia (A  Via Láctea) têm centenas de bilhões de estrelas e há centenas de bilhões de galáxias no nosso Universo. A vida é abundante na Terra, já existiu ou existe em Marte ou mesmo em luas como a Europa,  de Júpiter. Ou seja, só no Sistema solar três astros com vida ou quase.

Não, senhor leitor, as probabilidades já estavam a favor da existência de vida (ainda que não-inteligente) antes mesmo da descoberta dos 330 planetas fora do sistema solar – só em nossa Galáxia.

Vida inteligente é mais rara, mas há muitas na Terra, mesmo entre humanos. Talvez baleias, gorilas, golfinhos, cães, porcos, etc - talvez- sejam ainda mais espertos que muitos imaginam. 

É  claro que há possibilidade enorme de haver vida inteligente e, portanto, comunicável em outros planetas. Se faremos contato é outra história. E, caso seja possível, não sei se  isso vai acontecer logo. Meu chute: ainda viverei para presenciar isso. Oxalá!

Acredito que com a mudança de ares política nos EUA, chegou ao fim o período obscuro para a Ciência mundial. Os fundamentalistas religiosos e os ignorantes arrogantes devem retornar ao silêncio sobre tais assuntos, mesmo que sejam maioria. Ela  – a Ciência- já pode sair novamente das catacumbas e mandar vêr (com ética, é claro).

Tudo bem. Não era grandes coisas cá o blog, mas não era preciso que eu exagerasse ao colocar posts com conteúdo e títulos como o último “Putólogo amigo” .

De qualquer modo, saiba que não atraiu quase ninguém para cá, possivelmente espantou meus melhores e poucos leitores. Quiça não retornem dia algum.

Enfim, também não coloquei nenhuma tag de buscas, fiz só umas tentativas de comunicação com outros blogs, mas não deram certo.

 Quê fazer?

Penso em me concentrar num tipo de assunto: economia ou política, literatura ou qualquer outra bobagem. MAS, quando criei o blog, não tinha outra conotação que não fosse meio confessional como tantos por aí. Sobre o quê desse na telha, eu escreveria. Tentarei continuar assim. Mas devo confessar que 1/4 na contagem dos quase 450  inter-loucos que passaram por aqui se devem aparentemente a dois ou três posts apenas, que falam sobre SEXO, como naquele  qual eu indagava sobre o funcionamento dos sites de  relacionamento sexual grátis. É muito gozado isto… Sem duplo sentido. 

E uma das minhas mais legais leitoras (e/ou comentadoras) sumiu do universo… Onde estará?

Putólogo é um conhecedor de mulheres de “vida fácil”, putas enfim.

Todo cara tem um amigo que entende deste assunto. Ou acha que tem.

Alguns conhecidos pensam isso de mim. Afinal pensam que estou solteiro – eles ainda não conhecem a Pat- e na percepção deles devo viver na gandaia “brava”.

Pior que pegou a fama, já era.

Saí já com tais mulheres, diria até que mais que o normal, mas não o anormal para alguém solteiro e em situação financeira boa. E já aviso, não sou cara feio. Já fui até, em priscas eras, digno de certo assédio.

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Namorei com algumas mulheres na vida e percebi que nos complementávamos – eu e cada uma delas- do seguinte modo:  meus defeitos eram nelas uma das principais qualidades.

Por exemplo, a grosso modo: sou preguiçoso – ou melhor, o tempo é diferente para mim.  Já minha atual pretendente a namorada é trabalhadora almost workaholic. Levanta cedo, às 7 horas ela já está na academia, todos dias antes do trabalho, e chega em casa às nove da noite. Dorme antes das dez e acorda às 5 horas, caso eu não apareca por lá na noite anterior.

Outro exemplo: antiga ex era extrovertida, eu, tímido,  ao menos, introvertido…

Por aí vai.

Adoro esta dos The Beatles:

                Because.

                Because the world is round it turns me on
                Because the world is round – Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.
                Because the wind is high it blows my mind.
                Because the wind is high - Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.
                Because the sky is blue it makes me cry.
                Because the sky is blue - Ah – love is old, love is new,
                love is all, love is you.

fundos-coloridos1Quero fazer um  mestrado em filosofia ou psicologia. Só para compreender melhor a necessidade de um sentido à vida -se tal necessidade existe. E,  principalmente, DE QUÊ MODO o sentido da vida que devemos escolher OU DESCOBRIR ao longo da vida, nos dá  perspectivas e alento,  e como lidar com os imprevistos e obstáculos ao tentar realizá-lo. 

Há “leis” para se viver melhor?

Seguir, ou procurar a verdade de si mesmo e do mundo, é sempre bom? Caso afirmativo, é isto  uma “lei” universal?

Seguir o caminho reto é correto? O que é isso então? …

Qual o valor do sentido da vida, além de simplesmente vivê-la?

Para alguns: Servir ao próximo (ainda que remuneradamente)…;

Alguns: amar e ser amado;

Alguns: viver como se não houvesse amanhã.

 Outros: viver como se só existisse o presente. Sem PRE-Ocupações…;

Outros: criar… participar da cultura humana;

Eu? ainda estou a aprender!

Jacqueline ficou ligeiramente indignada com comentário que fiz.

Eu fiquei um tanto sem graça de ter me metido na estória dela e dado palpite errado nos comentários.

É horrível quando uma pessoa num nível ético, digamos, duvidoso – como o que vos escreve- se mete a dar conselhos a alguém mais digno.

Pelos seguintes motivos:

- Porque inconscientemente ou não quer que os demais vejam o mundo na feíura que o indigno o vê;

- Não percebe que há pessoas mais inocentes e dignas, que não rezam por sua cartilha;

- Há um prazer secreto (ou não) em trazer ao esterco aqueles que lá não estão;

- Muitas vezes nem sequer percebe (o indigno) sua decadência ou indignidade;

- Muito menos crê que outros possam ser diferentes ou quando acredita nisso, acha que é só uma questão de tempo ou  imaturidade;

-  Às vezes, a intenção pode ser até boa (mostrar a sua falta de malícia, por exemplo), mas será boa mesmo?

- Há outros motivos para se querer dobrar a “coluna vertebral”  ética de uma pessoa;

Mas os motivos são infinitos, só acho que citei os principais…

—-X—-

Só espero que a Jacqueline não deixe de freqüntar este blog , senão ele ficará mais ainda às moscas. :(

— X- —

Ps: Mudei o título pois não estava bom e correto. Tinha usado “coluna vertebral” ao invés de “espinha …”. Enfim.

“Dose saudável de infelicidade”, sim, pois na mesma frase ”saudável” e “infelicidade” poderiam conviver pacificamente lado a lado.

Imaginar a todos como passíveis de serem felizes full time não é sensato. Ainda que em nossa era dos fármacos mentais certo sofrimento indizível deva ser evitado e extirpado, restará sempre a dose de amargura a nos lembrar que somos o que somos: criaturas emocionais, cuja razão, intermitente, não domina os acontecimentos e que nos sujeitamos a imponderáveis variáveis.

Certa vez perguntei a minha tia-avó se ela era feliz (eu, na época, não concebia alguém infeliz, exceto aqueles óbvios deserdados do mundo, não as pessoas “normais”). Ela me respondeu com uma pergunta: “O que é ser feliz?” Mas seu irmão, meu outro tio-avô, se intromenteu na conversa e disse que havia apenas “momentos de felicidades” . Chocado, fiquei amargurado … por alguns minutos. Mas jamais me esqueci disso.

Há poucos anos atrás porém pude vivenviar uma tal dose cavalar de confusão mental e, digamos, infelicidade, que tornei-me então medroso, mas realista e, sim, concordei com meus avós, mas fui além, concebendo a felicidade como algo tão, mas tão frágil, que deveria ser, na vida diária, uma raridade na vida humana, ainda que maioria fosse inconsciente de tal fato.

Hoje, em 2009, não acredito mais nessa tal fragilidade da felicidade. Ou melhor, penso que ela parece frágil quando saímos de um período nebuloso, mas que ela pode ser fortificada e realimentada -por amizades, remédios, sexo, trabalho, estudos, metas e sei-lá-o quê-mais.

Mas felicidade o que será? Estou a pensar numa definição…. não a encontro .. mas, somente, um conjunto de simples palavras: um bem-estar, uma alegria de viver, uma perspectiva de futuro, pensamentos não-mórbidos, um viver místico e contemplativo, ou mesmo amar e ser amado…

Mas jamais a dose de amargura, nossas trevas, deveriam ser extirpadas, pois tão empreitada seria impossível e desumana. Imagine um mundo só de pessoas felizes ao mesmo tempo, cada um realizando ao máximo seu potencial? Seriam “felizes”? Não, pois, às vezes, nossa felicidade pode depender da infelicidade do vizinho. Se esquecermos esta última frase que digitei: ainda assim seríamos felizes? Não, novamente, pois ao nos realizarmos alcançaríamos a apatia que os psicólogos dizem atingir aqueles que estão totalmente frustrados assim como aqueles que se realizam totalmente conforme seus ideais…

É, o tema é complicado.

Ernesto Sabato

Ernesto Sabato

Não sei por onde anda o escritor argentino Ernesto Sabato.

Digitei no google seu nome e  somente li a primeira página de resultados das buscas. Além da onipresente Wikipédia com dois artigos dedicados a ele, chamou-me a atenção notícia da “Folha de São Paulo”, de 13-11-08 , que nos conta que a casa do ilustre escritor fora assaltada, lá,  em Buenos Aires.

Se estiver tudo bem com Sabato, ele fará 98 anos de idade em 2009, pois é nascido no longínquo 1911.

Adoro Ernesto Sabato. Claro, não  acompanho sua vida, mas os livros que li dele me fizeram admirar seu talento, cultura e idéias.

Não li ainda todos os seus livros -aliás irei atrás de dois ou três deles assim que terminar este post.

Recomendo, a quem interessar, alguns dos seguintes  livros de não-ficção: 

 - Homens e Engrenagens (1945);

- O escritor e seus fantasmas (1963);

- A resistência (2000).

Comenta-se bastante sobre seu romance Sobre heróis e Tumbas (1983). Tenho este aqui em casa mas não li por preguiça.

Há outros livros dele. Os que pretendo adquirir hoje são: Antes do fim; Heterodoxia,; e/ou Uno y el Universo (este de 1945), todos não-ficção.

Noutro dia escrevo sobre os três livros que recomendei acima. Alerto que se vc, leitor, ao contrário de mim, tem amplos conhecimentos sobre arte, se deliciará mais com o primeiro  que recomendei (e o compreenderá melhor). Precisará sem dúvida de uma bagagem de  filosofia e ciência política. Vale a pena.

Li, alhures na Net , que os livros do Ernesto são da categoria “matemáticos arrependidos”. Pode até ser, pois ele, que era Físico de sucesso até fins dos anos 40,  se desiludiu com a Ciência e foi se dedicar às artes plástica e literária.

Faça o teste, leitor. Procure se informar sobre ele no Wikipédia e quejandos, se não o conhecer. Vale a procura.

M., se vc lê esta droga de blog, saiba que irei atrás de vc neste final de semana. Já tenho um plano mirabolante. Estou com saudades!  Quero conversar, bater papo com vc,  só isso. Seremos amigos, tenho certeza que vai ser legal…. Onde vou achar uma (amiga) tão brilhante e loquaz???

Não agüento mais este mundo estranho e … silencioso …. ou este barulho burro… vc é uma luzinha nele.

Bjs.

Tradução do blog Conversa Afiada.
 

 

Leia abaixo a tradução do discurso:
“Meus companheiros cidadãos:

Estou aqui hoje sujeito à tarefa diante de nós, grato pela confiança que me foi concedida, consciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço o presidente Bush por seu serviço à nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo dessa transição.

Quarenta e quatro americanos agora já prestaram o juramento presidencial.
Essas palavras foram ditas durante ondas crescentes de prosperidade e águas calmas de paz. E, de tempos em tempos, o juramento é feito em meio a nuvens carregadas e tormentas violentas.

Nesses momentos, os Estados Unidos prosseguiram não apenas por causa de nossa habilidade ou pela visão daqueles no alto escalão, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos ancestrais, e fiéis aos nossos documentos de fundação.

Tem sido assim. E precisa ser assim com esta geração de americanos. Que estamos em meio a uma crise é bem conhecido agora. Nosso país está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio.

Nossa economia está gravemente enfraquecida, consequência da ganância e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também um fracasso coletivo nosso em fazer escolhas difíceis e em preparar o país para uma nova era. Read the rest of this entry »

memorial-lincoln3

Obama e Michelle no Memorial de Lincoln

Próximo à posse do primeiro presidente negro dos EUA, Barack Hussein Obama, que ocorrerá  amanhã, dia 20 de janeiro de 2009, caberia uma reflexão sobre um homem que entrou à História por ter libertado os escravos naquele país e que tornou possível, hoje em dia, a eleição de um presidente independentemente da cor da pele.

Trata-se de Abraham Lincoln, presidente dos EUA por dois mandatos (1861-1865) – assassinado durante o segundo mandato por tiros quando assistia a uma peça de teatro.

Particularmente o considero um dos maiores benfeitores da humanidade: ele, Abraham Lincoln, o 16º presidente norte-americano que aniquilou a escravidão no seu país.

Há inúmeros candidatos para benfeitores da humanidade. Escolha o seu, leitor.

Noves fora os fundadores de religiões e personagens de livros sagrados dos variados credos, quem seria a você, leitor, o grande homem (ou mulher) que já pisou sobre a Terra?

Pensei nos grandes cientistas que desbravaram o ser humano –como o Freud ou Jung- ou naqueles que descobriram a cura de moléstias terríveis – como Sabin ou Paster. Read the rest of this entry »

Estava dirigindo perto de minha casa, indo a um curso, quando vi a Jack caminhando na calçada.  Buzinei, gritei seu nome, ela me reconheceu, e como não dava para parar o carro naquele local, por meio de uns gestos combinamos de nos encontrarmos depois do cruzamento:

- Jack ? Vc está indo prá lá, ali ?…. tô estacionando lá..

Estacionei o carro na primeira vaga possível e fomos um na direção do outro.

Nos cumprimentamos. Antes, sem querer, notei que ela estava com saia comprida, as que deixam tornozelo e só parte da perna -bela perna- à vista.

Surreal o que ela me disse:

- Sabe o que estou fazendo aqui?

- Nem faço idéia… sabia que moro por aqui… logo ali, três quarteirões e …

- Patriarca, me converti, estou me entregando a Deus, minha alma e meu corpo..

- Mas que … coisa… vc tão bonita, tão…. Vc ainda canta?

- Sim, e muito…. Sabe foi a decisão mais difícil da minha vida, mas vêio do fundo de meu coração… Provavelmente vou morar naquela casa, das Irmãs XYZ, daqui algumas semanas…

- Tenho que impedí-la… isto não é certo…. quê …. coisa.. Mas que raios de emprego aquele seu, tão ruim que vc tá se convertendo num noviça ou sei-lá-o-quê…

- É sério, muito sério.   E como vai vc? Pessoal pergunta por vc? “Por onde andará o patriarca”, perguntam sempre?

- Eu estou xxxxxxxxxxxxxxxxx…. Mas me diz uma coisa: Tem volta?

- Minha conversão? 

-Sim…. não é nenhuma coisa , tipo regime militar, sei lá…?

- Tem sim, fique tranqüilo…

-Ainda bem.  Eu tinha seu telefone …sabe. .. qual é mesmo o seu número?

-Anota aí: (…). Me liga para eu gravar o seu.

-Claro, claro… gravou?

-Gravei.. tenho que ir, tô atrasada, com as Irmãs.. Bjs.

-Bjs. mas tô bobo…

Pior leitor, tal como uma cobra na sombra, à espreita, estava no banco do passageiro do meu carro o livro do Jung sobre Sincronicidade, que estou iniciando a releitura.

Senti-me ligeiramente excitado com a estória, pensei em várias cantadas baratas ou mesmo dizeres profundos, como compará-la a uma Santa Tereza de Ávila contemporânea, que era conhecida pela beleza. Mas tirar freira de convento é pecado? Bom, tecnicamente, ela não é freira, noviça ou que valha até o momento….

Ligo ou não ligo? Deixo-a  para a clausura, então?

 Ah, sobre a sincronicidade, porque nós encontramos num momento tão determinante da vida dela? Seria eu o diabo (disforme, é claro) a tentá-la? Senti um certo impulso a tentar pedí-la em casamento!! Que coisa esquisita…

Vade retro!

sad-face3Fiz umas das grandes besteiras da vida. Não vou contar por auto-proteção. Ninguém morreu e praticamente, digamos, não houve “feridos” - ainda cheguei a debochar da situação.

Estourou tudo hoje na minha mente!

Dane-se. Tensão acumulada. Sinto que talvez certa pessoa jamais me perdoe.

Dane-se. Bola para frente! Mas sou menos digno que anteontem, mas mais humano, “demasiado humano”.

Agora não vão contar comigo em todas. Ótimo, cansei de segurar petecas e apagar incêndios dos outros.  Agoro eu faço incêndios também. Meus Limites agora são menores e o meu revide: bate-pronto.

        Que venha 2009, o ano da retomada e do esforço!

Não pense que sou maniqueísta – sei da complexidade da situação- mas fiquei com raiva desse acontecimento, destes bombardeios. Da guerra, cada vez mais fria de um lado, cada vez mais apaixonada e burra do outro lado do embate.

No apagar das luzes da doutrina Bush II, Israel vai à forra contra os palestinos.

Imagens horríveis dos bombardeios.

Ah, dirão alguns, que os palestinos vivem da vitimização, teriam até uma indústria de comunicação com estes objetivos estratégicos.

Ou ainda, que o número de mortos em comparação com aqui ou acolá é inexpressivo. Este é um raciocínio de avestruz, covarde e acomodado.

Danem-se os amedrontados. Chegou a hora da reação mundial a Israel. Ninguém deve ser contra sua existência, como querem uns malucos. Mas passaram dos limites.

A impressão é que Israel é dominado por uma casta de psicopatas ou sádicos  militarizados, de primeiro mundo e high-techs.

Chegou a hora da Desodiência Civil ganhar força total entre os Palestinos e também o  Boicote aos produtos israelenses por parte dos demais indivíduos e empresas do planeta.

Pelo fim do Apartheid na Judéia!

Ver blog do Idelber para maiores detalhes.

Calma, calma, meninas! Chego ai em 2009!

Calma, calma, meninas! Chego aí em 2009!

Praia, sol e mar! É tudo que não terei neste Reveillon…Sniff. .Sniff.. O jeito será passar no interior onde parentes poderão pajear minha mãe e eu também. Esta é a minha vez de apoiá-la na virada do ano, digamos assim. 

EM compensação: FAZENDA, CHUVA e BOSTA DE VACA!

De qualquer modo quero sossego pois não quero descanso: estudo, estudo e estudo.

Mas apareço no NE ou no Rio de  Janeiro, a qualquer hora em janeiro ou fevereiro ou carnaval !!

nietzsch1pppPostei o post anterior (um pouco diferente) na rede social do filósofo Prof. Paulo Ghiraldelli Jr.

Tal post o levou a escrever uma resposta para esclarecer a minha  ignorância -e de outros- no assunto Nietzsche, em seu Blog.  Estou aguardando permissão para colá-la aqui, por enquanto vai o link: aqui ó.

Mas a batalha não terminou, apesar do tiro de um PhD da USP. Voltarei à carga mais tarde quando aprofundar mais no assunto. Daqui uns cem anos. :)

 

PS: Encomendei à livraria dois livros da Scarlett Marton, indicada pelo filósofo sobre o “bocó” e sua obra.  Vamos ver.

Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche

Acabo de ver comentário em vídeo de JP Coutinho no qual diz que Nietzsche era cruel.

Coutinho, cristão e conservador, tem todos os motivos para não gostar de quem quis aniquilar a fé e compaixão cristãs.

Nietzsche: Como filósofo, era louco, ou era filósofo por ser louco? Genial em muitas passagens, porém, o pensador também era meio tonto, antes que cruel.

Diria que ele não chegava a ser sempre cruel, era um mero bocó.

Vejamos :

“… Se a mulher fosse uma criatura pensante teria descoberto, [pois] cozinhando há milênios,  os mais importantes fatos fisiológicos, e teria também aprendido a arte da cura! (…) Um aviso para as moças que freqüentam o secundário.” (grifo nosso) 

-  Hahaha, não deixa de ser engraçado o cara: o aviso às secundaristas é demais;

” … Mas o homem que tenha profundidade tanto no espírito como nos desejos, e também a profundidade da benevolência que é capaz de rigor e dureza, e facilmente confundida com estes, não pode pensar na mulher senão de modo oriental – ele tem que conceber a mulher como posse, como propriedade a se manter sob sete chaves, como algo destinado a servir e que só então se realiza … ” (grifo nosso).

- Tô começando a gostar do filósofo. haha. Vamos adiante:

“258 … O essencial de uma aristocracia boa e sã, porém, é que não se sinta como função (quer da realeza, quer da comunidade), mas como seu sentido e suprema justificativa – que portanto aceite com boa consciência o sacrifício de inúmeros homens que, por sua causadevem ser oprimidos e serem reduzidos a seres incompletos, escravos, instrumentos. Sua fé essencial deve ser de que a sociedade não deve existir a bem da sociedade, mas apenas como alicerce e adaime ao qual um tipo seleto de seres possa elevar-se até a sua tarefa superior de ser superior: …”

- Sei que o filósofo quer combater aqueles que atrapalham o caminho do desabrochar de um espírito, mas a torcida do flamengo poderia entender algo diferente, ou é isso mesmo? Adiante:

       “259 … a vida mesma é essencialmente apropriação, ofensa, sujeição do que é estranho e mais fraco, opressão, dureza, imposição de formas próprias , incorporação e, no mínimo e mais comedido, exploração – mas por que empregar sempre estas palavras, que há muito estão marcadas  de um intenção difamadora? (…) terá de ser a vontade de poder encarnada, quererá crescer, expandir-se, atrair para si, ganhar predomínio – não devido a uma moralidade ou imoralidade qualquer, mas porque vive, e vida é precisamente vontade de poder….”

- Exploração é desculpa dos fracos para dominar ou conter os fortes, resumindo. Bom,  pelo menos ele é franco e original, mas não verdadeiro. Quê conformado. Podem dizer que não, os seus fãs, mas ele é nazistóide avant la lettre.

“265 . Com risco  de desagradar a ouvidos inocentes eu afirmo: o egoísmo é da essência de uma alma nobre, quero dizer, aquela crença inamovível de que, a um ser “tal como nós”, outros seres têm de sujeitar-se por natureza, e a ele sacrificar-se. …”

- Paranóia, é o que ele descreve. Não há dúvidas de pessoas que assim são e agem, só não vejo admiração a isso.

Ah, é difícil tirar sarro de um gênio filosófico, mas pelos enxertos dá para ver que a leitura de seus aforismos pode ser mal-entendida ou, na verdade, REALMENTE ele quis dizer o que disse.

Era um bom psicólogo, mas bocó.

Depois agrego mais abobrinhas do Nietzsche neste post.

Mas quem quiser uma opinião balizada, e não palpiteira como a minha, sobre obra do Nietzsche, pode procurá-la no Portal Brasileiro da Filosofia (ver links à esquerda). Lá há textos e vídeos bons e didáticos.

Véspera de Natal foi ótima: apartamento de amigos, vinho português barato,  cerveja gelada, comida improvisada em forno elétrico, papo divertido que não descambou ao tédio e  -importante: ligação da Pat. Não falei dela ainda, pois só alguns jantares e bate-papos tivemos. Ainda não formei uma opinião sobre ela e  se gosto dela ou não. Caráter é ótimo. Não sei ainda quanto resto. Corpo parece legal. Ela parece ter um tino aguçado para o meu timming… O quê nos aguarda nos próximos dias? Dependendo do que ocorrer, meus planos para réveillon podem mudar, assim como os demais dias de “férias”.

Este blogueiro era anônimo, ou quase. Pensava que apenas mais duas pessoas sabiam quem era o autor destas linhas. Uma delas é a M., ex-namorada, outra é o amigo M.V. Mesmo assim, eu escrevia no blog como se eles também não o lessem: um artifício para não me inibir, e no fundo ainda pensava que eles realmente não o acessavam. Estava quase certo: M.V. sequer lembrava do blog.  Hoje, aproveitando minha estadia em sua casa e cidade,  acabei indagando ao amigo  e  ele disse que não se lembrava que eu tinha um blog, muito menos o nome. Agora, daqui para frente então, ele já sabe o nome do blog e espero seja bom freqüentador e comentador :) . Quanto à M., não faço idéia.

superobama1o-sermao-da-montanha1 

Obama poderia aproveitar  seus poderes messiânicos e ressuscitar os  700.000 iraquianos mortos. Mortos na  Quinta Guerra do Petróleo- nome da guerra do iraque 2, segundo os árabes. Claro, depois de salvar Wall Street, please. Senão nosso Ibovespa some e eu vou junto.

noite-de-bilhar-2Estou numa cidade de bares, uma cidade grande – Brasília? Goiânia? Belo Horizonte? Campo Grande? Enfim, quarta à noite , dezembro, … que fazer? Encontrar amigos nos bares. Ah, mas como eles ficam entediantes se vc está sóbrio. Assuntos de envergonhar, com raros momentos de prazer.. Ideal é  ficar um pouco e se mandar logo, logo. Que significa isso? Mudar de amigos ou beber mais?

O tédio é um prato-cheio aos filósofos atuais…

bookshelfofmymotherwith-gde1Todos já sabem: o Nobel José Saramago tem novo livro na praça: A viagem do elefante. Pelo título do livro passaria longe dele, mas até jornalistas não muito afeitos aos rasgos ideológicos do socialista (ou comunista?) escritor português dizem tratar-se de obra-prima. Foi o que disse o também lusitano J. Pereira Coutinho à partir de sua coluna na Folha. Quem “sói” eu a questionar: já adquiri o livreto.

- Incrível, Incrível, respeitável leitor: este escriba jamais leu o Cem anos de solidão do colombiano Gabriel Garcia Marquez! Pior ainda: jamais li, e temo confessar, jamais li Grande Sertão: Veredas do João Guimarães Rosa. Não por falta de incentivo. Começo a ler o livro e pego no sono, sem falar na súbita vontade de correr atrás de um dicionário a cada página. Sei que não adianta pois ele inventava palavriados. O incentivo: minha saudosa ex-namorada (ver outro post) presenteou-me com outro livro de Rosa, algo mais light, um livro de contos, para que eu adquirisse gosto e costume pelo seu linguajar e saltasse em seguida sobre o Grande Sertão. Bem, o namoro terminou antes disso… Tem gente que garante ser Grande Sertão: Veredas o melhor livro já escrito. Duvido. Já se for o melhor livro já escrito língua portuguesa, aí eu teria que lê-lo para comentar e é o que farei – pretensiosamente.

Sou um leitor que lê vários livros ao mesmo tempo, nem sempre termino todos, mas releio vários. Neste semestre andei em sintonia com uma  ”literatura” diferente,  livros técnicos de finanças e adjacências, assim como alguns livros de filosofia a contrabalancear. Agora, na sequência ou ao mesmo tempo pretendo ler o do Saramago, do GG Marquez e, finalmente, As brasas de Sándor Márai -escritor húngaro muito produtivo (46 livros) que suicidou em 1989 para entrar para história … Este livro terei que ler pois prometi a minha estimada ex-namorada um resenha, e a farei. Não sei o que vai sair pois não sou literato, nem intelectual, mas … topo o desafio. Logo estará neste blog. Comente a futura resenha, leitor.

Aliás, aviso aos navegantes que este escriba gosta de comentários, eu, na verdade, os mendigo. Fiquem à vontade para comentar em qualquer post.

Saudações.

 

Sim. Ela – minha antiga ex- não está mais casada há um ano, segundo fontes quase fidedignas.

Ninguém me contou antes. Bom, também nem eu perguntei sobre ela, e há anos não a via. Até sábado passado. 

E agora? Como me conter vendo aquela beleza, que quase me deixou às raias da loucura, livre, leve e solta , orbitando nas redondezas?

Tenho que esquecer este assunto novamente … Estou com insônia, é isso. ”Amanhã é outro dia”; “Tudo passa” e etcetera.

sincronicidadepock05   Sincronicidade é um conceito do Jung e que tb alguns matemáticos exóticos trabalham.

Anteontem, a agora e definitivamente  recém-ex-namorada, cujo assunto escrevi na 1 parte de um post de desabafo, me enfatizou por e-mail que devemos manter distância para nosso bem. Saí então, no mesmo dia, com os amigos para beber e gandaiar, imediatamente.  Mas mal fiz uma coisa ou outra…

 O assutador é que ontem à noite, vi uma antiga ex-namorada e descobri que ainda sinto algo. Há vários anos não a via, desde que ela quase me matara de tristeza. Ontem a vi, numa ligeira sacanagem que me aprontaram, pois me disseram que na festa de família que eu estava indo haveria pouquíssima gente- eu nem imaginara que ela pudesse estar por lá, mas estava. Ela me cumprimentou rapidamente com dois beijos e de surpresa, num misto de obrigação e bons modos -uma evolução, portanto. Balbuciei duas vezes seu nome durante os cumprimentos. O som de seu nome saiu estranhamente e pensei comigo se o havia falado corretamente, pois me dera branco na hora. É um nome bonito e comum. Mas há anos eu não o pronunciava. Fiquei nervoso com toda a situação: a família dela toda estava lá  e  eu, com minha mãe  e tias. Sorte que minha prima, não sei se por intuir ou perceber minha falta de graça, me distraiu durante aquelas horas. Ao final, na despedida, cumprimentei a ela e sua família, cheguei até fazer alguma graça com o pai, e acho que iremos (eu e eles) a um novo patamar civilizatório de convivênvia. Pelo menos, quebrei, da minha parte, um bloqueio mental.

 Agora, e se ela não estiver mais casada? Como então, nos próximos meses ou anos, conter o desejo por ela?  Simples: nunca irei atrás dela, se acontecer algo, será naturalmente. E para logo: arrumar outra, rápido. Apagá-la da memória. O ontem não aconteceu, ela não estava lá.

Mas eu não deveria fazer algum esforço para ajudar a criar a aproximação ? Pois se ela quiser algo comigo um dia estarei perdendo a oportunidade de uma vida, afinal não temos a vida toda.  Ela vir a querer algo é remotíssima hipótese. Única coisa tênue a favor desta hipótese  é  que ela (a antiga ex) estava lá na festa de aniversário sabendo que eu estaria lá e o fato de ninguém ter me avisado propositalmente disso, pois então eu não iria lá. Contra: bom, a família dela estava lá e era natural que ela estivesse, afinal ela é cunhada de primo meu.

 Ah, maldito Jung e sua sincronicidade, em dois dias perco de vez uma namorada legal e reaparece uma antiga na vista, que isso quer dizer? Nada, provavelmente.

Ou alguém poderia me dizer algo?

O bilionário DVD foi condenado por corrupção ativa na justiça federal. Okay. Avanço na Justiça? Possivelmente, uma vez que impressão geral é de que só era condenado no país por suborno, o subornado, nunca o que pagou e usufruiu da benesses facilitadas pela corrupção.

Mas não é diretamente sobre a corrupção que quero escrever. Uma questão que poderia tocar é sobre a mídia e nós, a população, neste caso em particular. Mas vou além. É certo que sentimentos complexos são mobilizados e canalizados como ódio contra um gênio financeiro, agora condenado, não em definitiva instância. Não sei quanto de inveja é mobilizado nas pessoas contra o acusado, o quanto deste sentimento é transvestido em clamor pela justiça. Dissecar isso é complicado, pois muitos que se indignam o fazem baseado também em crenças sólidas de natureza ideológica (ex.. luta de classes), política (ex. : o banqueiro é defendido por bancada direitista), pessoal (ex: vingança) e empresarial (ex: concorrentes).  O que me aflige é que muitas das pessoas que clamam à justiça não percebem que estão pedindo a destruição de alguém. Sim, porque quando a sentença vem e alguém é condenado, este sujeito será um excluído e possivelmente muito prejudicado, até destruído. O processo em si é um drama, que mói mentes e corações. A sentença, em instância máxima, é um alívio de um sofrimento, mesmo que o ínicio da condenação.  Quem clama por justiça, clama por muitas coisas, mas também pela destruição de seus inimigos, sejam imaginários ou não. Uns imaturos. Deveriam viver a própria vida e se afastar desta instituição cujo negócio  (perigoso) é a vingança pública, que é a Justiça.

Sobre o bilionário: ainda não estou convencido da sua periculosidade. Afinal, cadê os cadáveres? Se é mafioso de fato tem que haver cadáveres no caminho dele, nem que seja por suicídios. Ou ninguém assistiu ao The Godfather? :)

A Deus – acaso exista

Oração estilo Navio Negreiro de Castro Alves

Oh, Deus dos desgraçados, dizei-me vós, senhor Deus!  se loucura … se é verdade, tanto horror perante os céus?!

Quem são estes desgraçados, mal gerados, nacituros já condenados, e a que os trazes ao mundo? Filhos de Caim, marcados a viver sob a sombra da sombra de seus gens... Dizei-me, vós, senhor Deus, a que abençoá-los com dáviva máxima -a vida- se condená-los ao escrutínio vil da turba temerosa e acomodada?
A vós não melhor os imolar antes a maltratá-los em vida?

Oh, Deus dos desgraçados, levai-me o quanto antes, no zênite da vida.  Não como àqueles desgraçados que desatinais a arrastá-los ao fim ignóbil e já incrustrado e lido nos gens de suas carnes…

Levai-me antes. Levem-me: Astros! Noites! Tempestades! Rolai das Imensidades! Antes varrei-me da Terra, Tufão!!….

A Deus – acaso exista.

Oração   “Mãe-ensina-quando-somos-criança-e-que-não-esquecemos”. 

Papai-do-céu, agradeço-lhe por tudo que me destes;                                                                             

Deste-me saúde, paz, amor, carinho, bondade e muita felicidade;

Deste-me inteligência e deu-me também a sabedoria para utilizá-la também pelos outros;

Pai, cuide bem dos que se foram: um beijo à vovó, vovô, e todos os que faleceram; 

Olhai as criancinhas e os miseráveis pois são deles o teu reino;

Perdoai todas as nossas ofensas, mesmo que não o façamos com os outros;

Livrai-nos do Mal;  e Amém.

Boa Noite.

rapariga-sonhoEstou a ser tentado. A tentação é grande. Gasto ou não gasto uns r$ 40,00 por mês para tomar parte de algum destes sites de relacionamento para se obter sexo, grátis e sem compromisso? Um destes famosos e internacionais sites, como Adult…, está a bombardear minha caixa postal após eu ter preenchido um formulário digital que me deu o direito a xeretar uma parte do conteúdo do sítio. Pelas fotos que vi, e pelas frases provocantes de cada mulher (pois sou hétero) do cadastro, penso estar próximo do paraíso. Se por R$ 40,00 conseguir marcar com pelo menos duas mulheres por semana, mais os jantares, mais o vinho (motel não preciso, ainda sou solteiro), calculo uns R$ 450,00 por semana por duas mulheres, o o que dá uns R$ 1800,00 por mês, sem comprometimentos… e se eu quiser.  Está muito bom para ser verdade. Só há três problemas sobre estes sites: 1- não sou louco (ainda) de passar meu cartão de crédito nestas paragens; 2- Se passar o cartão vão saber meu nome verdadeiro, o que me inibe; 3 – Não sou louco de colocar minha bela estampa numa fotinha de tais sites. Aliás como seria tal foto? ou fotos? Que ângulos?

Então, alguém já teve ou tem tal experiência em tais sites?

 Antes que alguém releia este post, devo agora acrescentar: nada na introdução antiga ( logo abaixo) é verdadeiro: não estou a morrer, nem virei blogueiro franco-atirador. E, aviso também, o  ”projeto” Cartas do Inferno foi abortado. Simples: amigo e eu combinamos que  um escreveria ao outro usando da mais alta sinceridade, como nada  tivéssemos a temer das reações ao escritos. Para testar, me propus a iniciar as cartas lhe enviando algo sobre seus relacionamentos, daí ele me responderia e continuaríamos as cartas contra quem desse na telha que pudessem merecê-las. Mas meu amigo, ao receber estas cartas abaixo por e-mail, disse que não iria fazer sua parte mais. Não sei se foram muito mal escritas ou ele temeu algo ou se ofendeu. Não vejo nada de mais nelas. Foi só um esboço do que eu estava imaginando que poderíamos escrever a quatro mãos.

 

Cartas

 

Meus amigos já sabem: estou sob contagem regressiva para a morte. A doença é implacável e não me resta tempo. Mas ainda posso rosetar! Inicio então a seqüência de cartas, verdadeiras cartas do inferno, de quem não tem nada a perder aos amigos e inimigos. Do menor ao maior e vice-versa. Aproveite-as, leitor.  

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Não há mais desculpas: a todos os potenciais escritores e outros artistas, a blogosfera está aí como um laboratório e oportunidade para exibição de seus dons, sem intermediários. Já vi blogs sensacionais de variados assuntos. Os que mais gosto são os que me fazem rir, mas não de besteirol, mas assuntos refinados, porém com deboche. Política brasileira, por exemplo, passo longe dos detalhes, mas  acompanhei em blogs “consagrados” a cobertura eleitoral de cá, Brasil, e do Império.

(Torci pelo Obama, mas não deixei de ouvir todas as críticas ao novo presidente dos americanos que ecoaram em manjados blogs conservadores. Sempre uso meu filtro de sensatez e meu humor para não levar a sério tanta propaganda e contra-propaganda, seja de que lado for).

Algo dignificante sobre a blogosfera, como já disse, é a possibilidade de inumeráveis talentos literários de variados gêneros saírem da toca, a fim de serem descobertos, ou apenas para se expressarem -que é uma grande aspiração e necessidade de muitos de nós mortais-  sem maiores pretensões.  

Na blogosfera, como em toda net,  a democratização do acesso e sua estrutura em rede pemitem esta facilidade para o comunicar, que levará (ou já levou) ao surgimento de obras duradouras ou msm fugidias, de grande valor e que serão em maior número que em todos os tempos.  Por isso navego por aí, a tentar encontrar as novas pérolas da língua ou somente aquele blog legal, em afinidade – ou não- com minhas idéias ou afeições.

Que seios. Putz. Que decote. Putz. Só um bêbado como eu ontem para ficar tagarelando com mulher daquela e não pedir e-mail, telefone, qualquer coisa. Que se passou ontem? Nem me lembro como cheguei em casa! Só percebi que estava no meu quarto quando ele e meu estômago giraram juntos em sentido contrário. Há tempos isso não ocorria. Mas que seios! “E deu mole”, como diriam os cariocas. Não consigo entender o que ocorreu. Ô ressaca moral. Ainda bem que ninguém me conhece por lá. Que papo chato, o meu. Mas que mulherada era aquela no final da festa, no início da noite??? Onde estive depois? Como não fui preso? Putz.

Lembrei-me da  expressão cunhada pelo irriqueito Monteiro Lobato quando fantasiou o  pó de pirim plim-plim, que usado pelos seus personagens infantis os levavam a viagens inesquecíveis.

Isto porque me indicaram o uso de verdadeiros comprimidos de pirim plim plim … mas para viagens mais mudanas, viagens sensuais. Read the rest of this entry »

Penso em enviadar. Cansei completamente das mulheres. Pelo menos das que me cercam.

Três ou quatro delas me trouxeram aborrecimentos nesta semana com potencial para meses de chatices.

Namorada: – Não sei se vc me entende, mas esta nossa tentativa de voltar não deu certo. Anteontem você estava muito bem: reavivou em mim o que estava adormecido. Mas não podia ter falhado hoje…

Patriarca: -  Tô exausto hoje. Mentalmente. Sem clima, entende?

Namorada: – O quê? (Blá, blá). Vc não vê que eu, eu .. eu adoro sexo …vc .. vc não tem o mesmo ritmo..

Patriarca: -  Vou embora, tchau.

Namorada:  – Fica aqui, só mais dez minutinhos ..

- Para quê? Não tô afim de ser ofendido..

- Eu gosto muito de vc, vc sabe, te adoro, quero só felicidade pra vc. É ótima pessoa.

- Sei, mas sou … brocha, não?  Obrigado e até mais.

- Apague todos os meus números, não me envie e-mail´s e mude o horário da missa para não nos  encontrarmos, ok, moço? Se é que vc vai na missa sem mim …

- O elevador chegou … Ok, … apago tudo. Tchau, adeus, … o que for.

Para completar minha semana, minha irmã começou a surtar.  De verdade. Três psiquiatras a atormentam, chegaram a ameaçá-la de tomar maiores providências se ela não ingerir os remédios. Um falou em eletro-choque. Sei que isso não é mais um bicho-de-sete-cabeças, mas penso em bater ou processar alguns destes fdp´s. Read the rest of this entry »

Numa reação ao epíteto de “patriarca” lançado a este escriba, revido:

- Sim, mas um patriarca contemporâneo. Pós-pós tudo.

Reação a tudo será por escrito. Assim, dessa maneira, por blog.

Ainda estou a testar esta maquininha de blogar. E o código HTML a aprender. Brevemente, novidades.

Roberto Schznnerger Schwarz sobre MACHADO DE ASSIS

Inicio agora este novo blog do O Patriarca Contemporâneo (estamos de mudança do UOL)

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